Pesquisar

Redes sociais


Trabalho doméstico e as agruras da classe média na mídia

15/04/2013
Uma coisa positiva proporcionado pela luta em prol das cotas nas universidades estaduais paulistas e a recente aprovação dos direitos trabalhistas dos trabalhadores e trabalhadoras domésticas foi que o pensamento reacionário e elitista de segmentos da classe média e elites vieram a tona, expressos pelos meios de comunicação hegemônicos. Por Dennis de Oliveira* O sentimento elitista veio com força principalmente com a aprovação da PEC dos direitos dos trabalhadores domésticos. Destaco aqui a o artigo publicado na edição do dia 1o. de abril da Folha de S. Paulo (clique aqui para ler), com direito a chamada de capa, assinado por José Henrique Mariante. É Interessante a classificação que ele faz da classe média incomodada com o “preço” que está “pagando” pela inclusão: “Essa estreita faixa de gente, mais educada e esclarecida, sempre ansiou por um país mais justo, moderno e melhor. Esse dia chegou, só que de maneira bem diversa da imaginada.” Será que este país mais justo inclui a mobilização deste mesmo segmento na famosa “Marcha com Deus, pela Família e Liberdade” em apoio ao golpe militar de 1964 que mergulhou o pais em uma ditadura que durou 21 anos? E será que esta gente “mais educada e esclarecida” é a mesma que gasta 10 reais para comprar um exemplar de uma certa revista semanal que inventa entrevistas e tem, entre os seus colunistas, um que chama a filósofa Marilena Chauí de “vagabunda”? Ou ainda que compra o jornal em que foi publicado este artigo que publica uma ficha falsa do Deops da presidenta Dilma Roussef? “A revista Veja, também preferência deste pessoal “esclarecido” e que lutou por um país mais “justo” é mais direta. As duas capas colocadas acima, em momentos diferentes – a das eleições presidenciais em 2010 e a aprovação da PEC dos trabalhadores domésticos – deixa nítido a quem ela se dirige. Enquanto que a primeira capa afirma que “ela pode decidir a eleição” (ela- a empregada doméstica), a segunda, pós aprovação dos direitos dos trabalhadores domésticos, diz “você amanhã” (você – um homem branco de classe média dando conta de afazeres domésticos). Entretanto, justiça seja feita, a capa da Veja foi mais civilizada que o artigo da FSP. Coloca abaixo da chamada: “As novas regras trabalhistas das empregadas domésticas são um marco civilizatório para o Brasil – é um sinal de que em breve as tarefas domésticas serão divididas entre toda a família”. Se for esta mesma gente, não é de se admirar que estão indignados – apenas que este “esclarecimento” e esta “ansiedade por um país mais justo” não inclui o pessoal do andar de baixo – ou ainda que este pessoal não lotasse o elevador de ascensão social, continuasse na pobreza...

Estatuto da Juventude

15/04/2013
Nos últimos dez anos, dentre os muitos avanços que o nosso país obteve, vivenciamos um grande impulso dado às políticas públicas voltadas para a juventude. A criação da Secretaria Nacional de Juventude, no início do primeiro mandato do governo Lula, e do Conselho Nacional de Juventude, bem como outras ações, possibilitaram ampliar o diálogo entre governo e os jovens, a fim de conhecer mais a fundo as necessidades dessa população tão plural. Um bom exemplo de política resultante desse diagnóstico é o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), criado pelo governo federal em 2005. Inicialmente destinado a jovens de 15 a 24 anos que não haviam concluído o ensino fundamental, o programa foi reformulado em 2008, quando se subdividiu em quatro modalidades, a fim de atender jovens com perfis diferentes. Hoje, o Projovem conta com a parceria dos Estados e municípios e oferece apoio ao jovem da cidade, do campo, àquele que precisa de qualificação para ingressar no mercado de trabalho e àquele que precisa de auxílio para permanecer na escola. Já o Plano Juventude Viva, coordenado pela Secretaria Nacional de Juventude e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), reúne uma série de ações de prevenção para reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência, criando oportunidades de inclusão social e aumentando a oferta de equipamentos e serviços públicos, sobretudo, em áreas que concentram altos índices de homicídio. Outras políticas que atendem a população de uma forma geral, mas que, sem dúvida, têm impacto maior sobre a juventude, são o ProUni, criado pelo governo Lula, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que aumentaram consideravelmente o acesso do jovem de baixa renda ao ensino superior. Porém, para atender a toda a demanda da juventude brasileira e consolidar uma política pública de juventude nas cinco regiões do país, além de iniciativas como essas, é necessário instituir um Marco Legal, que regulamente e assegure seus direitos. É isso que se pretende alcançar com o Estatuto da Juventude, cujo projeto de lei será votado no Senado na próxima semana. Há nove anos em tramitação no Congresso, o estatuto é uma luta antiga da juventude brasileira, que espera por meio da nova legislação ver apontados os princípios e diretrizes que nortearão ações governamentais voltadas para os jovens na faixa dos 15 aos 29 anos, a fim de lhes garantir direitos relacionados à Educação, Saúde, participação democrática, trabalho, igualdade, Cultura, Esporte e Lazer, comunicação e liberdade de expressão, mobilidade urbana e Segurança. Para que a proposta do estatuto, cujo relator é o deputado Paulo Paim (PT-RS), representasse e atendesse as demandas dos jovens de todos os cantos do Brasil, várias audiências e consultas públicas com entidades e movimentos...

Siga-nos

Sindicatos filiados