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Próximo presidente trabalhará com Orçamento de R$ 2,048 trilhões

05/10/2010
O próximo presidente da República contará com um Orçamento de aproximadamente R$ 2,048 trilhões. Para elaborar esse orçamento, o primeiro passo é estimar as receitas, que são classificadas em financeiras e não financeiras ou primárias. No primeiro caso, as receitas originam-se de operações financeiras. No segundo, da arrecadação de impostos. Como deve haver um equilíbrio, na contabilidade ideal, as despesas e receitas terão que apresentar um mesmo valor. Cabe à Receita Federal elaborar a previsão das receitas que permitirão ao governo federal fazer os gastos previstos na Lei Orçamentária. Nesse sentido, é papel da Receita elaborar uma política tributária, além de contribuir com projeções e estudos sobre o impacto da legislação na arrecadação de impostos e as consequências de renúncias e incentivos fiscais. Por e-mail, o assessor técnico da Receita João Maurício Vital informou que, para fazer a previsão das receitas tributárias e previdenciárias, o órgão usa métodos que analisam o comportamento histórico da arrecadação, as variáveis macroeconômicas de preços e quantidades e as estimativas dos efeitos das alterações na legislação tributária. No caso das variáveis econômicas, explicou João Vital, as projeções são de responsabilidade da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, que disponibiliza uma grade de parâmetros com a projeção dos principais fatores que influenciam no comportamento dos tributos. Já as estimativas de impactos das alterações na legislação tributária são produzidas pela própria Receita Federal. “A estimativa de receitas é feita por impostos e o processo associa os efeitos de preço e quantidade mais aderentes a cada base de cálculo específica”, disse. Assim, à base de arrecadação do Imposto de Importação, por exemplo, associam-se as expectativas de variação da taxa de câmbio (em dólar) e as estimativas de crescimento dos volumes de importação. No caso da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), cobrada das empresas pela União para atender a programas sociais do governo federal, associam-se as expectativas de inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como no primeiro ano de governo o novo presidente terá que elaborar o Plano Plurianual (PPA) para os quatro anos seguintes, cabe também à Receita Federal o trabalho de previsão e análise da arrecadação desse período. O PPA é um planejamento estratégico de médio prazo previsto na Constituição, e deve ser uma das primeiras preocupações do novo presidente. O plano passa a valer a partir do segundo ano de gestão até o primeiro ano do próximo mandato. As estimativas são consideradas para a elaboração do Plano Plurianual, do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e dos decretos de programação financeira. “A cada um desses momentos, novas grades de parâmetros são produzidas pela Secretaria de Política Econômica e novos cálculos são feitos ou atualizados pela Receita Federal”,...

TRE-SP aceita denúncia de analfabetismo contra Tiririca

05/10/2010
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, aceitou ontem denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, eleito com cerca de 1,3 milhão de votos para o cargo de deputado federal, pela coligação "Juntos por São Paulo". Para o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal. Segundo o juiz, "a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística (IC) aponta para uma discrepância de grafias", o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das "condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever". O prazo para apresentação de defesa é de dez dias. A denúncia foi recebida como complementação a uma outra, recebida em setembro, por omissão da declaração de bens no pedido de registro. A pena prevista para esse crime é de até cinco anos de reclusão e o pagamento de cinco a 15 dias-multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público. Ainda cabe recurso ao TRE. Além da denúncia oferecida pelo MPE na 1ª Zona Eleitoral, tramita no TRE de São Paulo um requerimento que contesta o registro de candidatura de Tiririca. O documento será analisado pelo juiz...

