12/03/2015
Por Francisco Alano, presidente da FECESC. Conclamamos os trabalhadores e suas entidades sindicais para que convoquem os empresários e as entidades patronais (ACI, Sindicatos Patronais, CDLs e outras) que estão chamando e participando dos atos contra o governo legitimamente eleito, a cerrarem fileiras com os trabalhadores, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; pela garantia de emprego para os trabalhadores (CF Art.7º e Convenção 158 da OIT); pelo salário mínimo nacionalmente unificado – valor em 02/2015 – R$ 3.182,81 (CF Art 7º); pelo fim do trabalho aos domingos e feriados para os comerciários e contra qualquer retirada de direitos dos trabalhadores. Que lutem também com os trabalhadores, pela democratização dos meios de comunicação; pelo reforma política, com o fim do financiamento empresarial de campanha; pelo combate a sonegação de impostos e contra qualquer forma de privatização. Façam isso e vocês perceberão que a luta destes empresários e de suas entidades, aparentemente contra a corrupção, é apenas um pretexto contra o processo de consolidação da democracia e para continuarem explorando cada vez mais os trabalhadores, e com isso, acumularem mais riquezas como sempre fizeram. Florianópolis, 12 de março de...10/03/2015
...10/03/2015
...Tempos difíceis, hora de seguir com firmeza e cautela
09/03/2015
Por José Álvaro de Lima de Cardoso, economista e técnico do DIEESE em Santa Catarina. Segue o processo de polarização política no país, como uma espécie de terceiro turno. Circulam na internet, por exemplo, mensagens com o título de “O Fim do Brasil”, defendendo a tese de que o Brasil vai quebrar nos próximos meses, que o desemprego vai aumentar, que o país não conseguirá cumprir seus compromissos externos, etc. Há um verdadeiro massacre informativo envolvendo a corrupção na Petrobras, dando a nítida impressão aos incautos de que a empresa é um antro de ineficiência e corrupção. A escolha de Joaquim Levy para a economia, por outro lado, tornou o governo refém do êxito ou fracasso da política ortodoxa. O preço será alto em qualquer hipótese: se fracassa o ministro, fracassa o governo; se o ministro tiver êxito na sua política de ajuste, isto pode levar a um distanciamento do governo da sua principal base social, que lhe ofereceu quatro mandatos seguidos. A questão é ainda mais complexa. Mesmo que o programa de Levy seja exitoso, isto é, reduza o nível inflacionário, atinja a meta fiscal e melhore o desempenho da balança comercial (que acumula déficit superior a US$ 6 bilhões no primeiro bimestre do ano), não há nenhuma garantia de que o Brasil ingressará num novo ciclo de crescimento. É que a crise mundial continua extremamente grave, apesar da melhor performance da economia norte americana. Mesmo que a elevação dos juros e o corte de gastos públicos signifique redução do poder de compra dos salários (o que inclusive pode abrir um flanco de conflito com os trabalhadores, agravando ainda mais a crise política), não será nada fácil para o país reverter a crise da indústria e as dificuldades na balança comercial. O ambiente externo é muito difícil, a crise já se prolonga por seis anos e o encolhimento dos mercados provocou uma espécie de guerra cambial de todos contra todos. Em outra frente de batalha, o massacre contra a Petrobras continua ensandecido. Usando como pretexto os R$ 400 milhões desviados da empresa pelos ladrões confessos (valor comprovado, as especulações estimam que possa ultrapassar R$ 2 bilhões), o objetivo dos golpistas em geral com a campanha contra a Petrobras são os trilhões de reais depositados no pré-sal, (que podem alcançar R$ 20 trilhões). A campanha pelo impeachment da Presidente da República se inscreve neste contexto. Imprensa, incautos, traidores, entreguistas e outros falam em Petrobras “destruída”. No entanto a empresa: ● Bateu o recorde de produção em dezembro com 2,17 milhões de barris de petróleo por dia. O sexto recorde anual seguido. ● No mês passado recebeu o OTC-2015, o Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, “”o mais...06/03/2015
A crise na Petrobras foi o assunto do debate “Conjuntura Econômica Brasileira: Petrobras no Olho do Furacão”, realizado na tarde desta quinta-feira (5), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário. Mais de 100 dirigentes sindicais de todo o estado estiveram presentes. O debate foi coordenado pelo supervisor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos) economista José Álvaro Cardoso e serviu para que as lideranças sindicais recebessem subsídios de informações que se contrapõem ao discurso negativo apregoado pela grande mídia do país.“”Temos obrigação de nos informar, de não ficar comendo na mão de certos órgãos de imprensa que mentem descaradamente. O movimento sindical, como formador de opinião tem que aprofundar a discussão. O fato de que a Petrobras tem problemas de corrupção, e que estão sendo investigados, não pode ser motivo para vender, privatizar ou destruir a empresa””, adverte o diretor técnico do Dieese/SC. “”A Petrobras é um fenômeno em termos empresariais, é a que paga mais impostos no Brasil, a maior empresa da América Latina e consta na relação entre as 10 primeiras empresas do mundo””, defendeu José Álvaro Cardoso. Durante o debate os dirigentes sindicais se manifestaram na defesa da Petrobras como empresa pública. A crise na Petrobras é um dos principais temas da grande manifestação “”Em defesa de nossos direitos, da soberania nacional e da democracia””, que deve acontecer em várias capitais do País, no dia 13 de março. Em Florianópolis, a manifestação está prevista para às 14 horas, nas escadarias da catedral. Texto e foto: Informa Editora Jornalística....




