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Exportações crescem 26,5% e importações, 44,7%

27/07/2010
 A corrente de comércio (soma de exportações e importações) atingiu a cifra recorde de US$ 196,768 bilhões nos 140 dias úteis deste ano, até a última sexta-feira (23), com aumento de 34,6% em relação às movimentações de vendas e de compras externas em igual período do ano passado, de acordo com números divulgados ontem (26) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.   O número traz, a princípio, a ideia de retomada do comércio internacional para gerar grande superávit (saldo positivo) na balança comercial, não fosse o fato de o Brasil estar comprando bem mais do que vendendo. Os dados do MDIC mostram que nossas exportações somaram US$ 103 bilhões no ano, com evolução de 26,5% sobre igual período de 2009, mas as importações, no valor de US$ 93,7 bilhões, aumentaram 44,7%.   Em decorrência, o saldo da balança comercial no acumulado do ano chega a apenas US$ 9,364 bilhões, com superávit médio diário de US$ 66,9 milhões, ao passo que a média diária do saldo comercial, no mesmo período do ano passado, foi de US$ 119,4 milhões. Houve redução de 44% no saldo obtido até agora, o que eleva a perspectiva para um déficit (saldo negativo) de conta-corrente de US$ 48 bilhões com o exterior neste ano, segundo o boletim Focus do Banco Central.   Tomando-se por base a movimentação do comércio externo neste mês (17 dias úteis), o fosso entre exportações e importações continua. As vendas externas somaram US$ 13,879 bilhões, com evolução de 32,8% sobre a média diária das exportações do mês passado, e as compras brasileiras lá fora totalizaram US$ 12,394 bilhões, com aumento de 49,3%. Em razão disso, o saldo médio diário da balança comercial neste mês está 19,4% menor do que a média do mês...

Ideli: “A gente quer fazer em Santa Catarina o que está dando certo no Brasil”

27/07/2010
Ideli Salvatti, candidata ao Governo do estado pela coligação “A Favor de Santa Catarina”, foi a entrevistada da edição desta segunda-feira (26) da coluna Pelo Estado, da ADI. Na entrevista, Ideli destaca suas propostas para saúde pública, diz que quer dar continuidade ao Governo Lula e fala da importância das mulheres nesta eleição: “As mulheres vêm construindo esta possibilidade de debate com a sociedade. Ter a oportunidade de governar tanto o Brasil quanto SC é um momento muito rico. É um momento para quem conseguiu o direito de votar e ser votada há menos de 80 anos. É algo para a gente comemorar”. A entrevista foi concedida aos jornalistas Jeferson Ávila e Bárbara Sperb. Confira a íntegra da entrevista com a candidata Ideli Salvatti. [PeloEstado] – Por que ser governadora? Ideli Salvatti – Porque a gente quer fazer em Santa Catarina o que está dando certo no Brasil, melhorar a vida concretamente das pessoas. [PE] – Quais os erros e acertos do atual governo? Ideli – O maior erro do atual governo é não ter aproveitado e não ter sido parceiro em todos os projetos que o governo federal desenvolve.Tem uma série de políticas nacionais que estão dando muito certo e que o governo do estado não aproveitou. Eu considero isso erro. O principal acerto é a idéia da descentralização. Apesar de eu não concordar totalmente na forma como ela é executada, Santa Catarina só e forte se todas as regiões forem fortes. [PE] – E as Secretarias de Desenvolvimento Regionais (SDR´s)? Pretende fazer mudanças? Ideli – Fortalecer as regiões não passa apenas pela estrutura administrativa. A saúde está distribuída proporcionalmente em todas as regiões? Não está. A segurança está distribuída e atendendo a necessidadede cada região? Não está. Os incentivos fiscais que o governo do estado tem nos projetos e programas estão distribuídos proporcionalmente à economia de cada região? Não está. Então quando me perguntam se vou manter as SDR´s, eu vou fazer tudo o que for necessário pra que cada região tenha o atendimento e serviço público adequado as suas necessidades. [PE] – A senhora vota na Dilma. Por quê? Ideli – Em primeiro lugar, porque eu conheço a Dilma, a sua competência e capacidade. Uma pessoa da primeira hora, que tem uma história, tem lado, sabe o que é importante para a população e para a democracia brasileira. Então eu não tenho a menor dúvida, que estaremos muito bem representados. [PE] Um dos principais temas desta eleição é a saúde pública. Qual o seu plano para melhorá-la? Ideli – Quando eu falo em fortalecimento regional é isto. É preciso ter uma distribuição racional do atendimento de baixa, média e de alta complexidade, de forma que a...

