20/03/2026
As distorções do debate empresarial contra o fim da escala 6×1 Nos últimos meses, a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 – seis dias de trabalho para apenas um de descanso – ganhou força no debate nacional. A reivindicação nasce de uma realidade evidente: milhões de trabalhadores brasileiros vivem submetidos a jornadas extenuantes que comprometem sua saúde, sua vida familiar e sua qualidade de vida. Em Santa Catarina não é diferente, apenas no comércio do estado, em torno de 90% dos trabalhadores do setor estão na escala 6×1. Assim, aproximadamente 368 mil trabalhadores do comércio catarinense clamam pela redução da jornada de trabalho e pelo aumento da vida além do trabalho. Diante dessa mobilização crescente da classe trabalhadora, setores empresariais passaram a reagir com estudos que distorcem o debate sobre os efeitos dessa mudança da jornada de trabalho. Uma das recentes distorções veio de um relatório divulgado pela Fecomércio de Santa Catarina, segundo o qual o fim da escala 6×1 poderia eliminar até 27 mil empregos no estado. A conclusão ganhou manchetes e foi apresentada como se fosse resultado de uma análise técnica rigorosa. Mas uma leitura atenta do próprio relatório mostra algo bem diferente: o estudo é repleto de premissas frágeis, escolhas metodológicas aleatórias e omissões que distorcem o debate público em favor das elites econômicas do nosso estado e país. O aumento de custos foi artificialmente inflado O ponto de partida do relatório da Fecomércio é afirmar que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais elevaria o custo da hora trabalhada em setores como comércio e serviços. Isso é verdade do ponto de vista contábil: se o salário mensal permanece igual e a jornada diminui, o custo por hora aumenta. O problema é que o estudo se limita a calcular apenas esse indicador, ignorando a composição real dos custos das empresas. No comércio brasileiro, por exemplo, despesas com trabalho representam menos de 20% dos custos operacionais totais. Quando se considera o conjunto dos custos – incluindo aluguel, energia, transporte, insumos e mercadorias – o impacto real da redução da jornada seria muito menor. Um aumento médio de 9,4% no custo da hora trabalhada no comércio significaria algo próximo de 1% de aumento no custo total do setor. Em outras palavras: o relatório destaca um número isolado e o apresenta como se fosse o impacto econômico completo. A estimativa de demissões foi construída sobre um número aleatório A parte mais alarmista do estudo é a previsão de destruição de empregos. Para chegar a esse resultado, o relatório supõe que cada aumento de 1% no custo do trabalho levaria a uma queda de 0,3% no emprego. O problema é simples: não existe qualquer...18/03/2026
O Projeto de Lei Complementar (PLC 2/2026), que trata do reajuste do Piso Salarial Estadual para 2026, foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (18 de março) pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com 23 votos favoráveis. O aumento médio estabelecido é de 6,49% nas quatro faixas do Piso, que passam a vigorar com os seguintes valores: 💰 1ª faixa: R$ 1.842,00💰 2ª faixa: R$ 1.908,00💰 3ª faixa: R$ 2.022,00💰 4ª faixa: R$ 2.106,00 A aprovação ocorreu após mobilização das entidades sindicais, que acompanharam a votação presencialmente na Alesc. O texto já havia passado pela Comissão de Trabalho na terça-feira (17), mas não foi apreciado naquele momento por falta de quórum. Agora, a proposta segue para sanção do governador, etapa necessária para que os novos valores passem a valer oficialmente. O Piso Estadual representa uma importante conquista histórica da classe trabalhadora catarinense e continua sendo referência nas negociações coletivas de diversas categorias em todo o...04/03/2026
