22/01/2015
“Nós viemos hoje aqui para fechar a negociação, temos o compromisso de chegar a um termo comum e definirmos o Piso para 2015.” Com estas palavras o coordenador sindical do Dieese-SC Ivo Castanheira iniciou a terceira rodada de negociação entre trabalhadores e empresários que visa estabelecer o reajuste do Piso Salarial Estadual, que vai vigorar a partir de janeiro. Mas a disposição foi frustrada pelo pequeno avanço apresentado na proposta dos empresários, que dos 7% oferecidos na segunda rodada, passaram para uma proposta de 7,5% de reajuste no Piso. A próxima rodada de negociação foi marcada para o dia 30 de janeiro, às 13h30. Para Ivo Castanheira, que também é diretor da FECESC, “O processo negocial estabelecido há cinco anos em Santa Catarina é de grande importância e nós sabemos que podemos chegar a um bom termo para os trabalhadores e também para o setor empresarial”. Ele lembrou que diversas centrais sindicais e federações de trabalhadores participam do processo, com assessoria do DIEESE, assim como os representantes da indústria e federações patronais de diversos segmentos econômicos do estado participam desta experiência única no país: “Vamos realizar quantas rodadas de negociação sejam necessárias para fechar este acordo e manter esse processo histórico”, ponderou. O presidente da CUT-SC Neodi Giachini esteve presente na negociação e também destacou a importância de fechar uma negociação que valorize o Piso Salarial Estadual: “Realizamos várias negociações que não só dispensaram a intervenção do governo no processo, como também estabeleceram uma valorização gradual do nosso Piso então, neste quinto ano de negociação não será diferente; mas nós trabalhadores já cedemos bastante, chegando a uma proposta de 11,5% de reajuste, então esperamos uma mudança de atitude dos empresários, mantendo essa linha de valorização”, afirmou. O supervisor técnico do Dieese-SC, José Álvaro de Lima Cardoso, afirmou que a valorização do Piso Salarial Estadual não só é importante para empresários e trabalhadores, como para a sociedade catarinense como um todo: “A exemplo do que ocorre com o salário mínimo, o incremento de massa salarial proporcionado pelos novos valores dos pisos é direcionado ao consumo dos artigos de primeira necessidade nas áreas do vestuário, alimentos e transporte, fortalecendo toda a economia catarinense”. Na opinião do economista, chegar a um acordo é fundamental e plenamente viável. “O aumento da renda do trabalhador favorece o crescimento industrial e o comércio, como vem ocorrendo nos últimos anos em Santa Catarina. Segundo o Índice de Atividade Econômica Regional de Santa Catarina (IBCR-SC), calculado pelo Banco Central, a economia catarinense cresceu 2,7%, nos oito primeiros meses de 2014, ante variações de 0,6% no mesmo indicador na Região Sul e de -0,1% no Brasil” citou...Trabalhadores revertem demissões e encerram greve na Volks
19/01/2015
Mais de 8 mil companheiros na Volks, em São Bernardo, aprovaram por unanimidade a proposta negociada entre o Sindicato e a montadora, que garantiu a volta dos 800 companheiros demitidos. A votação aconteceu na manhã da última sexta-feira, dia 16, durante assembleia realizada no pátio da empresa com a participação de metalúrgicos dos três turnos. A conquista foi comemorada com muita festa e todos os trabalhadores retornam a fabrica hoje, após 11 dias de paralisação total. “O chão tremeu na hora da aprovação, sentimos do caminhão de som”, afirmou o coordenador geral da representação dos trabalhadores, Reinaldo Marques da Silva, o Frangão. “Pela primeira vez fizemos uma greve que unificou os três turnos e essa unidade se transformou em solidariedade, que foi fundamental para a nossa vitória”, relembrou Frangão. Além de cancelar as demissões, o acordo prevê a ampliação da manutenção dos empregos até 2019. Durante a assembleia, o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, explicou aos trabalhadores as alterações que foram feitas na proposta rejeitada em dezembro. “Conseguimos