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PANDEMIA DE CORONAVÍRUS: E se fosse mais útil vacinar primeiro a caixa do supermercado?
26/11/2020
Trabalho acadêmico dirigido por um engenheiro espanhol sugere que imunizar antes as pessoas com mais interações seria mais efetivo do que priorizar os grupos de risco Com as primeiras vacinas contra a covid-19 prestes a receber aprovação, o próximo desafio é distribuí-las e decidir quais segmentos da população devem ser os primeiros a recebê-las. Vários Governos europeus, incluindo o espanhol, indicaram que os grupos de risco (idosos e pessoas com patologias) serão priorizados. Um trabalho dirigido pelo espanhol Jorge Rodríguez, da Universidade Khalifa de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), questiona esse critério. Seu modelo sugere que dar prioridade às pessoas que mais interagem, como trabalhadores essenciais e jovens, multiplicaria a efetividade da vacina ao reduzir as infecções e a mortalidade tanto entre os vacinados como entre os que entram em contato com eles. “Nossos resultados contradizem os planos de vacinação à população geral e recomendam quase a sequência contrária por idades à que se está propondo”, afirma Rodríguez (Lugo, 1977) durante uma entrevista em Dubai, ao ar livre e de máscara. “Se a vacina também é eficiente contra a transmissão [da covid-19], nosso modelo indica, inequivocamente, que a vacinação prioritária aos grupos de população com mais interação poderia causar, em um país como a Espanha, enormes reduções em mortes totais em relação à vacinação por critérios de alta mortalidade”, resume. O engenheiro químico, que trabalha no modelo matemático de processos biológicos na Universidade Khalifa, evita dar cifras à diferença em número de mortos porque não quer soar alarmista. Mas uma olhada às tabelas do trabalho (ainda precisa ser revisado por pares) que ele dirigiu, junto com o epidemiologista colombiano Juan M. Acuña e o também engenheiro espanhol Mauricio Patón, mostra que falam de “dezenas de milhares” de casos em função de diversas variáveis como efetividade da vacina, nível de uso de medidas protetoras e ritmo de vacinação. O artigo em que explicam o modelo (elaborado com dados da Espanha) estima que uma priorização adequada pode reduzir as mortes em até 70%. Além disso, lhes surpreendeu que “para todos os casos, dar preferência aos grupos com maior mortalidade, mas menores interações sociais, levava a um número significativamente maior de mortes finais até mesmo se não fosse estabelecida nenhuma ordem”. “Por isso me preocupa. Não sei se [ao elaborar os planos de vacinação] foi levado em consideração esta alternativa ou se agiu por inércia. Quando comentei com outros cientistas me disseram que vai contra as premissas de saúde pública já elaboradas, mas nunca tivemos uma situação como a atual de escassez de vacinas”, afirma. Rodríguez sabe que os resultados que obtiveram são contraintuitivos. De modo que dá o exemplo da caixa: “Se temos 10 vacinas e 30 pessoas, a metade delas de idosos. Quem vacinamos primeiro? O senhor de 90 anos que...
RACISMO É CRIME – 76ª Plenária da FECESC realizada dia 20 de novembro aprova moção de repúdio à violência racial
24/11/2020
Caso da mulher negra eleita vereadora em Joinville, ameaçada de morte, e assassinato ocorrido no supermercado em Porto Alegre são casos levantados na Moção aprovada     A 76ª Plenária Estadual dos Trabalhadores no Comércio de SC, realizada por videoconferência no dia 20 de novembro, reuniu cerca de 70 participantes, entre delegados, convidados e assessoria da Federação. O presidente da Contracs-CUT, Julimar Roberto, o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional Valeir Ertle e a presidenta da CUT-SC Anna Julia Rodrigues participaram do evento, que trouxe como convidados o ex-ministro José Dirceu, a ex-ministra Ideli Salvatti e o economista Maurício Mulinari. Além da pauta prevista, que foi o debate em torno da conjuntura nacional e internacional, as eleições municipais e a conjuntura econômica, os encaminhamentos para o 14º Congresso Estadual da FECESC e a previsão orçamentária para 2021, também foi debatido pelo grupo o tema racismo, não somente pelo evento ocorrer no Dia da Consciência Negra, mas também por estarem os participantes impactados com a brutalidade do evento ocorrido no dia anterior, 19/11, no supermercado Carrefour, em Porto Alegre, onde seguranças espancaram e assassinaram João Alberto Silveira Freitas. Outros exemplos foram levantados para comprovar, uma vez mais, que a violência e o racismo são realidade constante em nosso país. Como forma de marcar o debate, os participantes aprovaram moção de repúdio, conforme a íntegra:   MOÇÃO DE REPÚDIO APROVADA NA 76ª PLENÁRIA ESTADUAL DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE SC   Os participantes da 76ª Plenária Estadual dos Trabalhadores no Comércio de SC, realizada no dia 20 de novembro – data que marca o Dia da Consciência Negra no Brasil – aprovaram por unanimidade a moção de repúdio a toda forma de racismo. Na véspera do evento registrou-se mais um crime absurdo como muitos que têm vitimado os negros e negras em nosso país. Em Porto Alegre, seguranças do supermercado Carrefour espancaram brutalmente, até a morte, João Alberto Silveira Freitas, enquanto pessoas assistiam e filmavam a cena sem impedir. Em Santa Catarina, outro absurdo racista ocorre com a candidata eleita a primeira mulher negra vereadora em Joinville, a professora e servidora pública aposentada Ana Lúcia Martins. Depois de sua vitória nas urnas, ela passou a receber ataques racistas e criminosos através das redes sociais, com ofensas e ameaças de morte. O racismo no Brasil é histórico e está instalado em nossa sociedade de forma perniciosa. É preciso denunciá-lo e combatê-lo de todas as formas e derrotá-lo a partir de ações afirmativas concretas. Cabe cobrar a postura dos racistas, pois trata-se de criminosos; assim como cabe cobrar a responsabilidade das empresas, das instituições, das estruturas públicas e das pessoas em cargos públicos sobre toda discriminação que ocorrer. Racismo é crime!  ...
