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Lula considera um sucesso operação no Rio e diz que vai visitar Complexo do Alemão

29/11/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (29) que a operação contra o narcotráfico no Rio de Janeiro é um sucesso, mas que ainda não terminou, apenas começou. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele cumprimentou o governador do estado, Sérgio Cabral, e adiantou que deve visitar o Complexo do Alemão – área ocupada ontem pela polícia. “Nós não sabemos ainda se todos os bandidos fugiram, se há muitos lá dentro, se estão escondidos. De qualquer forma, nós demos o primeiro passo – entramos dentro do Complexo do Alemão”, disse. “Eu quero reiterar hoje o que eu disse na sexta-feira: o que o Rio de Janeiro precisar para que a gente acabe com o narcotráfico, o governo federal está disposto a colaborar”, completou. Lula lembrou que a primeira ligação do governador veio na segunda-feira da semana passada, pedindo o apoio da Polícia Rodoviária Federal. Logo em seguida, vieram solicitações de envio de homens da Polícia Federal e das Forças Armadas ao estado. A mensagem deixada pelo presidente é de “otimismo e esperança” para as comunidades do Rio, além de muita tranquilidade. Fica demonstrado que, com a união entre governo federal, governo estadual e os órgãos de inteligência das polícias, as coisas funcionam. Quando ficamos disputando entre nós quem é mais bonito, quem é melhor, o povo paga o prejuízo”, concluiu. Paula Laboissière / Repórter da Agência...
58ª Plenária da Fecesc
29/11/2010
Fecesc reuniu nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro cerca de 110 delegados e convidados em torno de sua 58ª Plenária Estadual no Hotel Sesc Cacupé em...
Lula diz que vai se tornar blogueiro e twiteiro após mandato
25/11/2010
Quatro meses após transmitir a faixa e o cargo de Presidente da República a Dilma Rousseff — tempo que avalia como necessário para “desencarnar” — Lula deverá se dedicar à blogosfera. A promessa foi feita por Lula nesta quarta-feira (24/11) na sua primeira entrevista coletiva a blogueiros, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. O presidente pretende utilizar o espaço na rede mundial de computadores para debater questões como o caso “mensalão” e o trabalho que pretende realizar em países da América Latina, Caribe e África. Durante mais de duas horas de entrevista, que envolveu 11 blogueiros (10 estavam presentes no Palácio, uma online pela webcam) e as pessoas que acompanhavam pelo twitter, Lula conversou sobre eleições, justiça, imprensa, banda larga e projetos de governo, entre outros. Revelou que o pior momento de seus oito anos de governo foi o acidente em 2007 com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixando um saldo de 199 mortos. Lula informou que no início recebeu informações desencontradas, mas quando ligou o aparelho de tv, no gabinete do Palácio do Planalto, pode visualizar o tamanho da tragédia e perceber o tamanho do peso que carregaria em seus ombros. “O dia em que sofri mais foi no acidente do avião da TAM em Congonhas. Nunca vi tanta leviandade”, disse, criticando os comentários e afirmações de setores da imprensa que acusavam o governo pelo acidente — as apurações do caso apontaram erro humano dos pilotos como causa do acidente. “Foi o dia mais nervoso da minha vida. Não quero que isso se repita.”     Lula iniciou a entrevista respondendo a indagação de Renato Rovai, do Blog do Rovai, sobre os avanços de seu governo no setor de comunicações. O presidente disse que no ano passado o governo federal levou a cabo a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), apesar da resistência de setores da mídia nacional. Segundo ele, o documento proposto a partir da conferência resultará em projeto a ser encaminhado ao Congresso Nacional. “Estamos preparando agora o caminho que vai permitir a aprovação de um texto básico”, afirmou. O presidente disse ainda que somente quando deixar a Presidência da República — o que classificou como “desencarnar” (termo utilizado em diversos momentos da entrevista) — poderá ter a exata dimensão daquilo que a iniciativa significou para a sociedade brasileira. Uma das providências será registrar em cartório todas as ações desenvolvidas nos dois mandatos para que o documento fique num acervo para ser consultado posteriormente. A segunda intervenção veio por webcam. A blogueira Conceição Oliveira (blog Maria Frô) levantou de São Paulo a questão das quotas nas escolas públicas. Como a imagem mostrou a educadora fumando, antes de respondê-la, Lula disse...