Representantes dos trabalhadores e das entidades patronais entregaram ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, nesta quarta-feira (04), a proposta de reajuste para 2026 do Piso Salarial Estadual. O acordo é resultado de três rodadas de negociação entre as partes. A proposta prevê reajuste médio de 6,49% nas quatro faixas do Piso, com os seguintes valores: 💰 1ª faixa: R$ 1.842,00 💰 2ª faixa: R$ 1.908,00 💰 3ª faixa: R$ 2.022,00 💰 4ª faixa: R$ 2.106,00 Durante o encontro, o coordenador sindical do DIEESE, Ivo Castanheira, reforçou a importância de que o projeto seja encaminhado rapidamente para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, sem emendas, preservando o acordo construído na mesa de negociação. Segundo ele, o Piso Estadual é uma referência importante para as negociações coletivas de diversas categorias em todo o estado. Durante a reunião, Jorginho Mello destacou os indicadores econômicos do estado e afirmou que Santa Catarina “é bom em tudo”. A secretária de Formação da CUT-SC, Adriana Maria, questionou a afirmação e lembrou que, apesar do bom desempenho econômico, o Piso Estadual catarinense ainda é menor que o do Paraná, defendendo a necessidade de avançar na valorização salarial dos trabalhadores do estado. (Foto e informações: assessoria...26/02/2026
Na tarde desta quinta-feira (26), após três rodadas de negociação marcadas por intensos debates entre representantes dos trabalhadores e do setor patronal, foi concluído o acordo para o reajuste do Piso Salarial Estadual de Santa Catarina. O índice médio de aumento ficou em 6,49% nas quatro faixas salariais. Com o entendimento construído na mesa de negociação, os novos valores passam a ser: 💰 1ª faixa: R$ 1.842,00💰 2ª faixa: R$ 1.908,00💰 3ª faixa: R$ 2.022,00💰 4ª faixa: R$ 2.106,00 A negociação do Piso é realizada anualmente desde 2009, quando foi instituído em Santa Catarina, e já soma 16 acordos firmados. Esse histórico demonstra que a mobilização sindical e a negociação coletiva seguem sendo ferramentas fundamentais para garantir avanços concretos nos salários e na qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Seguimos firmes e mobilizados por mais direitos, mais valorização e melhores condições de vida para toda a classe trabalhadora!...19/02/2026
Lojas, mercados, farmácias e até hotéis de luxo já estão mudando a escala de trabalho de 6×1 pra 5×2, dando mais um dia de folga por semana pros funcionários, enquanto o Congresso ainda discute a mudança. Exemplos como o Copacabana Palace, as redes Pague Menos, Drogarias Pacheco, Drogaria São Paulo e a H&M já adotaram o novo modelo. Especialistas dizem que a tendência é nacional, pois a rotina exaustiva afasta trabalhadores e aumenta a rotatividade. Propostas pra reduzir a jornada estão em debate no Senado e na Câmara, e o governo federal já declarou apoio ao fim da escala 6×1. A mudança não é só uma questão de conforto, mas de saúde física e mental, qualidade de vida e produtividade. A escala 6×1 impõe jornadas longas, pouco tempo de descanso e quase nenhuma convivência familiar, afetando principalmente mulheres e trabalhadores do comércio e serviços. Onde o modelo 5×2 já foi implantado, empresas relatam maior engajamento, menos faltas e equipes mais estáveis. Se o setor privado já começa a reconhecer que trabalhador descansado produz mais e melhor, é hora de transformar essa realidade em regra, garantindo por lei um direito básico: tempo para viver além do trabalho. Fonte: UOL...06/02/2026
No fim da tarde de quinta-feira (5 de fevereiro), quando grande parte dos trabalhadores deixavam seu local de trabalho para retornar para casa, representantes do movimento sindical estiveram em frente do Terminal Integrado do Centro (Ticen) para conversar com quem mais sente, no dia a dia, o peso, e agora também o alívio, do salário no bolso. A panfletagem foi um momento de escuta, troca e diálogo direto com os trabalhadores e trabalhadoras. Em comum, muitos sorrisos e comentários animados: a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil já começou a aparecer no salário de fevereiro, garantindo um dinheiro a mais no mês para ajudar nas contas, no mercado e no orçamento familiar. O ato foi organizado pela CUT Santa Catarina e contou com a participação de diretores da FECESC. Entre uma conversa e outra, não faltaram relatos de satisfação. Outros, que ainda não haviam recebido o salário, pararam para tirar dúvidas, fazer contas rápidas e entender quanto passariam a deixar de pagar de Imposto de Renda a partir deste mês. O clima era de curiosidade, alívio e reconhecimento de que a mudança faz diferença concreta na vida de quem vive do trabalho. A atividade contou com a participação de diversos dirigentes CUTistas da regional Florianópolis, reforçando o papel do movimento sindical na disputa de ideias e na valorização das conquistas da classe trabalhadora. Durante a ação, dirigentes destacaram que a isenção do IR é fruto de uma promessa de campanha do presidente Lula que virou realidade, mas também de anos de mobilização das centrais sindicais em defesa de um sistema tributário mais justo. Com informações da assessoria de comunicação da CUT/SC. ...22/01/2026
