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Venda de veículos novos cresce 13,9% em janeiro

02/02/2011
Os emplacamentos de veículos novos no país totalizaram 229.858 unidades em janeiro, um aumento de 13,94% em relação a janeiro de 2010, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em relação a dezembro, houve um recuo de 36,37% (as vendas de dezembro do ano passado foram recorde histórico). Os dados se referem a automóveis e comerciais leves. Considerando todos os segmentos analisados pela Fenabrave, que inclui caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários, o setor automotivo vendeu 386.782 unidades no mês de janeiro, um acréscimo de 12,83% em comparação ao mesmo período do ano passado. Já em relação a dezembro, houve uma queda de 34,80%. Ainda de acordo com a Fenabrave, foram vendidas 132.988 motocicletas em janeiro, um aumento de 9,43% em comparação a janeiro de 2010 e queda de 32,65% ante dezembro. O comércio de implementos rodoviários somou 3.533 unidades em janeiro, queda de 1,72% em relação ao mesmo período do ano passado. Agência...
Primeiro mês de Dilma revela estilo discreto de governar
02/02/2011
Oito discursos ou entrevistas, quatro cidades visitadas, uma viagem internacional, uma reunião ministerial, 24 conversas com ministros, dois governadores recebidos no Palácio do Planalto. Uma análise da agenda presidencial dos primeiros trinta dias aumenta a impressão de uma chefe de Estado com estilo discreto e uma grande preocupação com a articulação política. Via de regra, é normal que um novo presidente passe as primeiras semanas de governo promovendo articulações com partidos da base aliada, indicando prioridades e analisando em que situação recebe o controle do país. A deputada federal eleita Benedita da Silva (PT-SP) acredita que o recolhimento de Dilma, com poucas aparições públicas, diz respeito à discussão sobre nomeações para cargos de escalões inferiores e à necessidade de mostrar aos ministros como se deseja que funcione o governo. “Precisa de bastante atenção para azeitar a máquina e, então, pode colocar a cara mesmo. Está fazendo direitinho.”Valeriano Mendes Ferreira Costa, professor de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entende que, apesar dessa necessidade de articulação, já se pode notar a formação do estilo de governar de Dilma. “A impressão é que vai ser mais restrita, uma agenda mais fechada no âmbito da gestão, com muita reunião e acompanhamento”, assinala.As prioridades escolhidas pelo governo e a divisão dos ministros em núcleos que terão de corresponder a metas reforçam a imagem de gestora da presidente. À frente da Casa Civil, ela ficou conhecida como gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Agora, elegeu o corte de gastos como fundamental para iniciar o governo e, para isso, trabalhou para estreitar a relação entre os ministros da área econômica. Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, foram os que mais vezes se reuniram com Dilma: quatro cada um, de acordo com a agenda oficial divulgada pela Presidência. A meta é cortar gastos e reforçar a toda a equipe ministerial a necessidade de realizar mais usando menos dinheiro.Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, minimiza a importância dos estilos de governar, afirmando que “todo mundo tem diferença de todo mundo” e que o importante é o bom funcionamento da máquina pública. “Dilma substituiu o presidente Lula e não deixou nenhum ponto a desejar. Não tem perda de qualidade do governo e não tem perda de qualidade das decisões.”  Comparações – Convidado a opinar sobre o estilo discreto de Dilma, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concordou que o mais importante é que o governo funcione. Mas, por sua vez, não perdeu a oportunidade de alfinetar seu sucessor: “Não tenho que ouvir o Lula todo dia na televisão. Já é alguma coisa. É cedo para julgar, mas acho que o estilo é mais tecnocrático, mais discreto, menos de showman exagerado.”Deixando de...

