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Edição 17 - 20 de Março de 2009

Governador quer consenso com empresários mas assume compromisso de encaminhar Piso Estadual de Salário



O Governador Luiz Henrique, em audiência com representantes das cinco Centrais Sindicais, federações e Dieese, assumiu o compromisso de encaminhar à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, o projeto do Piso Estadual de Salário. A reunião aconteceu nesta quarta, dia 18, na sede do Centro Administrativo do Governo, em Florianópolis.

Nova audiência está marcada para o dia 09 de abril, às 15h. Até lá, quatro Secretários de Governo buscarão negociar com os empresários uma proposta de consenso. Se o acordo não for alcançado, o governador se comprometeu mesmo assim a encaminhar a proposta para a Assembléia. O Executivo deve ser, por lei, o autor do projeto. Pelo projeto proposto pelo movimento sindical, o Piso hoje seria de R$ 587,00.

Assessoria de Imprensa da FECESC

 

Sindicato e FECESC fazem nova campanha de sindicalização em Chapecó

 

Acontece novamente em Chapecó, nos dias 24 e 25 deste mês, a continuidade do trabalho de filiação e divulgação do Sindicato dos Comerciários junto aos trabalhadores no comércio de Chapecó. Parte da diretoria da FECESC participará da atividade.

Assessoria de Imprensa da FECESC

 

Emprego com carteira assinada volta a crescer em fevereiro

 


Em fevereiro de 2009, o saldo da geração de empregos no Brasil foi de 9.179 postos com carteira assinada, representando um crescimento de 0,03% sobre o estoque de assalariados celetistas do mês anterior. Esse comportamento favorável, embora modesto, demonstra importante reação do mercado de trabalho formal brasileiro após três meses consecutivos de resultados negativos. Vale ressaltar que o número de admissões no segundo mês do ano foi de 1,2 milhão de pessoas, patamar superior ao verificado em janeiro (1.216.550).


O número de desligamentos em fevereiro (1.224.375) foi 7,13% inferior ao do mês anterior. “Minha expectativa é que março será o mês da virada. O saldo negativo dos últimos três meses não se repetiu em fevereiro. A diminuição das demissões e o aumento do salário-mínimo serão determinantes para que a geração de empregos se recupere. O País está sendo um dos primeiros a mostrar que saiu da crise”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva à imprensa, em Brasília, para apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta quarta-feira (18).

Dois estudos publicados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vão ao encontro da análise do ministro. Assinadas pelo economista Antonio Marcos Hoelz Ambrozio, duas edições do boletim Visões do Desenvolvimento preveem que o Brasil não irá sofrer uma onda de desemprego semelhante à vivida nos anos 1990 e que o País se apresenta como um destaque mundial na redução do desemprego neste início do século XX.

O resultado de fevereiro também melhorou o saldo acumulado de 2009, diminuindo a perda de vagas para -92.569 empregos (-0,29%). Nos últimos 12 meses o saldo é positivo em 1.011.751 postos, alta de 3,28% e mais de duas vezes superior à média de toda a série do Caged para o mesmo período (486.479 empregos). Entre janeiro de 2003 a fevereiro de 2009 foram gerados 7.628.403 postos de trabalho. O estoque de trabalhadores celetistas no País é de 31,9 milhões.

A Construção Civil obteve saldo positivo de 2.842 postos (0,15%), a Agricultura respondeu por 957 postos a mais (0,06%) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública pelo acréscimo de 807 vagas (0,23%).

A Indústria de Transformação ainda manteve a trajetória decrescente, ao registrar perda de 56.456 postos (- 0,77%): concentrados em dez de seus 12 ramos de atividade. Os três maiores saldos negativos foram: Indústria de Material de Transporte (-12.986 postos ou -2,61%), Indústria Metalúrgica (-12.001 postos ou -1,63%) e Indústria Mecânica (-8.856 postos ou -1,69%). Em sentido oposto, merecem destaque pela recuperação a Indústria de Calçados (+2.719 postos ou + 0,87%) e a Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+1.634 postos ou +0,51%), que mantiveram a reação iniciada em janeiro.

O Comércio embora continue com desempenho negativo (-10.275 postos ou -0,15%) aponta uma redução no ritmo de queda em relação ao mês anterior (-50.781 postos), evidenciando uma reação superior à ocorrida nos mesmos períodos dos últimos anos anteriores, que em média gira em torno de uma variação de 20 mil empregos.