Iniciado o processo de negociação para definir índice de reajuste do Piso Salarial Estadual
17/11/2020
Durante a entrega da pauta de reivindicação dos trabalhadores, nesta segunda-feira, 16/11, foi marcado o dia 09/12 para a primeira rodada de negociação Pelo 11º ano consecutivo, inicia-se em Santa Catarina o processo de negociação entre trabalhadores e empresários para estabelecer o reajuste do Piso Salarial Estadual, a vigorar a partir de janeiro de 2021. A pauta dos trabalhadores foi entregue nesta segunda-feira, na sede da FIESC, e a primeira rodada de negociação ficou marcada para o dia 9 de dezembro, às 13h30. Representaram os trabalhadores o coordenador do DIEESE e diretor da FECESC Ivo Castanheira, o diretor da CUT Rogério Manoel Correa, o presidente da Federação dos Gráficos Moacir José Effting e a diretora da Federação dos Trabalhadores de Serviços de Saúde Tatiane de Castro. O presidente da FIESC Mario Cezar de Aguiar, o diretor institucional e jurídico Carlos José Kurtz e a advogada Maria Antônia Amboni representaram o setor empresarial. A pauta entregue pelos trabalhadores solicita equiparação dos valores do Piso em Santa Catarina aos praticados no Paraná. “O piso do estado vizinho é nossa referência para iniciarmos as negociações, pois acreditamos que um estado forte economicamente, como é Santa Catarina, pode chegar a este valor nos salários”, afirmou Castanheira. Para o presidente da FIESC, são números difíceis de serem atingidos, principalmente num cenário de incertezas diante da pandemia. O enfrentamento da pandemia foi assunto presente na reunião, inclusive diante da necessidade de alterar o formato das rodadas de negociação que se realizaram nos anos anteriores, sempre com a presença de vários representantes tanto dos trabalhadores quanto dos empresários. Os dois lados concordaram que é imprescindível respeitar os protocolos e não colocar em risco as pessoas que comparecerem para negociar. Ainda assim, definiram que a melhor forma será manter os encontros presenciais, com número reduzido de pessoas, em ambiente arejado, com uso de máscaras e mantendo distâncias.   Doze anos de história Entre os cinco estados brasileiros que possuem um salário regional, apenas Santa Catarina tem uma legislação que prevê a negociação como condição para definir o reajuste anual. “Nós valorizamos muito esse processo que permite garantir um piso mínimo, principalmente para as categorias que não contam com convenção ou acordo, que são as de salário mais baixo. Através do Piso Salarial Estadual, elas conseguem receber salários acima do mínimo nacional”, lembrou o coordenador sindical do DIEESE Ivo Castanheira. O Piso Salarial foi criado pela Lei Complementar Nº 459, de 30 de setembro de 2009, para vigorar em 2000, e prevê em seu Art. 2º, parágrafo único, que “A atualização dos pisos salariais fixados nesta Lei Complementar será objeto de negociação entre as entidades sindicais dos trabalhadores e empregadores”, o que estabeleceu a negociação anual cujo processo...
Movimento sindical está mobilizado pelo reajuste do Piso Estadual de Santa Catarina em 2021
12/11/2020
Proposta para os novos valores, a partir de 1º de janeiro, foi aprovada durante reunião virtual bastante representativa    Dirigentes de Centrais Sindicais, Federações e Sindicatos de Trabalhadores de Santa Catarina, além do Dieese, realizaram a primeira reunião na manhã de hoje (11), para debater e aprovar a proposta de reajuste das quatro faixas do Piso Salarial Estadual, a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2021. A reivindicação, novamente, é pela equiparação dos valores aos praticados no estado do Paraná. A reunião foi realizada de maneira virtual, em virtude da pandemia do novo coronavírus. No total, representantes de 36 entidades estiveram presentes à reunião, coordenada pelo diretor sindical do Dieese e da Fecesc, Ivo Castanheira.   As dificuldades para negociação salarial em tempos de pandemia, inclusive até mesmo para a manutenção financeira das entidades sindicais, devido à contrarreforma trabalhista de 2017, foram relatadas por todos os dirigentes durante o encontro. Mas o consenso de resistir, persistir e novamente mobilizar todo o movimento sindical catarinense para a renovação do Piso Salarial Estadual em 2021, que tornou-se referência para o conjunto de categorias de trabalhadores no estado. Pela proposta aprovada na reunião e que será entregue aos patrões da Fiesc, nos próximos dias, o Piso teria os seguintes valores: Faixa 1 – dos atuais R$ 1.215,00 para R$ 1.383,80 Faixa 2 – de R$ 1.260,00 para R$ 1.436,70 Faixa 3 – de R$ 1.331,00 para R$ 1.487,20 Faixa 4 – de R$ 1.391,00 para R$...

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