04/03/2026
Representantes dos trabalhadores e das entidades patronais entregaram ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, nesta quarta-feira (04), a proposta de reajuste para 2026 do Piso Salarial Estadual. O acordo é resultado de três rodadas de negociação entre as partes. A proposta prevê reajuste médio de 6,49% nas quatro faixas do Piso, com os seguintes valores: 💰 1ª faixa: R$ 1.842,00 💰 2ª faixa: R$ 1.908,00 💰 3ª faixa: R$ 2.022,00 💰 4ª faixa: R$ 2.106,00 Durante o encontro, o coordenador sindical do DIEESE, Ivo Castanheira, reforçou a importância de que o projeto seja encaminhado rapidamente para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, sem emendas, preservando o acordo construído na mesa de negociação. Segundo ele, o Piso Estadual é uma referência importante para as negociações coletivas de diversas categorias em todo o estado. Durante a reunião, Jorginho Mello destacou os indicadores econômicos do estado e afirmou que Santa Catarina “é bom em tudo”. A secretária de Formação da CUT-SC, Adriana Maria, questionou a afirmação e lembrou que, apesar do bom desempenho econômico, o Piso Estadual catarinense ainda é menor que o do Paraná, defendendo a necessidade de avançar na valorização salarial dos trabalhadores do estado. (Foto e informações: assessoria...19/02/2026
Lojas, mercados, farmácias e até hotéis de luxo já estão mudando a escala de trabalho de 6×1 pra 5×2, dando mais um dia de folga por semana pros funcionários, enquanto o Congresso ainda discute a mudança. Exemplos como o Copacabana Palace, as redes Pague Menos, Drogarias Pacheco, Drogaria São Paulo e a H&M já adotaram o novo modelo. Especialistas dizem que a tendência é nacional, pois a rotina exaustiva afasta trabalhadores e aumenta a rotatividade. Propostas pra reduzir a jornada estão em debate no Senado e na Câmara, e o governo federal já declarou apoio ao fim da escala 6×1. A mudança não é só uma questão de conforto, mas de saúde física e mental, qualidade de vida e produtividade. A escala 6×1 impõe jornadas longas, pouco tempo de descanso e quase nenhuma convivência familiar, afetando principalmente mulheres e trabalhadores do comércio e serviços. Onde o modelo 5×2 já foi implantado, empresas relatam maior engajamento, menos faltas e equipes mais estáveis. Se o setor privado já começa a reconhecer que trabalhador descansado produz mais e melhor, é hora de transformar essa realidade em regra, garantindo por lei um direito básico: tempo para viver além do trabalho. Fonte: UOL...22/01/2026
Em ação do Ministério Público do Trabalho de Campinas, a Justiça do Trabalho concedeu liminar determinando que o Supermercado Maxxi Atacado regularize imediatamente a jornada de trabalho de seus empregados. A empresa está proibida de exigir horas extras como condição para a concessão do descanso semanal remunerado. Os funcionários precisavam cumprir certa carga horária de horas-extras para só então conseguirem o descanso semanal remunerado. A decisão é resultado de uma investigação que identificou jornadas excessivas, supressão do descanso semanal e irregularidades no pagamento de horas extras. Caso a determinação seja descumprida, a empresa poderá ser multada em R$ 10 mil por ocorrência e por trabalhador prejudicado. Além da liminar, o Ministério Público do Trabalho também pede, no mérito da ação, o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Fonte: Ministério Público do...19/09/2025
Neste 20 de setembro celebramos com orgulho os 73 anos da fundação da Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina, a FECESC. São mais de sete décadas de história, marcadas por luta, determinação e coragem na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Ao longo desse caminho, desafios não faltaram, mas sempre foram enfrentados com a força da união e a firmeza de quem acredita em um futuro mais justo e digno. Parabenizamos nossa FECESC e sua diretoria por estes 73 anos de conquistas e resistência! Que essa trajetória continue inspirando gerações de trabalhadores e trabalhadoras, fortalecendo nossa organização coletiva e reafirmando o compromisso de seguir na linha de frente das lutas sociais e sindicais. O caminho é árduo, mas juntos seguimos firmes, lado a lado com a FECESC, carregando em nossa bagagem uma história que nunca se cansa de...25/08/2025
Para economista da Unicamp, Marilane Teixeira, o mercado aquecido, os baixos salários e jornadas extenuantes afastam trabalhadores das vagas oferecidas. O fim da escala 6×1 é uma das pautas dos atos do dia 7 de setembro No ano passado mais de 7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras pediram demissão de seus empregos, sendo que de 80% a 90% atuavam no comércio com escala 6×1 e salários que oscilavam entre um a um e meio salário mínimo (R$ 1.518 a R$ 2.277), além de muitos serem informais sem direito a férias, 13º salário, aposentadoria e outros. Esses números têm alarmado empresários do setor de comércios como supermercadistas e de lojas populares, principalmente da região do Brás, centro comercial de São Paulo conhecido por vender produtos a preços mais baixos. A situação está tão crítica que a prefeitura da capital paulista em parceria com a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) está realizando um mutirão para facilitar o acesso dos trabalhadores às 10 mil vagas disponíveis na região, que vão de cargos operacionais, de vendas, administrativos, fabris, entre outros. O que, no entanto, esses empresários não oferecem são melhores condições de trabalho e salariais, avalia a professora de economia da Unicamp e especialista em trabalho, Marilane Teixeira. “ Temos um ambiente econômico mais favorável que está impulsionando os empregos e, as pessoas estão menos disponíveis, dispostas a trabalhar por baixos salários e jornadas 6 por 1. Portanto, elas têm condições de escolher melhor entre as diferentes opções”, explica Marilane. Pauta da classe trabalhadora nos atos marcados para o 7 de setembro, a escala 6 x1 tem outro aspecto importante para o atual cenário é a de que a informalidade é muito grande, sem registro em carteira. A economista ressalta que hoje uma das discussões mais importantes que está se fazendo no mercado de trabalho, é tentar confrontar essa ideia do empreendedorismo. Mas não é que as pessoas estão se recusando a trabalhar com CLT, elas estão, na verdade, se recusando a trabalhar em condições muito precárias. Outro problema apontado pela economista em relação ao empreendedorismo é a ilusão desses jovens do ganho imediato, mesmo que um trabalho celetista garanta férias, 13º salário, vales refeição e alimentação e outros benefícios. “Muitos se iludem com a ideia de que com uma renda um pouco maior eles podem lidar melhor com os desafios do dia-a-dia, com as despesas, mas nem sempre isso acontece”, diz. Há um sentimento, uma certa revolta, principalmente entre as pessoas mais jovens, de que não querem mais esse tipo de trabalho e elas querem buscar outras formas. O problema é que tem um certo encantamento com o empreendedorismo, com o trabalho por conta própria, e nem sempre é vantajoso – Marilane Teixeira “ Entre ficar seis...Siga-nos
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