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Pandemia cortou 450 mil vagas no comércio e deixou 2,5 milhões com salários reduzidos
09/07/2020
Estudo do Dieese aponta necessidade de ação do poder público para evitar desastre ainda maior. E lembra que a economia já vinha mal antes da crise sanitária A pandemia de coronavírus atingiu duramente o comércio, setor mais afetado com corte de vagas até agora. De janeiro a maio, foram fechadas 446 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo levantamento do Dieese, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “E boa parte dos que não foram demitidos também sofre os impactos: cerca de 2,5 milhões tiveram contratos suspensos ou jornada e salário reduzidos, conforme autorizado pela MP 936”, acrescenta o instituto, em estudo divulgado nesta quarta-feira (8). O Dieese destaca ainda a própria característica do setor como agravante da situação. Aproximadamente um terço dos trabalhadores no comércio são informais. “E, com a crise do coronavírus, perderam a renda.” No primeiro trimestre, o comércio concentrava 15,6 milhões de trabalhadores, entre assalariados (com e sem carteira), por conta própria e familiares. Um total de 17% dos ocupados no país, conforme estimativa do IBGE citada no estudo. Uma categoria com alto índice de informalidade e de rotatividade (64%), jornadas extensas e rendimentos baixos. Entre as unidades da federação, apenas São Paulo fechou 142.300 vagas formais neste ano. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (-55.517), Minas Gerais (-48.081) e Rio Grande do Sul (-33.310).   Crédito é fundamental   Na análise, o Dieese alerta para a necessidade de ação do Estado para amenizar a grave crise do setor. “Se o governo não implementar novas medidas para fazer com que o crédito chegue às micro e pequenas empresas, milhares de negócios do setor desaparecerão, deixando outros milhões de trabalhadores sem trabalho e renda”, afirma. Não basta ter linha de crédito, lembra ainda o instituto. “Precisa fazer chegar às empresas”, aponta, destacando as micro e pequenas. “Essas medidas são necessárias para todos os setores. Contudo, como uma característica fundamental do comércio é o grande número de micro e pequenos estabelecimentos de caráter familiar, elas se tornam imprescindíveis para o setor.” Do total de solicitações de seguro-desemprego neste ano, mais de um quarto (26%, ou 248 mil) foram de trabalhadores do comércio. Em maio, o número cresceu 36% em relação a igual mês de 2019.   Crise se acentuou, mas já existia   Os comércios também representam cerca de um quarto dos trabalhadores atingidos pela Medida Provisória 936, que prevê redução de jornada e salários e/ou suspensão de contratos. De mais de 10 milhões, são 2,5 milhões no comércio. O Dieese observa que as vendas já vinham fracas mesmo antes da pandemia, devido ao desemprego e da pouca renda disponível. Mas despencaram em abril, caindo 27% em relação a 2019. Hoje, o IBGE informou que as...