Parlamentares, ministra e sindicalistas se unem pelo fim da violência contra a mulher

25/11/2010
Enquanto houver violência contra a mulher não haverá democracia. A frase é da deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), coordenadora da Bancada Feminina no Congresso Nacional, proferida durante o laçamento da Frente Parlamentar pelo Fim da Violência contra as Mulheres, nesta quarta-feira (24). Diante de um auditório lotado de mulheres, principalmente de sindicalistas, Janete Pietá pediu união do parlamento, governo, centrais sindicais e sociedade para que possam ser aprovados projetos fundamentais para garantir igualdade entre homens e mulheres e para coibir todo tipo de abuso e violência contra as mulheres. Janete Pietá citou como prioridades de votação para o próximo ano a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. "É uma questão de justiça com todos os trabalhadores, e, em especial com as mulheres que têm dupla ou tripla jornada – trabalho formal, além do peso das tarefas domésticas e a educação dos filhos", defendeu. Ela citou ainda a necessidade de aprovar o PL 7627/10, que muda as diretrizes educacionais para incluir a política de gênero na criação dos filhos e o PL 6653/09, relatado pela deputado Cida Diogo (PT-RJ), que cria mecanismo para coibir a discriminação das mulheres nas relações de trabalho. Presente ao evento, a deputada Cida Diogo disse que existe um lobby muito forte do setor patronal contra o PL 6653. "Mas espero sinceramente que na próxima legislatura esse importante projeto para dar proteção à mulher e garantir igualdade de gênero nos locais de trabalho seja aprovado", afirmou. Pacto A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, participou do evento e fez um breve balanço dos avanços das políticas públicas de enfrentamento da violência contra a mulher implantadas no governo Lula. Ela citou o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, articulado em 2007 entre os governos federais, estaduais e municipais, a Lei Maria da Penha (Lei Nº11.340/06), que pune os agressores das mulheres e estabelece medidas para prevenção e para ajudar as mulheres a sair da situação de violência, e o Disque 180. A ministra enfatizou que o Disque 180 recebeu nos últimos quatro anos 1,5 milhão de denúncias de violência contra mulheres. "Isso nos possibilitou fazer um retrato da violência doméstica no país. São números alarmantes e assustadores, principalmente porque 56% das mulheres atendidas denuciaram que sofrem violências diárias e, o mais grave, a violência é praticada pelo companheiro e na frente dos filhos, relatou. Nos oito anos de governo Lula, enfatizou Nilcéa Freire, foi criada a Rede de Atendimento Especializado – são 464 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher; 165 Centros de Referência de Atendimento à Mulher; 72 Casas-Abrigo; 58 Defensorias Especializadas; 21 Promotorias Especializadas; e 12 serviços de responsabilização e educação do agressor. A ministra se...

Presidente do Ipea sugere ‘ousadia e atrevimento’ para desenvolver o país

25/11/2010
“O Brasil não mais aceita ser liderado. Pretende contribuir para o novo projeto de desenvolvimento mundial, multipolar e compatível com a repartição justa da riqueza e a sustentação do planeta para as novas gerações”, disse o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, na abertura da 1a Conferência de Desenvolvimento, nesta quarta-feira (24), em Brasília. A Code demonstra que definir rumos da nação não é atribuição só de especialistas. O presidente do Ipea e os demais oradores destacaram a necessidade do planejamento para garantir o desenvolvimento do país, com forte atuação do Estado e a participação popular na discussão dos objetivos. Em um discurso permeado por palavras de estímulo, como ousadia e atrevimento, Pochmann afirmou que o planejamento do desenvolvimento exige sabedoria para enfrentar questões que nos conectam ao passado e que nos ligam ao futuro. Para ele, só o que impede o Brasil de mudar é o medo. “Esperamos que a Code nos afaste do medo e que, pela rebeldia, nós caminhemos mais rápido para o Brasil do futuro”. O presidente do Ipea apontou razões para o fato de o Brasil não ser, ainda, um país desenvolvido. “Três vetores nos ajudam a entender o atraso no nosso desenvolvimento: o fato de o Brasil não ter cultura democrática, a demora na transição para uma sociedade urbana e industrial e a inversão na trajetória dos direitos sociais, que, no Brasil, vieram antes dos direitos políticos”. E incentivou ao público, formado em grande parte por jovens, que “é hora do exercício da grande arte da política pública que garante acesso as oportunidades. A persistência é o caminho do sucesso. Não devemos ter medo do choque porque até os planetas se chocam”, fazendo em seguida críticas à política neoliberal que fez dos pobres as maiores vítimas do processo econômico regressivo. Sociedade superior O Presidente do Ipea citou os avanços econômicos, sociais e ambientais dos oito anos do Governo lula e, sobre o futuro governo da presidente eleita Dilma Roussef, disse que “não é mais do mesmo, mas possibilidade de radicalização das perspectivas de uma sociedade superior, um novo patamar de desenvolvimento humano integral.”, garantiu. Para o futuro, ele avalia que o Brasil tem oportunidade inédita de independência, “com novo código de trabalho com educação para toda vida, postergação da entrada no mercado de trabalho para após o nível superior e mais tempo no mercado de trabalho com perspectiva de vida de mais de 100 anos.” E, agradecendo a todos os funcionários do Ipea e demais ministérios que colaboraram com a realização do evento, destacou que foram a “paixão e ousadia” que nortearam a realização da Code, em pleno coração do Brasil, na Esplanada dos Ministérios. Para ele, a Code...

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