16/10/2026
A redução da jornada de trabalho, sem redução salarial e com dois dias de descanso, é lei a partir desta sexta-feira, 16 de outubro, mas passa a vigorar em 60 dias A partir desta sexta-feira (16), oficialmente o Brasil acabou com a jornada extenuante de seis dias de trabalho com apenas um dia de folga. O presidente Lula promulgou a lei que dá direito ao trabalhador e à trabalhadora ter dois dias de descanso, sendo, preferencialmente, um deles aos domingos, diminuiu a jornada até 40 horas semanais, sem que o salário a ser recebido seja reduzido. As mudanças começam a ser implementadas em 60 dias. Em seu discurso no Senado Federal, após assinar a lei, o presidente da República exaltou o povo brasileiro que foi às ruas defender o fim da escala 6×1. “O que nós estamos fazendo hoje foi obedecer a vontade de um povo que foi pra rua, que cobrou de nós, que exigiu de nós”, afirmou Lula. “Mulheres, homens, trabalhadores, adolescentes, estudantes foram pra rua como nunca tinham ido pra rua”, lembrou. No discurso, ele defendeu que o descanso seja tratado como um direito essencial para a vida dos trabalhadores e lembrou que trabalhou durante toda a vida em uma jornada de cinco dias por dois de descanso e que, sem esse tempo, o trabalhador fica privado da convivência com a família e de momentos de lazer. “É que, pelo amor de Deus, se a gente não garantir o direito do ser humano descansar, do ser humano ter o direito de visitar a família, de visitar os parentes, de levar a criança em uma praça, em algum lugar para descansar, se a gente não garantir o tipo de seres humanos que nós somos”? questionou. Lula também destacou que a realidade pesa ainda mais sobre as mulheres, que muitas vezes usam o único dia de descanso para realizar as tarefas domésticas e cuidar dos filhos. “É humanamente impossível, sabe, as pessoas não perceberem que esse cidadão não pode trabalhar seis dias por semana e ficar poucas horas em casa. Porque, sobretudo a mulher, o dia que ela tem de descanso é o dia que ela mais trabalha. Porque é o dia de fazer a limpeza na casa da semana inteira. É o dia de cuidar dos filhos, é o dia de cuidar da escola”, disse. Ao defender a redução da jornada, Lula rebateu os argumentos de que a mudança poderia prejudicar as empresas e provocar uma crise econômica. Para ele, esse discurso acompanha historicamente as conquistas dos trabalhadores. “Não tem uma conquista do povo trabalhador que não aparece aqueles dizendo, olha, isso vai ser um atraso para o país, isso vai quebrar as empresas, isso vai quebrar...Siga-nos
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