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Crise vai desaquecer economia brasileira e manter inflação sob controle em 2009, diz Ipea

23/12/2008
A Carta de Conjuntura de dezembro, última de 2008, lançada pela Dimac (Diretoria de Estudos Macroeconômicos) do Ipea, em Brasília, aponta que a inflação brasileira em 2009 estará sob controle devido aos impactos da crise mundial. "A incerteza quanto ao tamanho e ao tempo de duração da crise, aliada a uma retração do crédito no mercado doméstico, também deve gerar uma desaceleração da demanda interna, contribuindo para manter a inflação em 2009 sob controle", diz um trecho da Carta (pg. 15). "Hoje a inflação já não é preocupação principal", disse Marcelo Nonnenberg, coordenador do GAP (Grupo de Análise e Projeções) da Dimac. "Neste ano, não há nenhuma indicação de que a inflação vá superar a meta. Não há nenhuma indicação de que o IPCA ultrapasse os 6,5%", explicou Nonnenberg. Para 2009, segundo o GAP, a perspectiva é de desaceleração. "Queda da demanda interna e continuidade de queda dos preços importados, principalmente combustíveis", destacou o coordenador. Ele apontou que o preço do petróleo pago pelo Brasil já caiu 11% desde o início da crise e deve cair mais no ano que vem. A Carta de Conjuntura é uma publicação trimestral do Ipea. A próxima será lançada em março de 2009. Leia a Carta na íntegra. Veja as tabelas com as séries...

Lula diz que governo vai trabalhar para que PIB cresça 4% em 2009

22/12/2008
Apesar da crise econômica mundial, o governo vai trabalhar para que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 4% em 2009, disse hoje (22) no Rio o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso para empresários europeus e brasileiros, durante o Seminário Empresarial Parcerias Brasil-União Européia: Desafios e Oportunidades para os Próximos Anos. Ele voltou a cobrar regras que limitem a especulação no sistema financeiro mundial e reafirmou que o Brasil está preparado para enfrentar a crise. "O país não vai entrar em recessão e vai continuar crescendo. Certamente, não crescerá os 6% ou 7% que gostaria que crescesse, mas poderá crescer 4% e vamos trabalhar por isso", disse Lula. "Apesar de gente dizer que o Brasil vai crescer 2,8% ou 3%, quero que os empresários saibam que no governo e na equipe econômica vamos trabalhar com a perspectiva de 4% [de crescimento econômico]. Não haverá um único projeto do governo que será paralisado por conta da crise", acrescentou. Lula defendeu uma ampla reforma do sistema financeiro internacional para evitar que novas crises ocorram e disse que os atuais problemas econômicos são resultado de uma "especulação financeira desavergonhada". "Precisamos reforçar os mecanismos de controle, a transparência e representatividade de decisões que afetam toda a humanidade. Muitos não podem continuar pagando pela irresponsabilidade de poucos". De acordo com o presidente, a resposta do país à crise tem sido "apostar no investimento, na expansão do consumo, na defesa dos empregos e no apoio às indústrias". De improviso, voltou a afirmar que continua otimista e que apenas com a manutenção do consumo o país poderá reverter os efeitos negativos da crise econômica. "Sou o maior estimulador da retomada do crescimento. Vou para a televisão todo dia pedir para comprar, exportar e importar porque isso é que roda a roda da economia". Participam também do seminário os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso. O encontro busca estimular o intercâmbio comercial entre os dois países. Agência...
Senadora Ideli participa de última dia de reunião da diretoria da FECESC
19/12/2008
A Senadora Ideli Salvatti participou do último dia da reunião de dois duas da diretoria da FECESC, realizada em Florianópolis nos dias 18 e 19 de dezembro. Ideli, que é o provável nome do PT ao Governo do Estado em 2010, fez um balanço das ações do seu mandato e do Governo Lula em 2008, avaliou a conjuntura no estado e no país e debatou alguns cenários para a próxima disputa eleitoral. A Senadora garante que o Brasil passa pela crise internacional diferente de outros momentos, com mais estabilidade e mantendo seus rumos de crescimentos. Ideli aposta numa eleição plebiscitária em 2010, com a população escolhendo se continua no rumo dado ao país pelo Governo Lula ou se muda de orientação e retoma idéias passadas. Assessoria de Imprensa da...