Confiança dos comerciantes cai, após euforia com eleição de Bolsonaro
24/06/2019
Expectativa de melhora na economia também caiu, afetando mais a confiança dos comerciantes, segundo apuração da CNDL e do SPC Brasil   Após um período de suposta euforia entre as eleições de 2018 e a posse de Jair Bolsonaro (PSL) na Presidência da República, a confiança dos comerciantes brasileiros com a economia despencou. É o que mostra o Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário, elaborado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em maio, o índice registrou 59,5 pontos, ante 65,7 em janeiro. O índice que mede as expectativas em relação à economia para os próximos meses teve queda de quase 9 pontos no mesmo período. A situação evidencia a estagnação econômica que o país vive. Desde o início do ano, as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vêm sendo reduzidas, o que reflete nos negócios e na confiança dos comerciantes. Segundo o indicador, 76% dos micro e pequenos empresários não notaram melhora da economia nos últimos seis meses. Ainda assim, 65% dizem estar confiantes de que a situação vai melhorar, embora 40% deles não saibam explicar em que baseiam essa expectativa. Entre os comerciantes pessimistas com a economia, 53% justificam essa percepção pelo ambiente de incertezas políticas, enquanto 43% acreditam existir um risco em razão das dificuldades econômicas, como aumento dos preços e queda do emprego. Para 30%, a queda na confiança dos comerciantes deve-se ao fato de discordarem das medidas econômicas que vem sendo adotadas pelo governo Bolsonaro. Além do clima geral, a avaliação das vendas no mês de maio também não foi das melhores. Para 57% dos micro e pequenos comerciantes, não houve melhora nas vendas. Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a quebra de confiança dos comerciantes se justifica pela demonstração de incapacidade de governar e de responder aos problemas do país que ficaram evidentes nos primeiros cinco meses de governo Bolsonaro. “Os dados mais uma vez sinalizam os ruídos políticos gerados ao longo dos meses, os quais trouxeram incertezas sobre a capacidade de aprovação das reformas e do próprio desempenho da economia, que vêm frustrando a classe empresarial e também consumidores”, analisa. “O micro e pequeno empresário segue mais confiante do que no mesmo período do ano passado e na comparação com o auge da crise, mas a euforia que seguiu às eleições agora está mais contida. No segundo semestre, ainda haverá mais uma chance de esses indicadores voltarem a subir, no entanto, tudo vai depender de como será o ambiente político, ou seja, das medidas necessárias para a retomada da economia”, diz o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.   Fonte: Rede brasil Atual | Foto:...
Vendas no comércio caem 0,8% em todo o país, diz o IBGE
14/12/2016
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de setembro para outubro deste ano. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta é a quarta queda consecutiva do indicador neste tipo de comparação. As vendas no comércio também tiveram quedas de 0,8% na média móvel trimestral, de 8,2% na comparação com outubro de 2015, de 6,7% no acumulado do ano e de 6,8% no acumulado de 12 meses. A queda na passagem de setembro para outubro foi provocada por resultados negativos em três dos oito setores: combustíveis e lubrificantes (-1,7%), supermercados, alimentos e bebidas (-0,6%) e artigos farmacêuticos (-0,1%). As vendas de móveis e eletrodomésticos mantiveram-se estáveis. Em quatro setores houve crescimento do volume de vendas: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,8%), tecidos, vestuário e calçados (0,5%) e livros, jornais, revista e papelarias (0,4%). A receita nominal do comércio varejista recuou 0,5% de setembro para outubro e 0,2% na média móvel trimestral. Mas avançou 1,9% em relação a outubro de 2015, 4,8% no acumulado de 2016 e 4,3% no acumulado de 12 meses. Varejo ampliado tem queda de 0,3% Considerando-se também os setores de materiais de construção e veículos, o chamado varejo ampliado, o volume de vendas caiu 0,3% na passagem de setembro para outubro. Os veículos, motos e peças acusaram redução de 0,3%, enquanto os materiais de construção tiveram um decréscimo de 4% nas vendas. O varejo ampliado recuou 0,8% na média móvel trimestral, 10% na comparação com outubro de 2015, 9,3% no acumulado do ano e 9,8% no acumulado de 12 meses. A receita nominal do varejo ampliado também caiu em todos os tipos de comparação temporal: outubro em relação a setembro (-0,5%), média móvel trimestral (-0,4%), outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado (-2,7%), acumulado do ano (-0,8%) e acumulado de 12 meses (-1,4%).   Fonte: Vitor Abadia / Agência...
