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Economia brasileira cresce 7,5% em 2010 e tem melhor resultado em 25 anos

03/03/2011
O Produto Interno Bruto (PIB) brasiliero acumulado no ano de 2010 – em relação ao mesmo período de 2009 – cresceu 7,5% chegando a R$ 3,675 trilhões, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (3). O resultado aponta para um crescimento de 6,7% no valor adicionado e 12,5% nos imposto. O crescimento acumulado do PIB em 2010 é o mais elevado desde 1986 (que também foi de 7,5%).   Entre 2001 e 2010, o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do registrado na década anterior (1991-2000), quando o PIB a preços de mercado cresceu, em média, 2,6%, informou o IBGE em nota.   Em relação ao terceiro trimestre de 2010, o PIB a preços de mercado do quarto trimestre do ano passado cresceu 0,7%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal, de acordo com o IBGE. Os serviços registraram aumento de 1%, enquanto a indústria recuou 0,3% e agropecuária 0,8%.   Em relação ao quarto trimestre de 2009, o PIB cresceu 5,0%, sendo que o valor adicionado a preços básicos aumentou 4,2%, e os impostos sobre produtos, 10,1%. De acordo com o levantamento do IBGE, entre as atividades que tiveram destaques estão serviços (4,6%), a indústria ( 4,3%) e agropecuária (1,1%) ....

Mulheres ganham 76% do salário pago aos homens, aponta Dieese

03/03/2011
Embora a participação das mulheres no mercado de trabalho tenha crescido na última década, com grau de instrução superior ao dos homens, os salários delas continuam sendo menores, de acordo com estudo realizado pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na região metropolitana de São Paulo. Segundo o levantamento, as mulheres ganham 75,7% do valor pago aos homens para o desempenho das mesmas funções. A diferença de remuneração, entretanto, caiu se comparado ao ano de 2000, já que naquela época o salário das mulheres equivalia a 73,6% do salário dos homens. Nos cargos com nível superior completo, a diferença de remuneração entre homens e mulheres é maior: elas recebem 63,8% do valor pago a eles para as mesmas funções, menos que em 2000, quando esse percentual era de 65,2%. Na última década, a escolaridade das mulheres melhorou, com 17,1% das profissionais apresentando ensino superior completo. Em 2000, esse percentual era de 12,9%. Entre os homens, apenas 13% apresentam nível superior completo, embora tenha havido um avanço frente aos 10,8% registrados no início da década passada. Entre 2009 e 2010, a participação feminina no mercado de trabalho (proporção das mulheres com idade acima de dez anos em situação de ocupadas ou desempregadas) subiu de 55,9% para 56,2%, enquanto que para os homens, o indicador ficou praticamente estável, passando de 71,5% para 71,6%. A taxa de desemprego total entre as mulheres diminuiu pelo sétimo ano consecutivo em 2010, passando de 16,2% em 2009 para 14,7%. "Para a população feminina foram gerados 163 mil postos de trabalho, volume suficiente para absorver as 99 mil mulheres que ingressaram na força de trabalho metropolitana e reduzir em 64 mil o contingente de desempregadas", destaca o estudo. O resultado, de acordo com as entidades, reflete a melhora na educação das mulheres. Se em 2000 a maior parte da População Economicamente Ativa (PEA) com nível superior era composta por homens (51,3%), hoje essa posição é ocupada pelas mulheres (53,6%). O nível de ocupação dos profissionais com escolaridade superior cresceu mais rapidamente entre as mulheres do que entre os homens. Para o Dieese/Seade, se esse ritmo for mantido, "é de se esperar que, em poucos anos, as mulheres também passem a ser maioria no conjunto do ocupados". Valor...

Começa hoje (3) a exibição do documentário sobre Mulheres na Política

03/03/2011
O Portal do PT começa a exibir hoje (3) a partir das 12h, o documentário “Muito prazer, mulheres do PT”. O material traz depoimentos de diversas lideranças políticas, e foi dividido em sete capítulos. O documentário também será exibido nos canais do PT no Youtube, Facebook e Orkut. “Muito prazer, mulheres do PT” é o nome do documentário que resgata a história da participação das mulheres na construção do Partido dos Trabalhadores. O documentário é uma produção da Secretaria Nacional de Mulheres do PT (SNMPT) e começou a ser produzido por ocasião dos 30 anos do Partido. Como consta na própria sinopse do vídeo, ele “representa o esforço do PT, por meio de sua Secretaria Nacional de Mulheres, para resgatar, registar e oferecer, em especial às novas gerações de petistas, uma síntese da influência das mulheres na construção e consolidação dos princípios que fundamentam o Partido dos Trabalhadores”. Para resgatar e registrar a participação e influência das mulheres na história do PT ao longo desses 30 anos, a SNMPT baseou-se em duas fontes principais: documentos do arquivo da Fundação Perseu Abramo e de militantes, e depoimentos de companheiras que participaram ativamente da construção dessa história. Segundo a secretária nacional de mulheres do PT, Laisy Moriére, o documentário de 60min da uma boa noção de como o PT exercita e busca aperfeiçoar no seu interior a vivência democrática. “Embora, esteja focado na atuação das mulheres, o vídeo faz reviver as lembranças de qualquer militante petista, especialmente de quem está no Partido desde a sua fundação, e revela para as gerações posteriores porque o PT é o que é. Realmente vale a pena rever um pouco dessa história”, afirma a secretária. A distribuição do documentário começa nesta semana, como parte da agenda “8 de março”. Os diretórios estaduais e secretarias de mulheres do PT receberão um exemplar desse registro histórico....