Conheça os 40 deputados estaduais eleitos

04/10/2010
A Tríplice Aliança, formada pelo PMDB, PSDB e DEM, repetiu o desempenho de 2006 e garantiu uma bancada com 23 deputados. A diferença da votação feita pela Tríplice Aliança em relação às eleições de 2006 foi a votação dos candidatos do Democratas. Além de assegurar uma cadeira a mais, sete, o partido do novo governador teve os dois candidatos mais votados: Gelson Merísio, do Oeste, e Cesar Souza Júnior, da Grande Florianópolis. A novidade do DEM foi o ex-prefeito de Rio do Sul, Jorge Teixeira. Nessa relação de forças da Tríplice Aliança, o PMDB perdeu uma cadeira e passou a ter 10 vagas na Assembleia, tendo como maior expoente o ex-secretário Estadual de Coordenação e Articulação, Valdir Cobalchini, terceiro mais votado. A novidade é o ex-secretário regional de Ibirama, Aldo Schneider. O PSDB manteve as mesmas seis cadeiras, com a reeleição de quatro deputados e ainda resgataram o ex-deputado Serafim Venzon. Na oposição também não houve grandes surpresas. O PT reelegeu deputado, recolocou na Assembleia dois ex-presidentes do Legislativo catarinense (Neodi Saretta, de Concórdia, e Volnei Morastoni, de Itajaí), e apresentou como novidade a vereadora de Chapecó, Luciane Carminatti. O PP também reelegeu deputados e renovou apenas com o ex-prefeito de Sombrio e ex-presidente da Fecam, José Milton Schaeffer, o Zé Milton. Narciso Parisotto (PTB), Sargento Soares (PDT), Angela Albino (PCdoB) e Altair Guidi (PPS) asseguraram vagas para seus partidos e completaram a nem tão nova composição da Assembleia Legislativa.   Confira a lista: Ada de Luca (PMDB) Aldo Schneider (PMDB) Altair Gudi (PPS) Ana Paula (PT) Angela (PCdoB) Antonio Aguiar (PMDB) Carlos Chiodini (PMDB) Cesar Souza Júnior (DEM) Comin (PP) Dado Cherem (PSDB) Darci de Matos (DEM) Dirceu Dresch (PT) Dóia (PSDB) Elizeu Matos (PMDB) Gelson Merisio (DEM) Gilmar Knaesel (PSDB) Ismael (DEM) Jailson Lima (PT) Jean Kuhlmann (DEM) Joares Ponticelli (PP) Jorge Teixeira (DEM) José Nei Ascari (DEM) Kennedy Nunes (PP) Lício (PP) Luciane Carminatti (PT) Manoel Mota (PMDB) Marcos Vieira (PSDB) Moacir Sopelsa (PMDB) Neodi Saretta (PT) Nilson Gonçalves (PSDB) Padre Pedro (PT) Parisotto (PTB) Renato Hinnig (PMDB) Sargento Soares (PDT) Serafim Venzon (PSDB) Silvio Dreveck (PP) Titon (PMDB) Valdir Cobalchini (PMDB) Volnei Morastoni (PT) Zé Milton (PP)...
Dilma: garra e energia para vencer o segundo turno
04/10/2010
Garra e energia foram as palavras escolhidas pela candidata Dilma Rousseff para definir como serão os próximos dias na disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Num pronunciamento em Brasília, a petista citou os mais de 47 milhões de votos que ela recebeu hoje dos eleitores de todo país. A candidata salientou que a disputa do segundo turno será importante para detalhar suas propostas, principalmente em relação à erradicação da miséria no país e ao desenvolvimento que atenda todos os 190 milhões de brasileiros. “Vou encarar esse segundo turno com muita garra e energia", disse Dilma, ao lado dos coordenadores de sua campanha e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Agradeço os votos e me sinto honrada por eles. Agradeço os candidatos que concorreram nesse pleito. Cumprimento o candidato José Serra, a candidata Marisa [Silva] pelo desempenho. E cumprimento também o candidato Plínio [Arruda] e os demais candidatos”, afirmou. Militância Segundo ela, foi fundamental o papel aguerrido dos militantes de todos os partidos que compõem a coligação Para o Brasil Seguir Mudando na reta final do primeiro turno das eleições. Disse que eles são guerreiros e têm "grande poder de chegada". “Quero destacar e fazer um agradecimento especial para nossa militância aguerrida, tanto do meu partido como dos partidos aliados. Nós somos bastante guerreiros e somos acostumados a desafios, e somos de chegada. Tradicionalmente, a gente tem desempenhado bom no segundo turno”, disse, animada. Dilma cumprimentou também os parlamentares aliados e de oposição que se elegeram nesse domingo e comemorou que as eleições transcorreram dentro da normalidade sem grandes incidentes. “Cumprimento não só as dezenas de senadores e centenas de deputados da base aliada, mas também os senadores e deputados da oposição. Tivemos uma eleição com normalidade e foi um momento especial porque somos uma das maiores democracias do mundo e temos imensa capacidade de viver com o contraditório e as discussões”, salientou. Entrevista Dilma fez o breve pronunciamento e convocou os jornalistas para uma entrevista coletiva às 16h de segunda-feira. “Por hoje, faço só uma declaração, tanto em respeito a nossa militância, aos votos que recebemos, mas também em respeito a vocês [jornalistas] que esperaram longamente em todos os lugares que estive”, disse....

