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Brasil investe mais que Espanha e a Itália em pesquisa e desenvolvimento, diz ONU

12/11/2010
O Brasil avançou quatro posições nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, informou a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em relatório divulgado nesta semana, em Paris, para marcar o Dia Mundial da Ciência para Paz e Desenvolvimento. Pelo documento, o País gastou cerca de R$ 40 bilhões apenas em 2008. O valor pode ser comparado ao que investiu a Espanha (R$ 34 bilhões) e Itália (R$ 37,4 bilhões). Porém, produziu menos que estes dois países, ficando na 13ª colocação no ranking mundial de produção científica. Pesquisadores da ONU afirmaram também, em um capítulo inteiro do documento dedicado ao Brasil, que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento cresceram 28% entre 2000 e 2008. Em 2000, os gastos nesta área correspondiam a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008, esse valor aumentou para 1,09%. Para a Unesco, o Brasil precisaria investir mais R$ 3,3 bilhões para alcançar uma boa média de financiamento público. Aproximadamente 60% dos investimentos foram realizados por sete universidades, quatro delas no estado de São Paulo. Lançamento no Brasil A edição em português do Relatório será lançada durante audiência pública no Plenário da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, ainda sem data definida. O documento é composto pelo Resumo Executivo do documento integral e pelo capítulo referente exclusivamente ao Brasil. O relatório é um espelho do desenvolvimento mundial da ciência."Ele mostra como a proliferação da informação digital e das tecnologias de comunicação estão modificando cada vez mais a imagem global", explica a Diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. O objetivo do Relatório é apresentar análises sobre a evolução histórica do setor de ciências por regiões e servir como subsídio complementar para o desenho e avaliação de políticas de ciência e tecnologia nas várias regiões do...
Lula apresentou Dilma aos líderes mundiais como sua sucessora na Presidência da República
12/11/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta eleita Dilma Rousseff chegaram juntos na manhã de hoje (12) – ainda final de noite desta quinta-feira (11) no Brasil – para o encerramento das reuniões da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias mundiais). É a última vez que Lula participa da cúpula, enquanto Dilma está como convidada especial do G20 e do governo sul-coreano. O principal desafio desta cúpula é negociar alternativas para o fim da guerra cambial que atinge o comércio internacional e ameaça o equilíbrio da economia mundial. A guerra cambial é motivada pelo processo de desvalorização do dólar e de outras moedas, como o yuan da China. Com isso, há uma valorização das moedas como um todo que se reflete no encarecimento de algumas mercadorias influenciado na competitividade global. Lula disse que o ideal para combater a guerra cambial é que os governo dos países desenvolvidos e emergentes se unam em torno de medidas coletivas e não isoladas. Para Lula e Dilma, o risco de uma guerra cambial é gerar o protecionismo generalizado – por meio do qual a economia interna dos países que adotam medidas individuais se favorecem, mas acabam por prejudicar as demais nações. As discussões no G20 foram dominadas pela decisão do governo do presidente norte-americano, Barack Obama, de liberar US$ 600 bilhões para recuperar e estimular a economia interna. A iniciativa gerou críticas dos governos do Brasil, da China e da Alemanha. O receio é que a medida fragilize ainda mais o dólar prejudicando o comércio mundial. No último dia de reuniões da Cúpula do G20 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (12), em discurso, que ao contrário dele e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a presidenta eleita Dilma Rousseff não receberá uma “herança maldita”. Segundo Lula, a sorte de Dilma é outra porque ela ajudou a construir o que há hoje no Brasil. “A presidenta Dilma não vai fazer discurso algum dizendo que recebeu uma herança maldita do presidente Lula porque ela ajudou a construir tudo que nós fizemos até agora”, disse Lula na reunião plenária da cúpula. Ontem (11) à noite, o presidente apresentou Dilma aos líderes mundiais como sua sucessora na Presidência da República. Durante o discurso, Lula fez um balanço da situação econômica no Brasil. De acordo com o presidente, o país vive o “melhor momento [econômico]” das últimas quatro décadas. Segundo ele, em, no máximo, cinco anos, todas as metas do milênio definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) serão cumpridas no Brasil. “O Brasil vive seu melhor momento desde 1958, há mais de 40 anos o país não vivia o momento que vive. Até 2015, o Brasil vai...

