10/03/2011
O líder espiritual budista dalai-lama anunciou hoje (10) que vai abandonar as funções políticas no governo do Tibete e transferir o poder para um representante eleito. A decisão foi anunciada durante cerimônia que lembrou a revolta tibetana de 1959 contra as autoridades chinesas. De acordo com ele, é o momento de “devolver” a autoridade formal para um líder eleito. As informações são da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa. Exilado na cidade indiana de Dharmsala, dalai-lama afirmou que o governo tibetano deve ter mais poder. Segundo o líder, a disposição é apresentar propostas de emendas à Constituição para incluir as mudanças pretendidas. Ainda este mês, o Parlamento do Tibete reúne-se para votar as emendas defendidas pelo dalai-lama. Pelas interpretações dos parlamentares, o líder espiritual manterá suas funções cerimoniais e um primeiro-ministro será eleito formalmente pelo governo no exílio. Por tradição, os dalai-lama são líderes políticos e espirituais do Tibete e o atual mantém essa função considerada quase mítica para a maioria dos seguidores. O atual dalai-lama é o 14º de uma linhagem de líderes espirituais que, pela crença budista, são a reencarnação de espíritos que têm o objetivo de esclarecer a humanidade. Lama é uma palavra tibetana que significa sabedoria, monge, mestre e guru. O dalai-lama também é chamado de Sua Santidade por seus seguidores. Agência...Jornal britânico coloca Dilma entre as cem mulheres mais inspiradoras
10/03/2011
O jornal britânico The Guardian colocou a presidenta brasileira Dilma Rousseff em sua lista das cem mulheres mais inspiradoras da atualidade, publicada terça-feira (8), quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. Dilma aparece na categoria Política ao lado de outras dez personalidades, como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e a ativista birmanesa Aung San Suu Kyi. O jornal descreve a presidenta brasileira como "uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura" e é considerada uma "administradora dura e pragmática". O texto cita ainda a promessa de Dilma de melhorar as condições de vida das mulheres e de ter mulheres no comando de nove dos 37 Ministérios de seu governo, um número recorde na história do Brasil. Segundo a colunista do The Guardian Jane Martinson, a lista é composta de mulheres que são modelo de comportamento em diversas áreas em todo o mundo e que, além de conquistar direitos, ajudaram outras mulheres. Mais de 3 mil sugestões de leitores foram consideradas por uma equipe de 12 mulheres que incluía ativistas políticas, membros de organizações não-governamentais e jornalistas. As cem mulheres escolhidas para a lista final estão divididas entre as categorias Política; Ativistas; Arte, Cinema, Música e Moda; Negócios e Sindicatos; Direito; Ciência e Medicina; Esporte e Aventura; Escrita Literária e Academia; Tecnologia e Televisão. "Ordenamos a lista por categorias e não em uma ‘lista de poder’ numérica porque é impossível comparar mulheres que põem sua vida em risco por uma causa, como Malaya Joya (ativista pelos direitos humanos no Afeganistão), com artistas como Lady Gaga", disse Martinson. "Não é uma lista de poder ou riqueza. Em vez disso, é um grupo inspirador de mulheres cuja influência irá durar." Outros destaques da seleção são a ativista indiana Sampat Pal Devi, líder do grupo Gulabi, que pune homens por maus-tratos a mulheres no norte da Índia; a diretora-executiva da Avon, Andrea Jung; a tenista e ativista pelos direitos homossexuais Martina Navratilova e a autora iraniana Marjane Satrapi, conhecida pela história em quadrinhos autobiográfica...Confiança do setor de serviços na economia volta a crescer em fevereiro
10/03/2011
A confiança das empresas do setor de serviços na economia brasileira aumentou em fevereiro deste ano, em relação ao mês anterior. O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, cresceu 4,5%, passando de 128,2 pontos em janeiro para 133,9 em fevereiro. A evolução ocorre após uma queda em janeiro. O Índice da Situação Atual subiu 6,3% no período e alcançou 120,3 pontos, atingindo o maior patamar desde dezembro do ano passado, resultado influenciado pelo nível de demanda atual. Das 2.356 empresas consultadas pela pesquisa, 25,9% consideram a demanda atual forte e apenas 12,1% a avaliam como fraca. O outro subíndice que compõe o ICS, o Índice de Expectativas, aumentou 3,0% de janeiro para fevereiro deste ano, alcançando 147,6 pontos, o maior desde agosto de 2010. O resultado foi puxado principalmente pela demanda prevista para os três meses seguintes. Entre as empresas pesquisadas, 50,3% preveem aumento da demanda, enquanto apenas 4,5% esperam uma...Mulheres brasileiras ainda lutam para conquistar direitos iguais
08/03/2011