Lula: nordestino, operário, brasileiro

04/10/2010
Fomos nos acostumando tanto com o sucesso de Lula, seja no seu governo, seja na projeção internacional, que às vezes não temos suficientemente presente todas as dimensões desse fenômeno. Pudemos entrevistá-lo e nos darmos conta do amadurecimento político com que Lula chega ao fim do mandato, o entusiasmo com que termina esses impressionantes 8 anos e as qualidades que lhe permitiram, em uma arquitetura genial, ser o artífice da candidatura da Dilma. Solicitamos a entrevista, conseguida para três dias antes das eleições, horas depois de Lula ter chegado do penúltimo comício, em Sergipe, e horas antes do último, no ABC (ele promete seguir fazendo passeatas silenciosas – permitidas pela legislação eleitoral). Quisemos que fosse uma modalidade mais ampla, democrática. Para isso, convidamos os dois principais diários de esquerda do continente – Página 12, da Argentina, que mandou o melhor jornalista argentino da atualidade, Martin Granovski, e La Jornada, do México, que mandou sua notável diretora, Carmen Lira. Ambos tem tiragens importantes – La Jornada é o segundo em tiragem no México, com 8 edições regionais -, com sites com entradas diárias muito grandes, publicações que destoam claramente do resto da imprensa dos seus países, muito similar à nossa. Por outro lado, quisemos abrir consultas com os leitores sobre as perguntas que gostariam de fazer a Lula, sabendo que seria impossível fazê-las todas, pela quantidade, mas para sentir os temas principais de interesse dos leitores. Eu disse a Lula que, no momento do início da entrevista, já havia mais de 250 perguntas, que nos comprometíamos a fazer-lhe chegar todas por escrito. Nos reunimos com Lula, os três, alternando as perguntas e às vezes estabelecendo um diálogo. Assistiram ou passaram em algum momento, Gilberto Carvalho, Franklin Martins, Alexandre Padilha e Marco Aurélio Garcia. No final pudemos conversar um pouco em off com o Lula. Na saída já nos entregaram o DVD com a gravação integral da reunião, nos enviaram fotos e mais tarde a entrevista integralmente degravada. Claramente o tema das comunicações foi dos mais reiterados, como se pode ver pela íntegra da entrevista publicada. Quisemos que fosse publicada na íntegra. Esta também deve ser uma prática da imprensa alternativa, não se dar o direito de selecionar o que parece a editores valer a pena submeter aos leitores. A internet não deve ser só um meio tecnicamente diferenciado, mas uma forma diferente, pluralista, alternativa, de fazer comunicação. Apesar das intensas atividades e emoções correspondentes, Lula estava com ótimo ânimo, coerente com o tamanho da vitória que se aproxima. Despreocupado se a vitória se dará no primeiro turno – hipótese claramente mais provável – ou no segundo, mas seguro de que termina seu mandato – como disse ele, onde muitos nem começaram...

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