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Os erros da direita brasileira

05/08/2010
Com sua imensa auto confiança, Lula chegou a dizer que esta seria a campanha mais fácil para o PT. Comparado com as anteriores, o PT dispõe da vantagem de poder apresentar os resultados do seu governo e não ter que estar confinado ao marco das críticas aos governos dos outros. Este fator já contou fortemente para decidir favoravelmente a eleição de 2006, mas agora, com os dois mandatos, parece contar de maneira ainda mais decisiva. Mas para ganhar o favoritismo na campanha atual, contou-se também com os erros da direita, de que esta campanha é uma demonstração cabal. Antes de tudo a direita – que conta, sobretudo com o monopólio dos meios de comunicação como sua maior força – seguiu acreditando em um poder que se revela cada vez mais declinante. A campanha contra o governo em 2005 e a utilização pesada desse monopólio no primeiro turno das eleições de 2006 – em que tiveram peso determinante, com suas manipulações, para a passagem ao segundo turno – lhes deram uma sensação de onipotência, de falar em nome do país da opinião pública. Ficaram com a impressão de um poder que já era declinante e que perdeu aceleradamente força conforme o apoio ao governo se consolidou. Mas os maiores equívocos vieram da assunção dos valores neoliberais a fundo, acreditando que a população seria solidária com essas posições, confundindo seus interesses com os do país – como é típico da mídia conservadora. Passaram a acreditar que a população brasileira não gosta do Estado, que tudo o que vem do Estado lhe aparece como negativo e que, por conseqüência, o que vem do mercado aparece como positivo à população. Criticam qualquer gasto governamental, sem nunca discriminar sua destinação, como se à população qualquer ação estatal aparecesse como negativa. Não discriminam se se trata de contratar burocratas ineficientes – o clichê que tem do funcionário público – e não professores, enfermeiras, médicos, para atender a massa da população. As críticas de FHC e do Serra sobre o “corporativismo” (?) do governo Lula não fazem nenhum sentido para a população, que nem entende o que significa, nem considera que seja um dos problemas essenciais do Brasil. A própria revista conservadora britânica The Economist considera que o povo brasileiro gosta do Estado, que lhe garante direitos. Como esta problemática não está incluída na ótica neoliberal – a dos direitos -, a direita brasileira é vitima dos seus próprios preconceitos e fica na contramão da opinião dos brasileiros. Da mesma forma, consideram que a participação do movimento sindical e dos partidos seja considerada negativamente pelo povo, assim como julgam que qualquer critério ideológico seja desvirtuador dos objetivos do Estado. O povo prefere um governo que tenha...

Hoje tem debate com presidenciáveis na TV Bandeirantes

04/08/2010
A série de debates televisivos começa hoje, na TV Bandeirantes, às 22 h. A pergunta de abertura do debate entre os principais candidatos à Presidência será elaborada a partir dos temas que mais preocupam os internautas do portal eBand. Você pode escolher um tema do seu interesse ou, se preferir, sugerir um novo tema: clique aqui. Quatro candidatos participam do encontro que ocorre na sede do Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo, e será transmitido ao vivo para todo o país: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (Psol). A ampliação do tempo destinado aos candidatos no debate é uma das principais novidades. Em relação ao debate de 2006, neste ano haverá uma rodada a mais de perguntas de “candidato para candidato”. Mais tempo O diretor nacional de jornalismo da Band, Fernando Mitre, afirma que as regras foram aperfeiçoadas e que, após uma série de reuniões com todas as legendas, chegou-se a uma fórmula que dá aos concorrentes maior possibilidade de expor suas propostas. “Esse debate oferecerá mais conteúdo ao telespectador, por isso terá um índice de utilidade maior do que nos anos anteriores”, ressalta. Mitre complementa: “o eleitor está acompanhando a pré-campanha há bastante tempo. E é a primeira vez que verá todos os candidatos juntos, debatendo. Esse encontro vai dar o tom da campanha”. O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República será transmitido pelas tevês Band e Bandnews (canal de notícias do Grupo Bandeirantes). Também transmitem o encontro a Rádio Bandeirantes (AM 840 FM 90,9), Bandnews FM (96,9) e o Portal eBand.   Entenda a dinâmica do debate O debate entre presidenciáveis terá cinco blocos: 1º Bloco: os candidatos respondem a uma mesma pergunta elaborada pela produção com base em temas sugeridos pelos internautas do eBand (www.eband.com.br). A pergunta será respondida, em dois minutos, seguindo ordem de sorteio. Em seguida, neste mesmo bloco, inicia-se a rodada de perguntas de candidato para candidato. A ordem para perguntar será sorteada. Pergunta: 30 segundos Resposta: 2 minutos Réplica: 1 minuto Tréplica: 1 minuto 2º e 3º Blocos: candidato pergunta para candidato, nos mesmos moldes do primeiro bloco. 4º Bloco: Os jornalistas José Paulo de Andrade e Joelmir Beting fazem perguntas aos candidatos. O jornalista faz a pergunta a um determinado candidato e escolhe outro para comentar a resposta. A regra assegura que todos serão perguntados e todos comentarão. Pergunta: 30 segundos Resposta: 2 minutos Comentário: 1 minuto Réplica: 1 minuto 5º Bloco: o debate termina com a última consideração de cada candidato. Valerá a ordem invertida do primeiro bloco. Ou seja, o último a falar no primeiro bloco será o primeiro a tecer as considerações finais. Tempo de cada candidato:...
Senado aprova licença-maternidade de seis meses
04/08/2010
A licença-maternidade de seis meses foi aprovada no Senado na noite de ontem (3). A proposta de emenda à Constituição (PEC) obteve 62 votos a favor e nenhum contra. Aprovado em segundo turno, o texto segue agora para a Câmara, onde será analisado com outra PEC. Se for aprovado também pelos deputados, todas as mulheres passarão a ter direito a 180 dias de licença do trabalho depois de dar à luz, e não mais 120 dias como prevê a lei atual. Uma lei aprovada em 2008 já procura incentivar a licença-maternidade maior, oferecendo incentivos fiscais às empresas que dão o benefício de dois meses a mais de afastamento às funcionárias que se tornam mães. A diferença da PEC é que o novo período de licença passa a ser obrigatório para os contratantes. Mariana Jungmann / Repórter da Agência Brasil...