Apesar das leis, do avanços e das inúmeras conquistas, as mulheres continuam lutando por seu espaço. No Brasil, ainda há muito o que ser feito para que o “sexo frágil” alcance a igualdade e os mesmos direitos que os homens. Em 1962, o Estatuto da Mulher Casada permitiu que as brasileiras nesta condição exercessem livremente uma profissão sem necessitar da permissão do marido. Atualmente, as mulheres têm liberdade na escolha da profissão e ingresso no mercado de trabalho, independentemente do estado civil. A publicitária Juliane Melo, 24 anos, acabou de concluir o ensino superior e sonha em conquistar um lugar de destaque no mercado de trabalho. “A tendência é a mulher se equiparar aos homens. Além disso, a mulher é multifuncional, ou seja, cuida da casa, do filho e do marido e trabalha muito. No início da vida profissional, a mulher é preterida, mas depois é a qualidade do trabalho que vai contar”, acredita. Há mulheres que, além de trabalhar fora, cuidam sozinhas de toda a família. A empregada doméstica Maria José Franco é um exemplo. Ela se divorciou quando os filhos ainda eram pequenos e, sem ajuda do ex-marido, assumiu a criação dos dois filhos, as despesas da casa e a rotina puxada do trabalho. Hoje, além dos filhos, Maria José cuida de quatro netas. “Sempre cuidei da minha família sozinha. Não é fácil. Sempre fui pai e mãe e trabalho duro para dar o que eles precisam. Meu filho casou e, agora, ajuda nas despesas de casa.” As conquistas femininas superaram as barreiras culturais. Muitas mulheres passaram a exercer profissões antes consideradas próprias do universo masculino. É o caso da tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Rebeca dos Santos. Mesmo exercendo uma atividade tipicamente masculina, Rebeca não perdeu a feminilidade. Ela é casada e tem um filho de um ano. Segundo ela, que é casada e tem um filho de 1 ano, somente em 1983 a corporação passou a aceitar mulheres em seu quadro. “A atividade de policial militar exige certo preparo e desempenho. Nesta profissão, o homem tem uma resposta mais rápida em muitas atividades A mulher tem de se adequar e sobressair”, afirmou Rebeca, que disse não ter sentido discriminação por parte dos colegas. As profissões autônomas também já não são mais reduto masculino. Para a empresária e professora Teresa Santana, gerir o próprio negócio, obter sucesso e satisfação não é difícil, basta que a mulher tenha força de vontade e determinação. "Apesar de ainda vivermos em uma sociedade sexista, na qual a mulher a cada dia tem de provar sua competência, ainda é possível que a mulher se sobressaia em qualquer área de...Licença-maternidade de 6 meses chegou a poucas gestantes do setor privado
08/03/2011
A licença-maternidade de seis meses já é uma realidade para as funcionárias públicas de 22 estados e 148 municípios, além do Distrito Federal. O levantamento é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), idealizadora do projeto da licença ampliada no país. Desde 2008, as servidoras públicas federais também usufruem da licença de 180 dias, ano em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que instituiu o benefício no funcionalismo federal. No caso de estados e municípios, cada um deve fazer sua própria lei. Mães e médicos garantem que o tempo extra ao lado do bebê é fundamental para o desenvolvimento da criança, além de garantir o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, que aumenta a defesa do organismo do recém-nascido contra doenças nos primeiros anos de vida e também na fase adulta. “Acabei de ter meu primeiro filho. Na minha opinião, é importante esse convívio que a mãe tem com o seu filho no período de seis meses para dar mais atenção”, disse Floriza de Almeida, 35 anos, técnica em radiologia de um hospital público no Distrito Federal. A licença ampliada ainda não chegou a todas as gestantes que trabalham no setor privado. A lei atual prevê que a concessão dos salários dos dois meses extras é opcional para as empresas. O patrão que aderir pode descontar a despesa do imposto de renda. Os salários referentes aos primeiros quatro meses de licença, previstos na Constituição Federal, permanecem sendo pagos pelo INSS. No entanto, somente as empresas que declaram pelo sistema de lucro real podem solicitar o incentivo fiscal. Mais de 160 mil empresas estão nesse grupo, a maioria de grande porte, conforme dados da Receita Federal até o final de 2010. Ficam de fora aquelas que declaram pelo Simples ou pelo sistema de lucro presumido – micro e pequenas empresas. “É injusto eu ter apenas quatro meses para ficar com meu filho e não seis”, reclama a corretora Ana Lícia Nascimento, 21 anos, grávida de seis meses. Segundo a coordenadora de Acompanhamento da Licença-Maternidade da SBP, Valdenise Martins, não há levantamento preciso da quantidade de empresas que já aderiram à licença-maternidade ampliada. As estimativas falam em 10,6 mil empresas brasileiras. Para aumentar a adesão do empresariado, a coordenadora defende que a licença se torne obrigatória para todos os setores do país. No ano passado, o Senado aprovou a obrigatoriedade da licença-maternidade de seis meses tanto para o setor privado quanto o serviço público. O projeto foi encaminhado para votação na Câmara dos Deputados. “A gente precisa agora fazer propaganda e pressão”, disse a...




