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Brasil: continuidade e aceleração, por Dilma Rousseff
05/11/2010
Recém-eleita, a presidente Dilma Rousseff escreve um artigo para o IPS/TerraViva sobre as conquistas do governo Lula, como a distribuição de renda e a ascensão da classe C, e o trabalho que tem pela frente. O Brasil conseguiu cumprir com antecipação a meta de redução da pobreza acordada no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos em Nova York, em setembro de 2000, por 170 chefes de Estado e de governo convocados pelas Nações Unidas. O prazo fixado para o cumprimento da meta é 2015.Políticas públicas orientadas para fazer do Brasil um país sem miséria foram adotadas com o maior vigor nos últimos oito anos, a partir de um projeto que garante o desenvolvimento econômico junto com a inclusão social. Pela primeira vez em muitas décadas em nosso país o crescimento econômico e a distribuição da renda caminharam lado a lado e hoje somam 28 milhões as pessoas que deixaram para trás a pobreza extrema neste período, ao mesmo tempo em que 29 milhões de pessoas ascenderam socialmente à classe média neste país de 192 milhões de habitantes. Mas ainda nos resta muito a fazer. Temos a absoluta convicção de que alcançar a condição de nação desenvolvida impõe como requisito a erradicação da miséria e exige que todas as brasileiras e todos os brasileiros tenham acesso a condições de vida que lhes assegurem dignidade e cidadania. A superação das chagas históricas de pobreza e desigualdade no mundo exige, ainda, uma correlação internacional de forças mais favoráveis a mudanças desta natureza. Por esta razão, estamos convencidos de que a nova relação política do Brasil com o mundo é a outra face das transformações sociais. De fato, nosso país é parte do grupo das 20 maiores economias do mundo, o G-20, criado em 1999, do Bric, integrado por Brasil, Rússia, Índia e China, e do Ibsa, formado por Índia, Brasil e África do Sul. O compromisso que assumimos sobre a erradicação da miséria será perseguido prioritariamente durante os próximos anos. Uma nova geopolítica global deve levar em conta os desafios contemporâneos internacionais: a vitória contra a pobreza e as desigualdades, bem como a concretização de um modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável, são alguns desses desafios.Também sabemos que não pode haver paz sem desenvolvimento econômico e social. Em razão de suas realizações no passado recente e de acordo com a posição que ocupa no presente, o Brasil sabe que tem uma enorme contribuição a dar ao futuro do planeta. Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores, ex-ministra de Minas e Energia e ex-chefe da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva....

Forbes escolhe Dilma como 16ª pessoa mais poderosa do mundo

05/11/2010
A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff foi eleita a 16ª pessoa mais poderosa do mundo pela revista "Forbes". Dilma ficou à frente do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. O outro brasileiro da lista é o empresário Eike Batista, que ficou na 58ª posição. A revista disse usar quatro critérios para definir a lista dos mais poderosos: se eles influenciam um grande número de pessoas; se possuem "riqueza significativa" em comparação a seus colegas; se são poderosos em "mais de uma esfera"; e se exercem o poder ativamente. No topo da lista ficou o presidente da China, Hu Jintao, que governa um país com população de 1,3 bilhão de pessoas. Jintao superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ficou em segundo lugar. A mulher mais bem colocada é a chanceler alemã, Angela Merkel, em sexto lugar. Também no "top 10" estão o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Absul Aziz al Saud (3º); o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin (4º); o papa Bento 16 (5º); o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron (7º); o chefe do Federal Reserve (Banco Central americano), Ben Bernanke (8º); a presidente do Congresso Nacional Indiano, Sonia Gandhi (9ª); e o fundador da Microsoft, Bill Gates (10º). O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou em 40º, enquanto Julian Assange, criador do site especializado em divulgar documentos secretos WikiLeaks, ficou em 68º. O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, também aparece na lista, na 57ª posição. Portal iG...

PIB de 2010 será o melhor do governo Lula e dos últimos 25 anos, diz Mantega

05/11/2010
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira (4) que este será o melhor ano dos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também o dos últimos 25 anos, em relação do Produto Interno Bruto (PIB). “Este ano vamos crescer entre 7,5% e 8%. Vai ser o melhor ano dos dois mandatos de Lula”, disse Mantega, ao participar da primeira reunião ministerial após as eleições. No início do encontro, Lula pediu esforço aos ministros para que o processo de transição à presidente eleita Dilma Rousseff ocorra de forma tranquila e transparente. "Queria pedir para vocês que trabalhassem com muito carinho nesse processo." Mantega foi o primeiro a falar logo após Lula abrir a reunião ministerial. A pauta do encontro, além do processo de transição, contempla as ações dos dois meses finais de governo e a conjuntura econômica do país e do exterior. Lula disse que ainda poderá fazer uma última reunião ministerial de despedida antes do final do mandato, até dezembro....