PNUD divulga na 5ª novos números do IDH

18/12/2008
O PNUD divulgará nesta quinta-feira, a partir das 14h, novos números do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), com indicadores de 2006 referentes aos três pilares do indicador: renda, educação e longevidade. Os novos números estarão no site do PNUD Brasil (www.pnud.org.br) e do PNUD internacional (www.undp.org). Neste ano, ao contrário dos anteriores, o ranking será apresentado separadamente, e não como parte de um relatório de desenvolvimento humano. O IDH é uma medida sintética de desenvolvimento, criada em contraposição ao PIB per capita. Varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano) e abrange três aspectos: renda (em que o indicador utilizado é o PIB per capita), longevidade (medida pela expectativa de vida) e educação (medida pela taxa de analfabetismo e taxa de matrícula). O ranking mais recente, divulgado em 2007 com números de 2005, inclui 177 países e territórios — a Islândia aparece no topo (0,970) e Serra Leoa (0,340) em último. O Brasil estava na 70ª posição, com índice de 0,800 — logo abaixo de Macedônia, Albânia (ambas com 0,801) e Rússia (0,802), e logo acima de Dominica (0,798), Santa Lúcia (0,795) e Cazaquistão (0,794). Pela primeira vez, o país entrou no grupo dos países de alto desenvolvimento humano (com IDH acima de 0,800). Em 2008, o PNUD não divulgará relatório de desenvolvimento humano. A próxima edição do principal estudo da agência da ONU, em geral publicado anualmente, sairá em 2009 e abordará migração. O relatório vai trazer novos dados do IDH, com indicadores de 2007. Agência...
Sindicato dos Comerciários de Jaraguá do Sul faz festa de fim de ano
18/12/2008
O Sindicato dos Comerciários de Jaragua do Sul realizou no últimos domingo, dia 14, sua festa de confraternização de fim de ano, já ocupando a nova sede campestre. Foi servido um almoço, preparado pela Presidente do Sindicato, Ana Roeder. Acompanhe algumas fotos do evento.

CUT e BNDES debatem vinculação de empréstimos à geração de empregos

17/12/2008
O presidente da CUT, Artur Henrique, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, debatem amanhã, dia 17 de dezembro, como formular a exigência de contrapartidas sociais – manutenção e geração de empregos – nos empréstimos concedidos pelo banco. A audiência ocorre a partir das 10h, na sede do BNDES, na cidade do Rio de Janeiro.   Pela proposta de contrapartidas sociais, defendida pela CUT, todos os projetos ou empresas que quiserem obter financiamento junto ao BNDES terão de se comprometer a manter os empregos existentes no momento da tomada do empréstimo e também a gerar novas vagas, sob pena de punição. Na audiência de amanhã, Artur Henrique, Luciano Coutinho e outras lideranças sindicais vão discutir a formatação do projeto. "Nosso objetivo é criar instrumentos claros de manutenção dos empregos, especialmente durante a crise. Se um banco como o BNDES, que concede financiamentos com dinheiro público, tomar essa decisão que estamos cobrando, o governo vai traduzir de maneira concreta a prioridade pelos empregos e salários dos trabalhadores. Vamos cobrar o mesmo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal", explica Artur Henrique. "Não é justo que dinheiro público continue beneficiando setores que demitem", conclui. Em 2006, o BNDES, também por cobrança da CUT, criou uma linha de financiamento à exportação de veículos automotores que contém o conceito de contrapartidas sociais. A CUT cobra que a exigência abranja todo e qualquer financiamento público, isenções tributárias ou "socorros" a empresas em dificuldades.     Site da...

Chuva volta a causar estragos em municípios catarinenses

17/12/2008
As chuvas registradas nos últimos dois dias em Santa Catarina causaram prejuízos em pelo menos seis municípios. De acordo com a Defesa Civil estadual, em Palhoça, cidade mais afetada, dez bairros ficaram alagados. O último boletim divulgado pelo órgão indica que apenas Joinville já contabiliza 20 mil desalojados. Pelo menos oito bairros foram atingidos pelas chuvas. A cidade tem ainda 120 pessoas desabrigadas, no total de 250 mil afetadas. Além disso, 7 mil residências foram danificadas e outras três totalmente destruídas. No Morro do Baú, no município de Ilhota, a Defesa Civil teve que suspender todas as ações de desobstrução e de reconstrução de ruas e também as operações de busca de possíveis...