Sindicato se posiciona contrário alteração do feriado municipal
27/07/2016
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Xanxerê (SEC) participou na última sexta-feira (22) da reunião no gabinete do prefeito Ademir Gasparini onde o assunto era alteração do feriado municipal em honra ao padroeiro Senhor Bom Jesus. Na oportunidade, o presidente do sindicato Odir da Silva, se manifestou contrário à decisão, porém a maioria optou por alterar o feriado do dia 6 de agosto para o dia 20. De acordo com Odir, os demais representantes que estavam na reunião (Acix, CDL e Sindicato Patronal) já estavam acordados para alterar a data. Ele frisa que tentou argumentar que não era possível fazer a mudança do feriado, mas estava em minoria no grupo. – Tentamos argumentar que não era possível e não concordamos com a mudança do feriado, mas como eles estavam em maioria, sentimos que foi uma imposição do prefeito e dos representantes dos empresários para a troca do feriado. Não visualizamos nenhum lucro e benefício para os empregados, onde eles não poderão ter seu momento de lazer e religioso. Alterando a data vão ter que trabalhar o sábado todo, inclusive argumentamos se o horário seria diferenciado, e nos passaram que não – comenta. O presidente do SEC também comenta que os sábados de promoções não há acordo coletivo que regulamenta a forma de pagamento. Uns recebem hora extra e outros, folgas. – A gente sabe que os sábados de promoção nós não temos acordo coletivo regulamento as formas de pagamento. Não tem controle se vão receber por fora, ou hora extra, fica a critério de cada empresário. A gente vê uma imposição daqueles que estavam na reunião e fomos lá com a intenção da possibilidade de ter algum ganho para o trabalhador, o que infelizmente não aconteceu – finaliza. O prefeito Miri deverá enviar a Câmara de Vereadores um projeto para que a data do feriado municipal seja alterada para o dia 20 de agosto. Com isso, os trabalhadores trabalharão o dia todo no dia 6 de agosto e não haverá atendimento do comércio no dia 20 de agosto. Fonte:  Portal Tudo Sobre...
A crise e o comércio: como os trabalhadores são afetados
22/02/2016
Por Geralda Godinho Sales, secretária-adjunta de administração e finanças da Contracs. Se a crise mundial provoca queda no investimento, eleva o nível de incertezas e impacta todas as economias do mundo, no Brasil, a crise econômica gerada pela adoção de medidas de ajuste fiscal e elevação das taxas de juros soma-se a crise política, agravando ainda mais o quadro nacional e afetando diretamente o crescimento econômico, o emprego, a renda e a confiança dos consumidores e da população. Após dez anos em queda, o desemprego voltou a subir chegando a 6,8% em 2015 – patamar que não atingia desde 2009 (8,1%) e maior do que a taxa registada em 2014 (4,8%). Enquanto o desemprego sobe, a renda desce. Pela primeira vez em dez anos de ganhos sucessivos, a renda média do trabalhador caiu 3,7% em relação a 2014. E este fato se deve a combinação do desemprego com a alta inflação. Somente no Distrito Federal, o rendimento médio real declinou 0,5%. Os impactos no comércio Com o aumento do desemprego, a queda no rendimento, as altas taxas de juros, a queda na confiança dos consumidores e crise econômica brasileira e mundial, o comércio sentiu os impactos principalmente nos setores afetados pela elevação dos juros e pela alta de preços como supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos; livros, jornais, revistas e papelarias; combustíveis e lubrificantes. No entanto, o comércio varejista teve crescimentos seguidos em outubro e novembro de 2015. Considerando todo o varejo, em 2015 as vendas caíram 4,3% em comparação a 2014 segundo o IBGE. Somente em dezembro, o recuo foi de 2,7% em relação ao mês anterior e 7,1% em relação a dezembro de 2014. O setor do comércio é extremamente suscetível às oscilações sazonais e, em uma conjuntura de crise, as variações podem ser ainda maiores, pois o consumo cai ainda mais impactado por um cenário que não se mostra favorável. A mídia tem seu papel de potencializar as notícias da crise econômica e política brasileira, desaquecendo ainda mais a economia e fazendo com que a confiança do consumidor e a intenção no consumo caiam ainda mais. No entanto, os maiores impactos da crise são sentidos especialmente pelos trabalhadores/as que tem vivido não só em um ambiente de incertezas quanto à sua estabilidade empregatícia quanto pela queda de seus rendimentos, especialmente para os trabalhadores/as do comércio que tem seu rendimento mediado por comissões e ganhos extras com as vendas realizadas. Se a instabilidade econômica e política existem, é preciso que o Governo adote medidas que invertam a lógica da crise atual através de políticas que propiciem a geração de emprego e renda para que haja a retomada do crescimento. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e...

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