Em Questão

 

Besc é 100% incorporado pelo BB

 

CO Banco do Brasil convidou os acionistas a participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá em Brasília, às 15h, do dia 31 de março. O objetivo é tratar do aumento do capital social do BB em decorrência das incorporações societárias do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e da Besc SA Crédito Imobiliário (Bescri).

O edital de convocação foi publicado no Diário Oficial da União e informa que a documentação relativa à proposta a ser apreciada está disponível na sede do BB, na secretaria executiva, em Brasília, e na página de relações com investidores na Internet. Segundo a superintendência do BB/Besc, trata-se da última etapa do processo de incorporação, prevista no cronograma oficial. O objetivo é agregar o valor do patrimônio do Besc no contrato social do Banco do Brasil (BB).

Processo iniciou em 1997 com a deterioração do banco
O Besc foi incorporado ao BB no final do ano passado, depois de um processo que se iniciou em 1997, quando uma auditoria revelou a sua deterioração. Em 2000, foi aprovado o processo de federalização, com a injeção de R$ 780 milhões do governo federal e a União assumiu o banco. O Besc entrou no Programa Nacional de Desestatização. Uma série de movimentos contra a privatização do banco impediram sua venda. Em 2003, o governo federal retirou o banco do plano de privatização.


Em 2007, foi assinado o termo que alterava o contrato de federalização do Besc, permitindo a incorporação pelo BB. Em fevereiro do ano passado, o presidente Lula retirou o Besc do PND. Uma consultoria foi contratada para avaliar o preço do Besc. Em setembro de 2008, o BB anunciou que pagaria R$ 685 milhões pela incorporação, sendo R$ 411 milhões pelo Besc e R$ 274 milhões pela Bescri. Todo o processo será, finalmente, concretizado com a assembleia dos acionistas marcada para o último dia de março.

Com informações do DC

 

Em 2008, 77% dos trabalhadores obtiveram reajustes reais

 

Os resultados das negociações salariais brasileiras em 2008 foram piores que as do ano anterior, mas ainda positivas, já que a maioria dos acordos conseguiu igualar ou ultrapassar a inflação do período. Os dados são de uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada na última semana. Em 2008, 77,6% dos acordos conseguiram reajuste real, ou seja, acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ante 87,7% em 2007. "Após a queda no desempenho das negociações salariais observada no primeiro semestre de 2008, o consolidado do ano apresentou resultados mais satisfatórios impulsionados pelos reajustes negociados pelas categorias com data-base no segundo semestre", afirmou o Dieese em comunicado.

Outros 10,5% conseguiram igualar a inflação - contra 8,3% em 2007 -, enquanto 11,9% tiveram reajustes inferiores ao índice, comparado a 4% no ano anterior.
"O resultado em questão é semelhante ao apurado em 2005 e ligeiramente inferior ao apurado em 2006 e 2007, anos de maiores ganhos salariais. Pode-se dizer que o percentual de negociações salariais iguais ou acima da inflação continua em patamar elevado, já que desde 2004 este percentual supera 80%", acrescentou a entidade.
Segundo o Dieese, os números de 2008 refletem em grande parte a aceleração da inflação ano. "Os dados... confirmam a existência de uma relação entre taxas de inflação e resultados das negociações salariais: à medida que o índice necessário para reposição salarial se reduz, aumenta a proporção de negociações com reajustes iguais ou superiores a esse índice". Entre os setores da economia, mais uma vez os melhores acordos foram registrados na indústria - 87% deles superaram a inflação. O Dieese pesquisou 706 negociações salariais no ano passado.

Reuters News

 

Vendas no varejo sobem 1,4% em janeiro

 

O volume de vendas no varejo brasileiro avançou 1,4% em janeiro em relação ao mês anterior, quando diminuiu 0,4% (dado revisto), na série com ajuste sazonal. O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou também que a receita nominal de vendas cresceu 2,1% na abertura de 2009, depois de recuo de 0,6% em dezembro do ano passado.

No confronto com janeiro de 2008, o volume de vendas teve alta de 6% e a receita nominal registrou acréscimo de 11,9%. Em 12 meses, essas taxas foram positivas em 8,7% e 14,7%, respectivamente.


Pelo estudo do IBGE, sete das dez atividades pesquisadas verificaram volume maior de vendas em janeiro perante o mês antecedente, como Veículos e motos, partes e peças (11,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria (7,6%), Móveis e eletrodomésticos (7,1%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,8%). Em sentido inverso, apresentaram quedas Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, Material de construção e Combustíveis e lubrificantes, de 12,5%, 2,8% e 0,7%, na ordem.