Percentual de famílias chefiadas pela mulher avança 8 pontos de 2001 a 2009

12/11/2010
O número de famílias chefiadas por mulheres aumentou nos últimos nove anos , segundo análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) dos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad). No estudo, divulgado nesta quinta-feira (11), concluiu-se que o número de famílias nas quais a mulher é a chefe subiu de 27% em 2001 para 35% em 2009, o que representa 21.933.180 famílias. De acordo com a chefe de Pesquisa do Ipea, Natália Fontoura, esse fenômeno tem a ver com a maior participação das mulheres no mercado de trabalho. "O mais importante talvez seja a participação das mulheres no mercado de trabalho. Mas também a forma como as mulheres estão se inserindo nos diferentes espaços públicos e as mudanças culturais em relação aos lugares ocupados por homens e mulheres na sociedade". Com o nome Primeiras Análises: Investigando a Chefia Feminina de Família, o estudo é o quarto da série de análises do Ipea sobre a Pnad, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento das famílias chefiadas por mulheres teve crescimento em todas as regiões, mas na Sul é onde foi constatado o maior avanço, passando de 24,4% para 33%, de 2001 a 2009. Em seguida ficou a região Sudeste, cujo avanço foi de 28% para 36%. Grande parte dessas famílias é composta por mulheres sem cônjuge, o que representa 49,3%. As famílias chefiadas por elas são 17,3 % do total das famílias brasileiras. A região Nordeste foi a que apresentou a maior proporção desse tipo de família, 19,5%, seguido pela região Norte, com 18,8%. No outro extremo, com menor percentual, ficou a região Sul, com 13,9%. No caso dos casais com ou sem filhos chefiados por mulheres, a Região Norte tem 10,4%, o que supera a média nacional, de 9,2%. A análise mostra ainda que, nas famílias chefiadas por mulheres sem cônjuge, 59,1% delas têm emprego e as mulheres chefes de família com cônjuge e que estão empregadas representam 55,6%. Na comparação com os homens chefes de família, mais de 80% deles, em ambos os casos, estão trabalhando. Outro dado destacado pelo Ipea é o de que 50,4% das mulheres chefes de família sem cônjuge têm ocupações de melhor qualidade do que os homens. Enquanto nas famílias chefiadas por mulheres que têm cônjuge, 43,9% delas têm uma ocupação de melhor qualidade. Agência...

O Brasil possui sete paisagens reconhecidas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade

12/11/2010
Rico em belezas naturais, o Brasil possui sete paisagens reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade. Três dessas áreas tombadas, preservadas com base em critérios estabelecidos pela própria Unesco, são de Mata Atlântica: o Parque Nacional do Iguaçu, as Reservas do Sudeste e a Costa do Descobrimento. A Amazônia está representada pelo Parque Nacional do Jaú. Há também outros biomas: as Áreas Protegidas do Cerrado, as Áreas de Conservação do Pantanal, e Ilhas Atlânticas Brasileiras (Fernando de Noronha e Atol das Rocas). Desde 1972, os países podem indicar sítios, naturais ou culturais, para integrar a lista de Patrimônios da Humanidade – no Brasil, o órgão responsável pela indicação é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feita por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. No caso dos bens naturais, eles devem ser constituídos por formações físicas e biológicas com valor universal excepcional do ponto de vista estético ou científico. Os sítios naturais compõem, também, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas. Toda a preservação, porém, não impede a visita de turistas dispostos a conhecer as riquezas desses lugares. As opções de lazer são diversas, como podemos ver na galeria de imagens ao...
Lula vai mostrar no G20 medidas adotadas no Brasil para superar crise
11/11/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (11) que vai mostrar nas reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais) que o Brasil cumpriu metas e conseguiu vencer os efeitos da crise financeira mundial. Lula afirmou ainda que de forma semelhante atuaram outros países emergentes. Mas essa superação não ocorreu com os países ricos que ainda enfrentam dificuldades causadas pela crise. Lula defendeu que as nações passem a atuar de forma global e não mais isolada porque isso pode levar ao protecionismo causando um desequilíbrio na economia internacional e agravando a guerra cambial. O ideal, segundo ele, é que os representantes informassem de forma detalhada como estão os números referentes ao emprego e desemprego, assim como exportações e importações. Para ele, desta forma, é possível avaliar a situação como um todo. “Há uma contradição: de um lado há os países emergentes, como o Brasil, que tomou medidas rápidas e o resultado foi rápido. Isso aconteceu com todos os emergentes. Ao contrário, os países ricos fizeram uma contenção no consumo”, afirmou o presidente ao desembarcar em Seul para a Cúpula do G20. “Se cada um for pensar só em si, vamos voltar à velha política do protecionismo, o que não ajudou país algum.” Porém, Lula negou que ocorra pressão sobre os Estados Unidos e a China que adotaram medidas que desvalorizam suas moedas e causam o acirramento da crise cambial. “Não se deve ter medo de vir para uma reunião com receio de divergências”, disse ele. “Não pode é cada um tentar resolver seu problema, sem levar em conta os reflexos nos outros países.” De acordo com o presidente, essa questão econômica não ameaça a soberania dos países, mas é necessário que novas condutas sejam adotadas para impedir reflexos negativos, sobretudo, nos países mais pobres. “Ninguém quer diminuir a soberania de nenhum país”, disse ele. “Não poderemos tomar decisões sem levar em conta os reflexos nos outros países de economias mais frágeis. O G20 não é cada um por si e Deus por todos. É todos por todos e Deus por todos.” Lula reiterou ainda que os últimos números apresentados pelo governo brasileiro indicam avanços. “ O Brasil gerou mais empregos. Nós estamos tendo o menor desemprego da série histórica. Nós fizemos a lição. Vocês estão lembrados que eu fui para a televisão pedir para a povo comprar. É isso que nós queremos que os outros países façam [algo semelhante]”, afirmou. Agência...

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