Vendas no varejo caem 0,3% em outubro, depois de sete meses de alta

16/12/2008
Depois de sete meses consecutivos de crescimento, o mês de outubro registrou queda nas vendas do comércio varejista em todo o país. O recuo foi de 0,3%, em relação a setembro, enquanto a receita nominal variou 0,1%, Os dados foram divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com outubro de 2007, todas as atividades do varejo apresentaram aumento no volume de vendas e houve expansão de 10,1%. No acumulado de janeiro a outubro, o crescimento foi de 10,4%, em relação a igual período do ano passado, e nos últimos 12 meses, a variação foi de 10,3%. Das dez atividades pesquisadas, tiveram bom desempenho em outubro livros, jornais, revistas e papelaria (3,6%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,2%). Os resultados mais negativos foram registrados nas atividades de veículos e motos, partes e peças, que teve queda nas vendas de 19,9%; e tecidos, vestuário e calçados, que teve recuo de 4,4%. O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, mesmo com desempenho abaixo da média – com variação de 7,4% no volume de vendas em outubro em relação ao mesmo período de 2007 – teve a maior contribuição da taxa global do varejo (35,7%). Em termos acumulados, a atividade apresenta alta de 5,7%, no ano, e de 5,8%, nos últimos 12 meses. O segundo maior impacto na formação da taxa de desempenho do comércio varejista veio da atividade de móveis e eletrodomésticos, que registrou variação de 15,8% no volume de vendas em relação a outubro do ano passado, sendo responsável por 25,2% da composição da taxa...

Fotógrafo Hermínio Nunes recebe Prêmio Olívio Lamas de Fotojornalismo

15/12/2008
Nesta terça-feira, dia 16, às 20 horas, o fotógrafo Hermínio Nunes receberá o Prêmio Olívio Lamas de Fotojornalismo. O evento será no hall de entrada da Assembléia Legislativa. Foram selecionadas seis fotos pela comissão julgadora, que terão os prêmios distribuídos da seguinte forma: três fotos receberão o Primeiro, o Segundo e Terceiro lugares; as outras três receberão Menção Honrosa. O resultado final só será revelado na hora. O Hermínio teve duas fotos selecionadas: a mesma que ganhou a Menção Honrosa no Prêmio Wladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – "Pente Fino", tirada na penitenciária de segurança máxima de São Pedro de Alcântara, durante a operação pente-fino, após assassinato de vários presos; e a outra é "Acorrentados", tirada dos presos acorrentados nas pilastras da cadeia de Palhoça, devido à superlotação. Hermínio já realizou trabalhos fotográficos para a FECESC. Este ano cobriu a Plenária da federação em...
Aprovação do governo Lula aumenta e bate novo recorde, aponta CNT/Sensus
15/12/2008
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em dezembro deste ano a melhor avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998. Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu avaliação positiva de 71,1% dos entrevistados, contra 6,4% que avaliam negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,6% avaliaram o governo Lula como regular.   A avaliação pessoal do presidente Lula também obteve o a segunda melhor avaliação histórica da pesquisa, subindo de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. Somente 15,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 4,6% não responderam. Os índices de popularidade de Lula só perderam para as avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 –o ano em que foi empossado no cargo– quando obteve 83,6% de aprovação.  O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que a popularidade recorde do governo Lula é conseqüência do discurso adotado pelo presidente para tranqüilizar a população em meio à crise econômica. "Em verdade, o país ainda colhe os resultados econômicos do último trimestre. O país começa a se sentir atingido pela crise financeira e começa a demonstrar preocupações em relação a isto. Junto com isso, o discurso forte do Lula em termos do preparo do país para a crise faz com que o eleitor lhe dê um voto de crédito", disse.   Guedes disse que, embora a avaliação de índices econômicos tenha caído, a imagem de Lula se mantém distante da crise. "Ao mesmo tempo que há avaliação mais negativa de indicadores sócio-econômicos e expectativa em relação a esses indicadores, a popularidade de Lula sobe e a aprovação pessoal também", afirmou.   Na última edição da pesquisa CNT/Sensus, em setembro deste ano, a avaliação positiva do governo era de 68,8% –um crescimento de três pontos percentuais. Desde fevereiro deste ano, o governo Lula vem obtendo recordes sucessivos de popularidade a cada edição da pesquisa.   Em janeiro de 2003, a avaliação do governo chegou a 56,6%, depois registrou queda. Mas voltou a crescer desde o início deste ano, já em seu segundo mandato. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.   Avaliação A pesquisa ainda mostra que o governo Lula atendeu às expectativas de 42,9% dos entrevistados, enquanto outros 35,6% avaliam que superou as expectativas dos brasileiros. Somente 18,4% dos entrevistados acreditam que o governo Lula ficou, até agora, abaixo das expectativas da população, e outros 3,1% não responderam.   A maioria dos entrevistados (41,1%) também avalia que Lula está com mais disposição em seu segundo mandato, enquanto 40,3%...

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