Bolsa Família reduz em 36% índice de crianças e adolescentes fora da escola

02/03/2011
O Bolsa Família reduz a evasão escolar em 36%, entre crianças de 6 a 16 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgados na semana passada. A proporção dos que não frequentam escola cai de 8,4% para 5,4% com o benefício. Os pesquisadores compararam populações semelhantes que recebem ou não o Bolsa Família, a partir de dados de 1999 e 2007, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As 12 milhões de famílias que recebem a bolsa têm de garantir que seus filhos menores de 15 anos compareçam a 85% das aulas a cada mês e, os de 16 e 17 anos, devem ir a 75%. Elas também têm de garantir a vacinação das crianças de até 6 anos de idade e consultas médicas regulares para mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Faixa etária O impacto é maior no caso das crianças mais novas: de 6 a 10 anos de idade a variação positiva foi de 40% (a proporção de crianças dessa faixa etária que frequenta escola passou de 93,3% para 96,3%, com o programa); já para as faixas etárias de 11 a 14 anos e de 15 a 16 anos, a redução estimada na proporção de crianças fora da escola foi menor, atingindo quase 30%. O efeito de uma política de longo prazo fica claro na análise dos dados sobre as crianças com ao menos oito anos de estudo. O Bolsa Família é responsável por quase 60% da queda na evasão escolar. O Inep avalia que o programa elevou a frequência deste grupo de estudantes de 81,7% para 91,9%. Para os pesquisadores isso se dá porque essa meninada é beneficiada desde o ensino fundamental. Além disso, a condição de relacionar o programa à escola ampliou a importância atribuída aos estudos pelos estudantes e também pelos pais. Gênero O impacto do Bolsa Família sobre a freqüência escolar é maior para meninos: cerca de 40% da proporção de meninos menores de 16 anos de idade, fazendo com que a proporção dos que frequentam passasse de 90,1% para 94,1%. Já no caso das meninas, a redução foi de cerca de 30% (93,1%, caso o programa não existisse, para 95,1%). O maior efeito do programa sobre a frequência escolar dos meninos pode ser explicado, por um lado, pelo fato de eles tenderem a ser menos disciplinados na escola e a ter maiores oportunidades de trabalho. A obtenção da transferência de renda condicionada à frequência escolar pode ter mais que compensado a perda de renda associada ao trabalho de crianças e adolescentes do sexo masculino. “Os indivíduos que, sem o programa, abandonariam a escola em determinada série...

Câmara cria comissão que tratará da reforma política

02/03/2011
A Câmara dos Deputados criou ontem (1º) a comissão especial que discutirá propostas para a reforma política. A comissão será composta por 40 deputados, indicados por líderes partidários, e terá o prazo de 180 dias para tentar criar consenso em torno de temas delicados como o financiamento público de campanhas e a forma de eleição de deputados. De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), hoje (2), haverá uma reunião para instalação da comissão, quando serão nomeados os membros, o presidente e relator. Já está definido que a comissão será presidida pelo deputado Almeida Lima (PMDB-SE) e o relator será o petista Henrique Fontana (RS). O presidente da Câmara afirmou que não haverá disputa com os senadores, já que também foi criada uma comissão no Senado para tratar do mesmo assunto. “Vamos trabalhar conjuntamente. Eu e o presidente [do Senado, José] Sarney temos conversado muito sobre o tema e nossa intenção é ir integrando gradativamente. Vamos trabalhar de forma concatenada e articulada. Não queremos criar disputa, queremos ouvir senadores e deputados e ter uma proposta comum”, disse. Maia ressaltou que a comissão terá todas as condições para buscar o entendimento e aprovar os temas de interesse do país. Sarney, que participou da cerimônia de instalação da comissão, também descartou qualquer problema devido à existência de duas comissões. “Temos que dar vazão para que os senadores tenham oportunidade de discutir a matéria e também os deputados. É uma maneira de todos terem oportunidade, depois vamos juntar as duas e vamos chegar a uma decisão, pode não ser por unanimidade, mas por uma unidade”,...

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