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Quem deixou para tirar ou transferir o título eleitoral na última hora pode enfrentar filas

04/05/2010
Não tem jeito, quem deixou para tirar ou transferir o título de eleitor nos últimos dias, deverá ter paciência. Até esta quarta-feira, todos os cartórios do Estado abrem das 8h às 19h para atender as pessoas que precisam regularizar sua situação. Mesmo com o horário estendido, nesta segunda-feira o dia foi de fila em muitos cartórios. Na Central de Atendimento ao Eleitor em Florianópolis, na rua Esteves Júnior, por volta das 15h a fila atravessava a quadra, chegando até a esquina com a rua São Francisco. Até este horário, 452 pessoas já haviam sido atendidas. De acordo com o coordenador da Central, Ayrton Teixeira, o movimento era intenso desde a abertura e deve aumentar ainda mais até quarta. Teixeira afirma que o movimento era esperado, principalmente porque durante o fim de semana, quando os cartórios fizeram plantão, a procura ficou abaixo das expectativas. No sábado foram atendidos 299 eleitores e, no domingo, 350. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), a maior demanda é para tirar a primeira via do título (42.330 em todo o estado), seguida pelos pedidos de transferência (36.167) e pela revisão (17.384). — Neste momento a principal orientação é ter paciência e procurar se informar antes de ir para o cartório, para chegar com toda a documentação correta — destaca Teixeira. Apesar da fila que se formava em frente ao cartório, para Paulo Carneiro, 65 anos, e Graça Carneiro, 61 anos, o atendimento foi rápido. Depois de se mudarem há dois anos do Pará para Santa Catarina, o casal foi nesta segunda-feira ao cartório para transferir o título. Segundo Paulo, tratamentos de saúde impediram que fizessem a transferência antes. Para ele, é importante manter a situação do título regularizada para poder votar — Além disso, temos netos aqui e queremos Santa Catarina e Florianópolis cada vez melhores para eles. Queremos contribuir para a formação de uma geração mais consciente — completa Graça. A procura pelos cartórios eleitorais também foi grande em outros municípios da Grande Florianópolis. No cartório de São José, no bairro Kobrasol, a manhã foi tranquila, mas uma fila começou a se formar durante a tarde. Até as 16h, haviam sido distribuídas cerca de 550 senhas. Em Palhoça, também houve pouca procura durante a manhã, mas no período da tarde era necessário aguardar o atendimento. Até as 16h, 260 pessoas haviam sido atendidas no local. Pelo Estado Em Joinville, só nesta segunda a Central do Eleitor atendeu a 1,3 mil pessoas. Em dias de movimento normal, cerca de cem eleitores procuram o cartório. As filas começaram a se formar logo cedo. Foram distribuídas senhas e o atendimento, ampliado: ocorre das 8h às 19h na rua Jaguaruna, 38, Centro. Mais de de 300 pessoas...

Lula diz que comércio regional não deve ser tratado em “gincana eleitoral”

04/05/2010
 São Paulo – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu ontem (3) a aposta da política externa brasileira no fortalecimento das relações comerciais do país com os membros do Mercosul. Lula destacou que o comércio regional brasileiro foi um dos fatores que possibilitaram o país a superar a crise econômica internacional. Para o presidente, o assunto não deveria ser tratado superficialmente em uma “gincana de retórica eleitoral”. “O comércio regional não cabe mais no espaço do pequeno preconceito ideológico. Nem pode ser tratado superficialmente em uma gincana de retórica eleitoral”, disse. “A opção desse governo pela diversificação dos parceiros comerciais, bem como a aposta no fortalecimento do comércio regional com o Mercosul, revelou ser um acerto nas provas cruciais da crise mais dramática, mais vivida pela economia nos últimos anos”, completou. Lula discursou na cerimônia comemorativa dos dez anos do jornal Valor Econômico, em São Paulo. O presidente da República defendeu ainda a postura brasileira de diversificar os parceiros comerciais de suas pauta de exportações. Para Lula, os países que atrelaram suas economias aos Estados Unidos sucumbiram com a retração norte-americana. “Quem atrelou seu mercado e seu parque industrial ao livre comércio com os Estados Unidos, como se defendia aqui nos anos 90, sucumbiu dramaticamente sob o peso da contração comercial norte-americana”. Lula, no entanto, ressalvou que as trocas comerciais brasileiras com os Estados Unidos tiveram forte crescimento nos últimos anos, acima até dos resultados obtidos por países que tinham acordos bilaterais com os EUA. “O Brasil, no entanto, não descuidou das trocas com os parceiros tradicionais. Não subtraímos. Apenas ampliamos estrategicamente o leque das relações comerciais, como nunca se fez na história da diplomacia brasileira”. O presidente afirmou ainda que o país deveria, na disputa eleitoral, refletir sobre a transição da condição de economia emergente para a de potência global. "O debate eleitoral que se aproxima deveria ser entendido como uma oportunidade única para se pensar com grandeza a transição de uma economia emergente para a condição de potência global”. Bruno Bocchini / Repórter da Agência...