mudar os pontos que os companheiros não concordavam na antiga proposta e assim, contemplamos as reivindicações de todos”, disse Wagnão. Ele fez questão de destacar a participação massiva dos companheiros no movimento para conquistar essas modificações. “Essa atitude foi o que fortaleceu a representação e o Sindicato na mesa de negociação com a empresa”, avaliou. “Estão todos de parabéns”, concluiu Wagnão. Metalúrgicos comemoram conquista “Graças à luta dos companheiros e do Sindicato continuo empregado. Essa conquista é um exemplo para todo o Brasil, porque a manutenção dos empregos contribui para o crescimento e para a economia do País”. Vamberto Guimarães Messias, o Vicentinho da Volks, trabalhador na Ala 14 “Quando recebi o telegrama fiquei com medo, mas esse sentimento foi se transformando pela garra que tivemos nesta mobilização. A força que a empresa tem no papel, nós temos no coração, na mente e na luta”. Benedito Beraldo Lobo, ferramenteiro na montadora “É um presente ser readmitido no dia que completo 25 anos de fábrica. Explicar o que estou sentindo é muito difícil, pois em 2001 também perdi o emprego e regressei a fábrica. Nas duas vezes, graças ao Sindicato”. Jadir Benigno Sampaio, trabalhador na pintura de manutenção na Volks Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC –...16/01/2015
...16/01/2015
...14/01/2015
Talvez passe despercebido àqueles que vão ao supermercado que um conjunto pequeno de grandes transnacionais concentra a maior parte das marcas compradas pelos brasileiros. Dez grandes companhias – entre elas Unilever, Nestlé, Procter & Gamble, Kraft e Coca-Cola – abocanham de 60% a 70% das compras de uma família e tornam o Brasil um dos países com maior nível de concentração no mundo. O que sobra do mercado é disputado por cerca de 500 empresas menores, regionais. Quer um exemplo dessa concentração? Quando um consumidor vai à seção de higiene pessoal de um estabelecimento comercial e pega nas gôndolas um aparelho de barbear Gilette, um pacote de absorventes Tampax e um pacote de fraldas Pampers, ele está comprando três marcas que integram o portfólio da gigante norte-americana Procter & Gamble – que também é dona dos produtos Oral-B, para dentes.O poder da Unilever Uma dona de casa vai uma vez por mês ao supermercado fazer as compras para sua família: ela, o marido e duas crianças. Para a cozinha, ela compra Knorr, Maizena, suco Ades e a maionese Hellmann’s. Para a limpeza da casa, sabão em pó Omo e Brilhante. Compra ainda Comfort para lavar a roupa. Passa na área de cosméticos e pega o desodorante Rexona para seu marido, e sabonete Lux para ela. Compra pasta de dente Closeup, a marca preferida da filha. Quase ao sair do supermercado, o filho liga e diz que quer sorvete. Ela compra picolés Kibon. Todas as marcas adquiridas por ela pertencem à Unilever, que em 2013 foi o maior investidor no mercado publicitário do Brasil, com R$ 4,5 bilhões aplicados. Omo possui 49,1% de participação de mercado em sua categoria, segundo pesquisa do instituto Nielsen em 2012. A Hellmann’s detém mais de 55% do mercado. A Unilever vende cerca de 200 produtos por segundo no Brasil.Mercado de bebidas O que o refrigerante Coca-Cola, o energético Powerade, o suco Del Vale, a água Crystal e o chá Matte Leão têm em comum? Eles são marcas da Coca-Cola, que apenas no segmento de refrigerantes detém cerca de 60% do mercado nacional. E sabe quando está um dia de calor e você quer tomar uma cerveja? Há uma grande chance de que ela seja produzida pela Ambev, que concentra cerca de 70% do mercado com produtos como Brahma, Antarctica, Skol e Bohemia. A companhia Brasil Kirin (ex-Schincariol) possui pouco mais de 10%, e o Grupo Petrópolis, cerca de 10%.Empresas brasileiras A BRF – nascida da união entre Sadia e Perdigão – é líder em vários segmentos das gôndolas: está presente em 28 das 30 categorias de alimentos perecíveis analisadas pelo instituto Nielsen, como massas, congelados de carne, margarinas e produtos lácteos. A BRF está...