Sobre o comparativo janeiro deste exercício com igual mês do ano anterior, Tecidos, vestuário e calçados viram declínio no volume de vendas, com redução de 4,7%, mas Livros, jornais, revistas e papelaria subiram 23,9%.

No comércio varejista ampliado - varejo mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção -, houve elevação de 2,8% no volume de vendas e de 6% na receita nominal em janeiro ante mês correspondente de 2008. Em 12 meses, a expansão ficou em 9% e 14%, respectivamente.

O segmento veículos, motos, partes e peças teve queda de 0,3% no volume de vendas em relação a janeiro de 2008, a terceira taxa negativa consecutiva, e acumulou crescimento de 10,2% nos últimos 12 meses. "Reduções de crédito e prazos de financiamento, mais a deterioração das expectativas do consumidor têm contribuído para a redução das vendas", informou o IBGE.

Em Material de construção, foi verificada baixa de 12,5% no comparativo janeiro de 2009/janeiro de 2008 e ampliação de 6% nos últimos 12 meses, em razão, segundo o organismo, das "restrições do atual quadro econômico, especialmente ao crédito".
Valor Online

 

Brasil vai superar crise e continuará crescendo em 2009, afirma Lula nos EUA

 



Em discurso nesta segunda-feira (16) em um seminário em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o Brasil continuará crescendo em 2009, mas menos do que poderia crescer se não houvesse crise econômica. "Enquanto a maioria dos países ricos mergulha na recessão, vamos continuar crescendo. Cresceremos em 2009 menos do que gostaríamos, menos do que poderíamos se não fosse essa crise externa, mas estejam certos que vamos crescer".

O presidente fez uma análise de como o Brasil está enfrentando a crise. Ele disse que uma "gravíssima crise de confiança se abateu sobre os países mais ricos", mas que, no Brasil, não houve esse problema. "Nossos bancos privados ou públicos não foram contaminados pelas aventuras dos especuladores internacionais", disse, afirmando que um "sólido sistema dos bancos públicos" atenuou os efeitos da crise.


Lula lembrou ainda programas sociais como o Bolsa Família, programas de investimento como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o aumento dos salários, aumento da classe média, crescimento das exportações e estabilização da inflação como fatores que, segundo ele, farão com o Brasil se recupere "mais cedo do que se espera".

O presidente, que participou do seminário “Brasil: Parceiro Global em uma Nova Economia; Estratégias Sólidas para Momentos Desafiadores”, afirmou que a crise econômica mundial é uma "oportunidade" para o presidente americano Barack Obama e para ele. "Eu, que estou com seis anos de mandato, que poderia estar cansado, essa crise vem me provocar, essa crise vem me desafiar e vai me dar mais motivação para fazer mais do que fizemos até agora".

Lula afirmou também que não cortará "um centavo" dos gastos sociais nem de obras de infraestrutura e disse que o governo manterá seu papel regulador perante a crise.
"Não vacileremos em lançar todos os instrumentos ao alcance do Estado que poderão minorar os efeitos da crise. O Estado brasileiro, o Estado democrático de direito não fugirá de suas responsabilidades, não deixará de exercer seu papel regulador e sempre, sempre que necessário intervirá para que a anarquia dos mercados não resulte em caos econômico e social", disse.

Segundo o presidente, o Brasil tem propostas para apresentar aos outros países no sentido de combater a crise mundial e evitar novas crises como a democratização do Fundo Monetário Internacional (FMI), o aumento do crédito ao comércio e o fim dos paraísos fiscais.

América Latina
O presidente afirmou que os Estados Unidos "têm obrigação e uma chance extraordinária de estabelecer uma nova relação com a América Latina". "Não a Aliança para o Progresso da década de 60, nem a política de ingerência também da década de 60, mas uma relação de parceria, de ajudar os países mais pobres a se desenvolverem e se apresentarem como amigos, construir aquilo que falta ser construído", explicou. Ele ressaltou que tem conversado com os presidentes dos países da América do Sul e que todos têm interesse em mudar seu relacionamento com os EUA.

Cuba

Lula também abordou o relacionamento entre Estados Unidos e Cuba. “Não existe mais, do ponto de vista político, sociológico, da racionalidade humana, nada mais que impeça o restabelecimento das relações EUA e Cuba. Não é possível que a gente continue fazendo no século XXI políticas com o olhar do que aconteceu no século XX. Vamos fazer política pensando no século XXII e deixar o que aconteceu no século XX ou XIX como uma experiência histórica para que a gente aperfeiçoe os acertos e não cometa os mesmos erros".

 

Jornalista responsável
Vanessa Pedro
SC 0831 JP
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