PT representará contra o PSDB por uso de verba pública em ato evangélico

04/05/2010
 O Partido dos Trabalhadores deve entrar com uma representação contra o PSDB por uso de verba pública no encontro religioso que recebeu o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, como convidado de honra, em Santa Catarina. O governo de Santa Catarina e a Prefeitura de Camboriú (84 km de Florianópolis), ambos administrados por correligionários de Serra, destinaram R$ 540 mil para a realização do 28º Congresso Internacional de Missões –quase dois terços da verba usada pelo evento. De acordo com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, o dinheiro usado na realização do evento é "dinheiro público desviado de suas funções, portanto irregular". Um advogado foi designado pela direção nacional do partido para tratar da questão e ainda hoje deverá ser tomada uma posição com relação ao...

Avante, Brasil!

04/05/2010
 Para milhões de brasileiros, hoje é dia de celebrar a cidadania, representada pela conquista da Carteira de Trabalho assinada. Fruto de décadas de luta dos trabalhadores, este documento não apenas garante a homens e mulheres uma vida com mais dignidade: também ajuda a fortalecer nossa economia. Nos últimos sete anos, o Brasil criou mais de 12 milhões de empregos formais, confirmando a acertada política econômica do governo Lula. Para se ter a dimensão deste dado, basta lembrar que o mercado formal cresceu 40% no período, e geramos mais empregos do que em qualquer outro momento da história. Muitos fatores contribuíram, mas nenhum foi tão importante quanto a política de valorização do salário mínimo. Os sucessivos reajustes garantiram aumento de 54% acima da inflação, que injetou bilhões de reais na economia, diretamente para aqueles que mais precisam: os trabalhadores brasileiros. Segundo o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a remuneração média do trabalhador brasileiro com emprego formal teve um ganho real de 26%, crescendo em todos os setores econômicos. Mais bem partilhado, o bolo cresceu. O mercado interno aumentou o consumo e levou o Brasil a vencer a crise financeira internacional, com registro de recordes em sua indústria. Enquanto países importantes do mundo entravam em recessão e demitiam seus trabalhadores, aqui no Brasil conseguimos gerar um milhão de novos empregos com carteira assinada em 2009. E o melhor está por vir: mantida a atual taxa de formalização de mãode obra, 2010 será o ano com maior geração de empregos da história do Brasil, com a criação de 2 milhões de novos empregos. Um sinal evidente de que o País está dando certo e precisa seguir avançando. Jornal O Dia Autor: Carlos Lupi – Ministro do...

Dia de luta e de se olhar para o futuro, diz Dilma em ato da CUT

03/05/2010
A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, participou no sábado do 1º de Maio Latino-Americano, promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, que reuniu trabalhadores e dirigentes sindicais de países da América do Sul para debater o novo modelo econômico com Estado forte que está se desenvolvendo na região. O evento fez parte da agenda de comemorações do Dia Internacional do Trabalhador e Dilma lembrou durante seu discurso a importância que a Petrobras tem hoje para o Brasil e que no passado tentaram inclusive mudar seu nome para “Petrobrax”. O 1º de Maio Latino-Americano reuniu cerca de 10 mil trabalhadores no Memorial da América Latina. O presidente da CUT, Arthur Henrique, afirmou que o objetivo das comemorações nesse ano eram um pouco diferentes das dos outros anos, porque os sindicalistas estavam fomentando o debate sobre o modelo econômico regional e não só fazendo uma grande festa. “Houve um momento que queriam mudar o nome da Petrobras nesse país, trocando o bras por brax. Era como se o bras de Brasil desmoralizasse a empresa”, disse Dilma. Segundo ela, hoje é um dia de luta e de se olhar para o futuro. Mas, também é um momento de reflexão “para ver se o que foi prometido no passado foi cumprido, para se ter certeza que quem prometeu pode cumprir no futuro”. Ela lembrou de uma promessa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez em 2003, após assumir a presidência, dizendo que iria “recuperar a dignidade do povo brasileiro, a autoestima e gastar todo recurso que tinha para melhorar a vida dos brasileiros”. “Lula vem cumprindo todo dia esse compromisso”, discursou. Dilma disse que nunca se gerou tanto emprego e oportunidades no país e que o trabalhador não tem mais medo de perder o emprego, como tinha no passado. “O povo sabe que não vai mais perder o emprego e que ele vai ter que viver de bico”, disse. Ela salientou a importância da relação do governo com as centrais sindicais e disse que projetos como o do crédito consignado só foram possíveis porque os sindicalistas levaram a proposta até o presidente...

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