Em ação do Ministério Público do Trabalho de Campinas, a Justiça do Trabalho concedeu liminar determinando que o Supermercado Maxxi Atacado regularize imediatamente a jornada de trabalho de seus empregados. A empresa está proibida de exigir horas extras como condição para a concessão do descanso semanal remunerado. Os funcionários precisavam cumprir certa carga horária de horas-extras para só então conseguirem o descanso semanal remunerado. A decisão é resultado de uma investigação que identificou jornadas excessivas, supressão do descanso semanal e irregularidades no pagamento de horas extras. Caso a determinação seja descumprida, a empresa poderá ser multada em R$ 10 mil por ocorrência e por trabalhador prejudicado. Além da liminar, o Ministério Público do Trabalho também pede, no mérito da ação, o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Fonte: Ministério Público do...05/01/2026
A Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), maior organização sindical da América Latina, vem a público manifestar seu mais veemente repúdio aos graves episódios de agressão externa ocorridos neste dia 3 de janeiro de 2026 contra a República Bolivariana da Venezuela. Tais acontecimentos não representam apenas um ataque a uma nação soberana, mas uma afronta direta à estabilidade democrática de toda a nossa região e aos princípios fundamentais do Direito Internacional. A tentativa de imposição de força e a violação da integridade territorial venezuelana são práticas imperialistas que não possuem lugar no século XXI. Diante da gravidade dos fatos, a CUT reafirma: 1. Solidariedade de Classe: expressamos nosso total apoio à classe trabalhadora venezuelana, que é sempre a mais atingida por bloqueios, sanções e intervenções militares que desestabilizam a economia, destroem postos de trabalho e precarizam a vida. 2. Defesa da Autodeterminação: reiteramos que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo, sem ingerências externas, pressões militares ou coerções econômicas que ferem a Carta das Nações Unidas e a Carta da OEA. 3. Justiça Social e Soberania: Para a CUT, não existe defesa de direitos trabalhistas sem a defesa da soberania nacional. A classe trabalhadora brasileira se coloca em prontidão contra qualquer tentativa de transformar o continente em palco de conflitos geopolíticos que servem apenas aos interesses alheios ao bem-estar dos nossos povos. 4. Defesa dos Direitos Humanos: Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, sequestrados em sua residência por militares norte-americanos. Não aceitaremos que a força se sobreponha ao diálogo e que a soberania de um povo irmão seja atropelada. A luta por democracia, paz e justiça social é internacional e indivisível. Pela paz na Venezuela! Pela soberania dos povos da América Latina! São Paulo, 03 de janeiro de 2026. Sergio Nobre Presidente da CUT Brasil Antonio Lisboa Secretário de Relações Internacionais da CUT...17/12/2025
Que o Natal seja um tempo de solidariedade e renovação das nossas energias. E que o novo ano nos encontre unidos, fortalecidos e confiantes na luta por trabalho digno e direitos garantidos. Nós, da FECESC, desejamos a todos os companheiros de jornada um feliz Natal e um 2026 mágico e vitorioso!...15/12/2025
Nesta segunda-feira, dia 15 de dezembro, aconteceu a 1ª rodada de negociação do Piso Estadual de Salários de Santa Catarina. Trabalhadores e empresários debateram a conjuntura econômica, mas não houve acordo neste primeiro encontro. A proposta apresentada pelos trabalhadores reivindica reposição integral do INPC acumulado em 2025, mais 5% de aumento real, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026. A conjuntura econômica, de acordo com os economistas do DIEESE, é amplamente favorável. A próxima rodada de negociação já está agendada para 29 de janeiro. Seguimos firmes na defesa da valorização dos salários e dos direitos da classe...Siga-nos
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