Ideli critica promessa de Serra em acabar com MDA

04/08/2010
A candidata ao Governo do Estado pela Coligação A Favor de SC, Ideli Salvatti, criticou duramente a promessa feita por Serra em acabar com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) caso seja eleito. “Se isso ocorrer os maiores prejudicados serão os agricultores familiares, que constituem a base econômica da região Oeste e de grande parte do Estado. Isso não podemos permitir”. Dentre os principais programas do MDA estão o Pronaf, o Programa de Aquisição de Alimentos e também a habitação rural. Ideli afirmou que a agricultura familiar não pode ser tratada da mesma maneira que a agricultura de grande porte. “O processo é diferente e as peculiaridades também. Temos que manter a atenção especial que o presidente Lula propiciou nos últimos anos, com crédito, assistência técnica”. Ideli também afirmou que como governadora dará atenção especial ao setor, considerada por ela fundamental. “Complementaremos as políticas federais através de fortes investimentos do Governo do Estado. Além disso, garantiremos que a base da alimentação da merenda escolar venha de produtos adquiridos diretamente da agricultura familiar”. Ela criticou a privatização da merenda escolar feita pelo atual Governo do Estado, o que, segundo ela, deixa de investir R$ 70 milhões por ano no setor. “Isso mudará em nosso governo”. Fonte:...

Senado pode votar nesta semana obrigatoriedade de licença-maternidade de seis meses

03/08/2010
A ampliação obrigatória da licença-maternidade para seis meses pode ser votada esta semana no Senado. Em meio ao esforço concentrado que os senadores estão fazendo, a proposta de emenda à Constituição (PEC) pode ser votada em segundo turno, sendo em seguida encaminhada à Câmara dos Deputados.   Atualmente, há uma lei que concede incentivos fiscais às empresas que derem 180 dias de licença às suas funcionárias, mas a adoção do benefício não é obrigatória. Com a mudança na Constituição, caso a PEC também seja aprovada na Câmara, toda mulher que tiver filho terá o direito de se afastar do trabalho por mais dois meses – atualmente a licença é de quatro meses.   Outras duas PEC também estão na pauta da Casa para serem votadas. Uma delas trata da obrigatoriedade do diploma de comunicação social para o exercício da profissão de jornalista. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional que alguém fosse impedido de atuar como jornalista por não ter o título. Agora, uma emenda constitucional pode tornar a formação superior novamente pré-requisito para exercer a profissão.   A outra PEC que pode ser votada esta semana trata da efetivação de servidores do Amapá e de Roraima que foram contratados na época que esses estados ainda eram territórios federais. A mudança constitucional vai regularizar a situação das pessoas que foram incluídas nos quadros dos ex-territórios até a instalação dos estados, que se realizou com a posse do primeiro governador em janeiro de 1991. Atualmente, só está regularizada a situação dos funcionários que haviam sido contratados até a criação dos estados em 5 de outubro de 1988.   A votação das emendas constitucionais, contudo, depende antes da votação de quatro medidas provisórias que trancam a pauta do Senado. Hoje (3), uma reunião de líderes partidários no início da tarde deverá definir a pauta de votações. Agência...

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