15/04/2026
Representantes da FECESC estão em Brasília ao lado de trabalhadores de todas as regionais da CUT-SC na Marcha da Classe Trabalhadora. Vindos do Oeste, Norte, Vale, Floripa e Sul, as caravanas cruzaram o país levando na bagagem a luta por direitos: redução da jornada e fim da escala 6×1, fortalecimento das negociações coletivas, combate à pejotização e às fraudes trabalhistas, garantia de negociação no setor público e enfrentamento ao feminicídio. Porque direito não se concede – se conquista na luta organizada. Cada estrada percorrida, cada cidade deixada pra trás, é prova de que a classe trabalhadora não recua. É na pressão, na unidade e na mobilização que a gente avança e arranca conquistas. Seguimos em marcha, porque é lutando hoje que a gente garante o amanhã. Participam da Marcha representantes do SEC Videira, SEC Criciúma, SEC Canoinhas e SEC Jaraguá. Nosso reconhecimento e parabéns a cada companheiro e companheira que encarou a estrada e dedicou seu tempo e energia para estar em Brasília lutando por mais direitos para a classe...30/03/2026
A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, em ação revisional proposta pelas Lojas Berlanda, manteve a validade de cláusula de acordo judicial, firmado entre o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) e a empresa, prevendo carga horária máxima de 40 horas semanais para os empregados da rede. A partir da decisão, a empresa deverá observar o limite estipulado para mais 1.400 empregados distribuídos em 204 estabelecimentos no Estado de Santa Catarina. A ação revisional foi proposta pela Berlanda em 2024 e julgada procedente pela 1ª Vara do Trabalho de Florianópolis, para invalidar as cláusulas do acordo judicial. Ao analisar o acordo judicial homologado na ação civil pública (ACP de nº 10337-36.2013.5.12.0001) e a ação revisional da empresa, a Desembargadora do Trabalho Maria de Lourdes Leiria e os Desembargadores Roberto Luiz Guglielmetto e Hélio Bastida Lopes, por unanimidade, deram provimento parcial ao recurso do MPT para revogar a determinação de tornar sem efeitos a cláusula 2ª do acordo judicial (limite de 40 horas semanais). Segundo a 1ª Turma do TRT/SC, a empresa não conseguiu provar que a redução da jornada para 40 horas semanais tenha causado um impacto econômico grave e imprevisível à Berlanda. O Acórdão do TRT ressalta ainda que o movimento moderno é justamente a consolidação da redução da jornada de trabalho, em tratativas no Congresso Nacional pelo banimento da jornada 6X1. Para o MPT, o acolhimento de ação revisional, prevista no art. 505 do CPC, exige a alteração superveniente de fato ou de direito, sendo que nenhum dos dispositivos introduzidos pela Reforma Trabalhista ou pela Lei de Liberdade Econômica vedam a adoção de carga horária inferior a 44 horas semanais, permanecendo válidos o art. 7º, XIII, da Constituição e o art. 58 da CLT que se limita a fixar os períodos máximos de duração do trabalho. Segundo o Procurador do Trabalho Sandro Eduardo Sardá, a redução da duração do trabalho afeta positivamente diversos direitos sociais previstos na Constituição Federal, dentre os quais, o direito à saúde, à educação, ao lazer, à proteção à maternidade e à infância, configurando importante avanço civilizatório nas relações de trabalho. Sardá ressalta que em 2025, foram concedidos mais de 546 mil benefícios previdenciários por transtornos mentais, maior volume de benefícios nos últimos 10 anos, atestando a fundamentalidade da redução da jornada como forma de proteção à saúde das trabalhadoras e trabalhadores. O Procurador assevera ainda que os custos da redução da jornada e do fim da escala 6×1 são baixos, quando comparados com os elevados benefícios aos trabalhadores e a toda à sociedade. Jornada de trabalho das mulheres Com base na RAIS 2023, O MPT concluiu que, em Santa Catarina, as Lojas Berlanda contam com aproximadamente...18/03/2026
O Projeto de Lei Complementar (PLC 2/2026), que trata do reajuste do Piso Salarial Estadual para 2026, foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (18 de março) pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com 23 votos favoráveis. O aumento médio estabelecido é de 6,49% nas quatro faixas do Piso, que passam a vigorar com os seguintes valores: 💰 1ª faixa: R$ 1.842,00💰 2ª faixa: R$ 1.908,00💰 3ª faixa: R$ 2.022,00💰 4ª faixa: R$ 2.106,00 A aprovação ocorreu após mobilização das entidades sindicais, que acompanharam a votação presencialmente na Alesc. O texto já havia passado pela Comissão de Trabalho na terça-feira (17), mas não foi apreciado naquele momento por falta de quórum. Agora, a proposta segue para sanção do governador, etapa necessária para que os novos valores passem a valer oficialmente. O Piso Estadual representa uma importante conquista histórica da classe trabalhadora catarinense e continua sendo referência nas negociações coletivas de diversas categorias em todo o...04/03/2026
Representantes dos trabalhadores e das entidades patronais entregaram ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, nesta quarta-feira (04), a proposta de reajuste para 2026 do Piso Salarial Estadual. O acordo é resultado de três rodadas de negociação entre as partes. A proposta prevê reajuste médio de 6,49% nas quatro faixas do Piso, com os seguintes valores: 💰 1ª faixa: R$ 1.842,00 💰 2ª faixa: R$ 1.908,00 💰 3ª faixa: R$ 2.022,00 💰 4ª faixa: R$ 2.106,00 Durante o encontro, o coordenador sindical do DIEESE, Ivo Castanheira, reforçou a importância de que o projeto seja encaminhado rapidamente para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, sem emendas, preservando o acordo construído na mesa de negociação. Segundo ele, o Piso Estadual é uma referência importante para as negociações coletivas de diversas categorias em todo o estado. Durante a reunião, Jorginho Mello destacou os indicadores econômicos do estado e afirmou que Santa Catarina “é bom em tudo”. A secretária de Formação da CUT-SC, Adriana Maria, questionou a afirmação e lembrou que, apesar do bom desempenho econômico, o Piso Estadual catarinense ainda é menor que o do Paraná, defendendo a necessidade de avançar na valorização salarial dos trabalhadores do estado. (Foto e informações: assessoria...19/02/2026
Lojas, mercados, farmácias e até hotéis de luxo já estão mudando a escala de trabalho de 6×1 pra 5×2, dando mais um dia de folga por semana pros funcionários, enquanto o Congresso ainda discute a mudança. Exemplos como o Copacabana Palace, as redes Pague Menos, Drogarias Pacheco, Drogaria São Paulo e a H&M já adotaram o novo modelo. Especialistas dizem que a tendência é nacional, pois a rotina exaustiva afasta trabalhadores e aumenta a rotatividade. Propostas pra reduzir a jornada estão em debate no Senado e na Câmara, e o governo federal já declarou apoio ao fim da escala 6×1. A mudança não é só uma questão de conforto, mas de saúde física e mental, qualidade de vida e produtividade. A escala 6×1 impõe jornadas longas, pouco tempo de descanso e quase nenhuma convivência familiar, afetando principalmente mulheres e trabalhadores do comércio e serviços. Onde o modelo 5×2 já foi implantado, empresas relatam maior engajamento, menos faltas e equipes mais estáveis. Se o setor privado já começa a reconhecer que trabalhador descansado produz mais e melhor, é hora de transformar essa realidade em regra, garantindo por lei um direito básico: tempo para viver além do trabalho. Fonte: UOL...Siga-nos
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