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Palestina: uma questão de justiça

26/02/2009
Uma maré de solidariedade ao povo palestino percorre o mundo nos últimos dois meses. Como em outros tempos o repúdio à intervenção dos EUA no Vietnã ou a campanha pelo fim do apartheid na África do Sul, a condenação dos crimes contra a humanidade cometidos por Israel em Gaza se tornou uma dessas causas capazes de unir, no mesmo sentimento, as pessoas que compartilham uma noção essencial de justiça, acima das fronteiras étnicas e religiosas. É inaceitável a indiferença ou a conivência com o massacre de civis, a destruição de suas casas, a opressão cotidiana em Gaza e Cisjordânia, a intransigência de Israel em perpetuar a ocupação ilegal que se prolonga desde 1967. O PT, fiel à sua tradição internacionalista e aos seus valores humanistas, manifestou-se nesse episódio do lado certo, somando sua voz aos que defendem o fim imediato da ocupação e a criação de um Estado palestino soberano, viável e em bases dignas. Em artigo divulgado no espaço virtual petista (www.pt.org.br), o economista Paul Singer, um veterano lutador do povo brasileiro, também defende o fim dos ataques em Gaza, mas critica os termos em que tem se expressado o repúdio geral à conduta de Israel. Na sua opinião, é necessário condenar em igual medida a violência praticada por israelenses e por palestinos. Suas ponderações, embora expressem uma aspiração sincera pela paz, têm como fio condutor um raciocínio equivocado, muito presente na cobertura da mídia: o de abordar o conflito a partir de uma suposta simetria entre palestinos e israelenses. Trata-se de uma ideia simples e elegante – por isso mesmo, tentadora. Diante de dois povos em luta pelo mesmo território, cada qual com seus argumentos, a atitude mais sensata seria a equidistância. Assim, o PT é criticado por tomar partido, em lugar de simplesmente se ater a uma defesa (abstrata) da paz, do diálogo, da compreensão mútua. Um mínimo de reflexão sobre o conflito israelense-palestino e suas raízes históricas já é suficiente para demonstrar o quanto é falaciosa a crença de que os motivos dos dois lados se equivalem. O Estado de Israel foi criado com base no confisco das terras dos palestinos e na negação dos seus direitos. A violência está embutida no projeto sionista desde a sua concepção, no final do século XIX, quando Theodor Herzl formulou a palavra-de-ordem de “uma terra sem povo” (a Palestina) “para um povo sem terra” (os judeus). Estava lançada ali a semente da “limpeza étnica” que acompanhou a fundação do Estado de Israel, em 1948, quando 700 mil árabes, moradores da região desde tempos imemoriais, foram obrigados a abandonar seus lares, conforme o relato incontestado de historiadores israelenses como Benny Morris e Tom Segev. Hoje os refugiados que vivem...

É hora de ampliar, com determinação, o investimento público no País

26/02/2009
Entre os emergentes o Brasil é um dos países que ainda está se saindo bem no quadro internacional. Entre o chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a Rússia é o país mais afetado pela crise. A produção industrial do país recuou 20% em janeiro e as estimativas oficiais para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 foram recentemente revistas para -2,2%. O país já queimou US$ 200 bilhões das suas reservas tentando deter a queda do rublo e setores do governo pressionam por um controle de câmbio para estancar a fuga de capitais. Os países emergentes asiáticos também sofrem duramente a crise. A Coréia do Sul teve queda do PIB em 5,6% no último trimestre de 2008. Após a maior queda das exportações de sua história em janeiro, de 17,5%, a estimativa é que a China cresça 7,4% em 2009. A Índia sofrerá também, mas a previsão oficial é ainda de um crescimento de 5,6% para 2009, ótimo desempenho considerando o crescimento da economia mundial no ano. Em termos comparativos, o comportamento da economia brasileira até o momento é razoável. Conforme tem sido destacado por vários analistas, alguns fundamentos da economia brasileira tem sido determinantes na capacidade de o país enfrentar a crise sem quebrar, após o seu agravamento, a partir de setembro de 2008. São eles: a) menor dependência do mercado consumidor dos Estados Unidos, centro da crise; b) nível das reservas cambiais existentes no país, em torno de US$ 200 bilhões; c) o dinamismo do mercado interno, que tem sido o motor do crescimento da economia brasileira nos últimos trimestres; d) desempenho do mercado de trabalho, com queda da taxa de desemprego nas Regiões Metropolitanas e crescimento da renda (até novembro); e)situação da dívida pública, que vem caindo nos últimos anos em relação ao PIB, e que hoje está em 36% do PIB; f) nível de depósitos compulsórios, um dos instrumentos que o Banco Central usa para controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia; g) as obras do PAC, que contribuíram para acelerar o crescimento em 2008, vêm sendo executadas, e tem papel fundamental nas áreas de investimentos em infra-estrutura, estímulo ao crédito e ao financiamento, melhora do ambiente de investimento, desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário e medidas fiscais de longo prazo. Passado seis meses do processo de agravamento da crise internacional, já com os países desenvolvidos em recessão, a constatação é que a maioria dos itens relacionados acima tem ajudado o Brasil a enfrentar a crise (com exceção do mercado de trabalho, que se deteriorou bastante a partir de dezembro). Alguns sintomas reforçam essa constatação. O risco Brasil, por exemplo, caiu de 473 pontos na média de novembro para 430 pontos em...