Venezuela: Maioria da população apóia gestão Chávez, aponta pesquisa

02/02/2011
Sondagem realizada neste mês de janeiro indica que 54,7 % dos venezuelanos avalia como bom ou muito bom o governo do presidente Hugo Chávez, assegurou Jesse Chacón, diretor do instituto de pesquisas Gis XXI. O percentual representa uma alta de 17 pontos em comparação com 2009-2010, período em que ocorreu a crise energética, resultado de uma prolongada seca que fez descer o nível da água na principal hidroelétrica do país. Segundo Chacón, o incremento do respaldo de Chávez está vinculado ao tratamento dado à situação dos atingidos pelas chuvas registradas no final de dezembro de 2010. Cerca de 30% da população foi atingida. Os entrevistados consideram positiva a atuação do chefe de Estado. Também opinam que o governo não é responsável pela crise gerada no país, e, sim, a mudança climática. A maioria do participantes da pesquisa – 80,2% – considera boa a atuação e dinâmica das diversas instituições estatais frente à tragédia. Já 74,2% dos interrogados aplaude a atenção aos atingidos nos diversos centros de abrigo instalados em instituições militares, hotéis, escolas, entre outros espaços. O diretor do instituto Gis XXI, contudo, adverte que à medida em que avance o tempo, esses albergues – em que vivem dezenas de pessoas – começarão a apresentar problemas. "Agora a atenção sistemática nos albergues passa a outra etapa", destacou. Outra parte da pesquisa refere-se ao tema da presença dos opositores na Assembleia Nacional (AN). Nesse sentido, 61,3 % dos interrogados pensa que o agrupamento político mais favorecido é o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV). Apenas 26,1% apoiaram o desempenho dos deputados da oposição, contra 36,1% que respaldaran o trabalho dos parlamentares do PSUV. A maioria dos venezuelanos espera que a Assembleia seja o espaço de debate para a solução dos problemas no território nacional, sobretudo das questões relacionadas com a segurança, o desemprego, a inflação, os serviços públicos e as estradas. Entre os principais inconvenientes, aflorou o tema da moradia, mas diante dos planos impulsionados pelo governo para a construção de 350 mil lares, 60% demonstrou confiança. Os entrevistados cotaram também problemas da segurança, ainda que já se comece a apreciar o impacto da criação das novas forças policiais. O governo bolivariano conseguiu reduzir em 60 % o índice de delitos, que, ao contrário do que manifestam os opositores, não explodiu nos anos 2000 mas na década de 1990. A Venezuela apresenta o nível de incongruência mais alto de América Latina: a vitimização está em 27%, enquanto a percepção da delinquência localiza-se em 64%. Prensa...

Marco Maia (PT/RS) é eleito presidente da Câmara dos Deputados

02/02/2011
Com 375 votos, o deputado Marco Maia (PT-RS) foi eleito ontem à noite presidente da Câmara dos Deputados para o período 2011-2013.   Sandro Mabel (PR-GO) obteve 106 votos. Chico Alencar (P-SOL-RJ ) recebeu 16 votos e Jair Bolsonaro (PP-RJ), nove. Três deputados votaram em branco.   Logo após o anúncio do resultado da votação, Marco Maia passou a presidir os trabalhos da Câmara. Em sua primeira manifestação, ele comentou a campanha para a presidência da Casa e elogiou os concorrentes.   Em seguida, Marco Maia coordenou a apuração dos votos para os demais cargos da Mesa Diretora da...

PEC assegura repasse de contribuição sindical a centrais

01/02/2011
Em análise na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 531/10 assegura o recebimento, pelas centrais sindicais, de parte da arrecadação gerada pelas contribuições sindicais. Os autores da proposta, deputados Flávio Dino (MA) e Daniel Almeida (BA), ambos do PC do B, informam que o objetivo é evitar que dispositivos importantes para o custeio da atividade desenvolvida pelas centrais sejam declarados inconstitucionais. Eles estão preocupados com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.067, ajuizada em 2008. A ADI questiona dispositivos da Lei 11.648/08, que não só reconheceu formalmente as centrais sindicais como também as tornou credoras de 10% do produto arrecadado pela contribuição sindical dos empregados. O argumento utilizado na ADI: o artigo 149 da Constituição restringe a contribuição sindical ao âmbito de interesse das categorias profissionais, este entendido de forma restrita e, portanto, excluindo a atuação das centrais sindicais. Sem benefício A ADI cita ainda o artigo 8º da Constituição, que, ao estabelecer a contribuição sindical, é específico e não prevê o benefício às centrais sindicais. Daniel Almeida lembrou que, "embora ainda não tenha sido concluído o julgamento da ADI 4.067, em sessão de julgamento de 24 de junho de 2009, alguns ministros do Supremo Tribunal Federal já apresentaram suas opiniões e, até o momento, a maioria demonstrou simpatia à tese de que as centrais sindicais não devem fazer jus ao crédito estabelecido pela Lei 11.648". Ele argumenta ainda que as centrais sindicais se inseriram no contexto político nacional para constituir um novo modelo de atuação sindical, rompendo amarras trazidas pelo critério organizacional, que, entende o deputado, está centrado no conceito de categoria e traz algumas defasagens. "Diante da importância e do alcance da atuação dessas entidades, é inevitável que necessitem de verbas para manter seu nível e expandir sua qualidade. Para tanto, constitui importante fonte de receitas a contribuição sindical", completou. Tramitação A PEC será arquivada pela Mesa Diretora no dia 1º de fevereiro, em razão do fim da legislatura. Porém, como o autor foi reeleito, ele – assim como qualquer um dos 171 apoiadores – poderá desarquivá-la. Nesse caso, a admissibilidade da proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso seja aprovada, a PEC será examinada por uma comissão especial criada exclusivamente para esse fim. Depois, o texto precisará ser votado em dois turnos pelo Plenário. Fonte: Agência...

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