Brasil avança 4 posições em índice de desenvolvimento da ONU

05/11/2010
O Brasil avançou quatro posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). O país está na 73º posição entre 169 países no ranking, que mede as conquistas de um país com base em expectativa de vida, saúde, acesso à educação e padrão de vida, listando-os com notas que variam de zero (mais baixo desenvolvimento) a um (mais alto). Em 2010, no aniversário de 20 anos do relatório, houve mudanças na metodologia e, por razão disso, não se pode comparar o novo valor com os índices divulgados anteriormente. Mas o PNUD recalculou os dados de 2009 com base na nova metodologia para demonstrar a evolução do país de 2009 para 2010. O índice brasileiro, de 0,699, situa o país entre os de alto desenvolvimento humano e é maior que a média mundial (0,624). O resultado é próximo ao do conjunto de países da América Latina e Caribe (0,704). Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 2,7 anos, a média de escolaridade cresceu 1,7 ano e a projeção de escolaridade esperada recuou em 0,8 ano. A renda nacional bruta teve alta de 27% no período. Outros países O país mais desenvolvido em relação ao IDH é a Noruega (0,938), seguida por Austrália (0,937), Nova Zelândia (0,907), Estados Unidos (0,902) e Irlanda (0,895). As últimas posições são ocupadas por Moçambique (0,284), Burundi (0,282), Níger (0,261), República Democrática do Congo (0,239) e Zimbábue (0,140). Novos Índices Na edição de 2010, o PNUD lançou três novos índices. O Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDHD) considera a forma como é feita a distribuição dos recursos na educação, na saúde e no rendimento, e não apenas a média dos indicadores. Quanto maior a desigualdade, maior a perda que o país apresentaria na classificação geral. Considerando esse índice, o Brasil teria uma classificação 15 posições mais baixa que seu IDH geral. O Índice de Pobreza Dimensional (IPM) varia de zero a um, e quanto mais próximo de um, pior a situação do país. O índice do Brasil foi de de 0,039. De acordo com esse índice, a maior deficiência é a educação: 20,2% das famílias têm privações na área. O terceiro índice avalia a desigualdade de gênero (IDG). O Brasil alcançou a média 0,631 em uma escala de 0 a 1, sendo que 0 indica que mulheres e homens desfrutam de igualdade, e 1, que as mulheres sofrem uma desigualdade tão grande quanto possível em todas as dimensões medidas. São levados em conta a taxa de mortalidade materna e de fertilidade adolescente, a distribuição dos assentos parlamentares de acordo com o sexo, o sucesso escolar no ensino secundário e...

Centrais acreditam que governo vai garantir aumento real do mínimo para 2011

05/11/2010
As centrais sindicais acreditam que há folga orçamentária para garantir um aumento real do salário mínimo em 2011. A expectativa dos líderes das entidades é bater o martelo em uma reunião na próxima semana com o atual governo e a equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff. A questão é chegar ao ponto de consenso entre as partes. Ao longo do governo Lula, foi colocada em vigor uma regra que prevê que o reajuste do mínimo se dá pela correção da inflação mais a média do crescimento da economia nos dois anos anteriores. O problema, neste caso, é que 2009 foi ano de encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) devido à crise financeira internacional, o que significa que em 2011 não haveria aumento real do mínimo, mas apenas a correção da inflação. O Orçamento do próximo ano ainda não tem valor fechado para o salário, mas, a princípio, a proposta prevê R$ 540. As centrais evitam falar em valores cravados, mas acreditam que se poderia atingir um patamar entre R$ 560 e 580, o que possibilitaria um mínimo acima de R$ 620 já no começo de 2012. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, argumenta que não se trata de mudar a regra acordada entre governo e centrais, mas de entender que o reajuste em avaliação é baseado em um ano que foi exceção para a economia. “Estamos falando de um critério, que é a política de valorização do salário mínimo. Mesmo que tenha o problema do PIB de 2009, os trabalhadores não podem pagar o preço diante de uma crise que não tivemos responsabilidade”, afirmou à reportagem. A presidente eleita, Dilma Roussseff, concorda que o país teve uma recuperação muito forte e tem condições de estudar uma compensação real para o mínimo. Ela espera, após um curto período de descanso, chegar a um acordo na próxima semana. “Num cenário de o PIB crescendo a taxas que esperamos vamos ter um salário mínimo no horizonte de 2014 bem acima de setecentos e poucos reais. Se não tiver nenhuma alteração, já em 2011 ou início de 2012, ela estaria acima de R$ 600.” Mas parece haver discordância em relação a esta compensação. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, classifica como “casuísmo” a proposta das centrais e argumenta que o reajuste tímido deste ano será compensado no futuro. “É bom lembrar que estamos em um ano que vai dar 7% de crescimento. Pela manutenção do critério, acumula um aumento parrudo para o começo de 2012.” Nesta quinta-feira (4), representantes dos trabalhadores estiveram reunidos com o relator-geral da Comissão Mista de Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), que prometeu levar a proposta das entidades ao Planalto. O parlamentar, no...

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