José Dirceu confirma presença no Congresso da FECESC em abril

19/02/2009
O ex-deputado e ex-Ministro José Dirceu confirmou sua participação no Congresso da FECESC, no dia 22 de abril. Ele vai falar da conjuntura nacional, da crise econômica e das eleições de 2010. O evento acontece de 22 a 24 de abril e vai reunir cerce de 150 pessoas, entre representantes dos sindicatos dos comerciários de todo o estado, diretores da FECESC e convidados. Assessoria de Imprensa da...

Venda de veículos cresce 8,35% na primeira quinzena de fevereiro

18/02/2009
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou hoje (17) dados que indicam um crescimento na venda total de veículos automotores em 2009. Segundo a entidade, 182.522 veículos foram vendidos nos primeiros 15 dias úteis de fevereiro. Um crescimento de 8,35%, na comparação com o mês anterior. Mas ainda 3,01% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Na primeira metade de janeiro de 2009, o total de unidades vendidas foi de 168.454. E em fevereiro de 2008 foram comercializadas 188.178. Nos 15 primeiros dias úteis de fevereiro deste ano, 88.507 automóveis foram comercializados. Isso representa um aumento de 11,36% na comparação com a primeira quinzena de janeiro, e de 4,63% na comparação com fevereiro de 2008. Também em fevereiro de 2009, 20.751 veículos comerciais leves foram vendidos na primeira quinzena. Número 37,7% acima do que o registrado em janeiro, e 21,28% maior do que o mesmo período de 2008. O maior crescimento registrado foi de vendas de ônibus, com um aumento de 79,09% entre as quinzenas de janeiro e de fevereiro de 2009. Na comparação com fevereiro de 2008, o crescimento é menor 15,8%. Já o número de caminhões vendidos no mesmo período de 2009 foi 21,33% superior à primeira quinzena de janeiro, mas 15,36% menor do que o registrado em fevereiro de 2008. Agência...
Governador cancela reunião com Centrais Sindicais sobre Piso Estadual
18/02/2009
Foi cancelada a reunião com o Governador Luiz Henrique para tratar sobre o Projeto de Lei do Piso Estadual para Santa Catarina, prevista para acontecer no dia 19 de fevereiro. O cancelamento por parte do Governo do Estado foi o quarto desde a primeira e única reunião ocorrida entre as Centrais Sindicais e o Governador em outubro de 2008. Diante disso, está sendo convocada um encontro com todo o movimento sindical catarinense para definir estratégias e uma agenda de mobilizações em torno do tema. A reunião do movimento sindical será dia 02 de março, às 10h, na sede da FECESC, em Florianópolis. O QUÊ: reunião do movimento sindical DIA: 2 de março HORA: das 10h às 16h ONDE: auditório da Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de SC (FECESC) Endereço: Av. Mauro Ramos, 1.624 – Centro – Florianópolis – SC   Assessoria de Imprensa da FECESC Com informações do...

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