Serra, o P-P-P-P, é mentiroso mesmo

27/07/2010
Na noite do dia 15, respondendo a jornalistas no Rio de Janeiro e também durante minha fala na abertura de ato político com a presença do governador Sérgio Cabral, repeti que o Serra é mesmo mentiroso quando fala que foi autor dos projetos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do seguro-desemprego. Serra não é ator. Então, é mentiroso. Prova maior é ele ter dito ontem, numa tentativa de recuar um pouco e torcer para ninguém notar, que não é mais autor, é “co-autor”. Sobre ter dito que a CUT é pelega, também mente. E incorre num discurso da mais empedernida direita. Serra, com a formação que tem e a experiência política que teve, sabe bem o que é peleguismo e sabe que a CUT não é pelega. Sabe disso inclusive porque fomos nós que enfrentamos durante o governo dele e do FHC diversas tentativas de retirada de direitos dos trabalhadores. Um dos projetos do Serra/FHC era mexer no artigo 618 da CLT, que flexibilizaria as regras e abriria uma imensa avenida para os patrões extinguirem direitos como férias, por exemplo. Nesse episódio, eles foram derrotados pela CUT e nossas entidades filiadas, que colocamos mais de um milhão de pessoas nas ruas, em protesto, no dia 21 de março de 2002. No governo Lula e da ministra Dilma, nenhum direito dos trabalhadores foi retirado. Quando houve uma tentativa patronal para fazê-lo, através da famigerada emenda 3, Lula ouviu nossa reivindicação e vetou a emenda, em 2006. Tempos depois, a bancada patronal no Congresso tentou derrubar o veto e fomos para as ruas de novo, em diversas manifestações, e impedimos o retrocesso. Parte do atual governo defendia uma reforma da Previdência que retirasse direitos. Fomos contra, pressionamos, e o governo entendeu. Inclusive com o Lula, publicamente, defendendo que o caráter social da Previdência, definido pela Constituição, derruba a tese de que o sistema é deficitário. O salário mínimo teve uma série histórica de aumentos reais porque a CUT e as centrais foram para as ruas, nas Marchas Nacionais do Salário Mínimo, pressionar a elevação das verbas para esse fim previstas no orçamento da União. Os trabalhadores e trabalhadoras públicos tiverem seus salários recompostos e carreiras reestruturadas porque a CUT fez greve e mobilização, além de ter sabido construir propostas e negociar. No governo Serra/FHC, o Estado foi desmantelado. No governo Lula, houve abertura de concursos. Aumentou e muito o número de empregos formais no mercado privado. Esse breve comparativo já mostra que não dá pra ter dúvida quanto a quem apoiar. Com a Dilma, esses avanços já consolidados permanecem, e acredito que será possível dialogar com seu governo, sensível à pressão popular, em busca de mais conquistas sociais. Já...

Descaso: Governo de Santa Catarina anuncia contratação de professores ACTs, ratificando a precarização da educação

26/07/2010
O Governo, através da SED, anunciou na última semana, a abertura do processo seletivo para professores ACTs/2011. A contratação temporária de professores é prevista em lei, porém, só em casos emergenciais (conforme a Constituição Federal em seu artigo 37, inciso IX). Isto é, o processo anunciado pela SED é inconstitucional, pois estas contratações vem se repetindo nos últimos anos. O SINTE/SC questiona a realização  de mais um processo seletivo para professores ACTs pela SED.   Todos os anos são mais de 15 mil professores ACTs nas escolas da rede pública estadual catarinense. O último concurso público realizado pela SED para contratação no magistério foi realizado em 2005 – ou seja, já se passaram cinco anos sem que o Governo tenha realizado concurso público para a efetivação de professores. O SINTE/SC exige concurso público imediatamente para que haja uma redução significativa do número de ACTs nas escolas do estado. Se não bastasse a inconstitucionalidade do processo seletivo, há ainda enorme gasto que o governo terá com este processo: R$ 1 milhão e 400 mil, sem que sejam revelados onde e como serão utilizados estes recursos. O SINTE/SC defende o concurso público porque assim se assegura ao profissional da educação a estabilidade no emprego, possibilita o crescimento profissional e salarial já que o professor ACT, por ser temporário, não ingressa legalmente na carreira do magistério; ou melhor, por ser temporário não tem todos os direitos que a carreira garante ao professor efetivo. Além disso, o concurso diminuiria significativamente a rotatividade dos professores nas escolas. (Professor ACT troca de escola praticamente todos os anos). Segundo a diretopria do SINTE/SC, a SED vai gastar uma fortuna para a realização do processo seletivo para ACTs/2011 em contrato assinado com a ACAFE (iniciativa privada). Esse valor poderia ser empregado de forma mais responsável em um concurso público para o magistério; e, ao invés de contratar a ACAFE , o governo poderia ter recorrido à UFSC ou a UDESC – instituições públicas. Mais um vez, o governo investe no desperdício do dinheiro público ao invés de valorizar o servidor. Hoje no Estado são quase 16 mil ACTs, enquanto que o número de efetivos não passa de 18 mil. Quase a metade dos professores no estado de Santa Catarina possuem contrato precarizados, sem estabilidade, sem direito ao plano de carreira e vivem trocando de escolas. Para piorar esta situação, nos últimos anos, os processos seletivos têm sido carregados de problemas: são professores que têm inscrição negada; classificação com erros; processo de escolha extremamente desorganizado; professores amigos de políticos sendo favorecidos, etc. Por tudo isto, o SINTE/SC exige concurso público já!...
“Precisamos diminuir as diferenças sociais e regionais” afirma Ideli
26/07/2010
“Precisamos diminuir as diferenças sociais e regionais”, afirmou a candidata da Coligação A Favor de Santa Catarina (PT, PR, PSB, PC do B, PRB, PHS, PSDC e PRTB), Ideli Salvatti, na manhã de domingo (25) em Jaraguá do Sul. Ideli participou do debate da Rádio Brasil Novo em Jaraguá do Sul. O evento marcou o aniversário de 134 anos do município, terra do candidato a vice-governador pela coligação, Guido Bretzke. Na ocasião, Ideli destacou diversos pontos considerados por ela fundamentais ao desenvolvimento do Estado e melhoria de vida das pessoas. Na questão da educação, a candidata petista destacou os principais investimentos do Governo Lula na região Norte, como unidades do Instituto Federal em Jaraguá do Sul, Joinville, Canoinhas e Araquari. “Além disso, conseguimos a interiorização da Universidade Federal de Santa Catarina em Joinville, um marco histórico”, afirmou. Ainda sobre a educação, Ideli se comprometeu a implantar o Piso Nacional dos Professores, já que o Estado é um dos únicos no Brasil a não assiná-lo. Sobre infraestrutura, Ideli comentou a inclusão da BR-280 no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o que, afirma, garante recursos para início e término da duplicação. “A obra está com o projeto de engenharia pronto e agora esperamos pela finalização do projeto ambiental”, disse. Segundo ela, é necessário também que o Governo do Estado também se preocupe com a área. “Até o momento já vieram R$ 256 milhões através do Governo Lula através da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para Santa Catarina. No entanto, apenas R$ 21 milhões deste total foram destinados à região de Jaraguá do Sul. É preciso priorizarmos todos os cantos do estado através de um fortalecimento regional efetivo”. Para ela, muitos são os investimentos federais, mas pouco se fala nos investimentos estaduais. “Onde estão os investimentos do Governo do Estado em educação, saúde, infraestrutura e segurança? O efetivo de policiais é deficitário em Jaraguá do Sul, enquanto vemos diversos policiais deslocados para outras funções em todo Estado”. Segundo ela, é necessário buscar recursos federais, mas também é preciso que o Governo do Estado contribua e destine recursos às regiões. “Só do “Minha Casa Minha Vida”, do Governo Lula, são R$ 35 milhões investidos em Jaraguá do Sul, enquanto o Governo do Estado destina apenas R$ 6 milhões para todos os municípios. Isso é praticamente nada, não podemos admitir”. Ainda finalizou. “Assumo o compromisso de cumprir todos os apontamentos feitos pelo Orçamento Regionalizado. Somente assim teremos um Estado forte em todas as regiões”....

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