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O lixo nosso de cada dia

26/04/2011
O país tenta com uma nova política de resíduos sólidos atacar esse velho problema urbano. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentada no final do ano passado pelo governo federal, exige estudos de avaliação, por parte de vários ministérios, sobre a forma correta de tratamento de resíduos a ser adotada pelas cidades, que têm até junho para se adequar ao novo sistema. Entre as novidades, a responsabilidade pelo lixo nas cidades deixa de ser exclusiva das prefeituras e passa a ser compartilhada com os estados e a União. Fabricantes e distribuidores terão ainda de recolher embalagens dos produtos vendidos – uma antiga cobrança de ambientalistas que deve ampliar os esforços pela coleta, quesito em que o Brasil está bem atrás em relação a outros países. A destinação mais correta para o lixo urbano ainda é alvo de polêmicas: reciclar, reaproveitar ou incinerar e gerar energia, uma vez que em vários estados discute-se a possibilidade de troca de aterros sanitários por incineradores. "A lei estabelece a forma e a prioridade com que devem ser tratados os resíduos. Não se proíbe a incineração, mas o poder público precisará garantir a coleta seletiva. Assim se pode ver o que é possível reaproveitar, reutilizar e encaminhar outra vez para a cadeia produtiva", afirma o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Sérgio Gonçalves. Atualmente, a radiografia brasileira que se tem do assunto é assustadora. Conforme dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 5.565 municípios brasileiros, somente 994 possuem coleta seletiva. Destes, apenas 536 contam, para a coleta, com a participação das cooperativas que contribuem com a separação e utilizam o material reciclado como meio de geração de renda para os catadores. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que, com a nova legislação, o potencial de renda do segmento salte de R$ 2 bilhões para R$ 8 bilhões. Ainda são aguardados dados atualizados do censo demográfico sobre quanto lixo comercial e residencial o Brasil coleta. Segundo levantamentos anteriores, eram 240 mil toneladas por dia, das quais 59% iam para lixões a céu aberto (irregulares). Menos de 20% do lixo reutilizável era, de fato, aproveitado. Sem falar que muitas cidades estão com aterros sanitários esgotados e precisam "exportar" lixo para áreas mais afastadas.   Até o final do ano passado, por exemplo, o destino do lixo produzido pelas 18 cidades da Grande Curitiba era incerto, em função da demora para a licitação e construção de novo aterro sanitário. O chamado Lixão da Caximba, que recebia boa parte dos resíduos do Paraná, encerrou sua vida útil em novembro e foi lacrado. Em razão disso, duas áreas particulares (uma em Curitiba...

Corrida para o Dia das Mães muda as vitrinas em Santa Catarina

26/04/2011
Faltam menos de duas semanas para a data (8 de maio este ano), que só perde para o Natal em volume de faturamento. Além disso, o setor projeta um crescimento de 6% nas vendas em relação a 2010. Uma pesquisa da Fecomércio-SC, que ouviu 3,5 mil pessoas em seis cidades, aponta que 62% dos catarinenses não mudarão os planos de consumo para o Dia das Mães por causa da proximidade com a Páscoa. No Estado, o gasto médio com o presente deve ficar em R$ 110,51, 10,5% acima do valor registrado no ano passado. Os joinvilenses são os que pretendem desembolsar mais (R$ 148), mais do que o dobro do que os lageanos. E a intenção é ir literalmente às compras. Seis em cada 10 entrevistados afirmaram que vão escolher o presente no comércio de rua. A compra online será a opção de apenas 3,4% dos consumidores....

Exemplo do Brasil no combate à pobreza poderá servir de referência para o Bird

26/04/2011
O exemplo brasileiro da adoção de programas de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família, deverá ser tomado como referência pelo Banco Mundial (Bird) que organiza um plano internacional para a próxima década. O foco do banco é a a renovação das estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho. O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, representará o Brasil nos debates. “É necessário observar que que os programas de cooperação não se baseiam em venda de bens e serviços”, afirmou o secretário. “É uma abordagem integrada [reunindo vários setores em níveis federal, estadual e municipal] e mais mecanismos diretos. Vamos mostrar o que deu certo e o que não deu certo no Brasil", acrescentou. Sousa apresentará o “modelo brasileiro” à direção do banco amanhã (27) e sexta-feira (28), em reuniões em Paris. Além do Brasil, foram convidadas autoridades da Costa Rica, Libéria, China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia. O secretário disse que quatro pilares sustentam a política social do governo brasileiro: o tratamento geopolítico e não comercial do tema, o envolvimento de setores distintos dos governos federal, estadual e municipal, um cadastro eficiente com os nomes dos beneficiados e seus históricos, a integração entre os programas e a ssociação desses elementos com o “Estado forte e sólido”. “O Brasil não se pauta por interesses geopolíticos ou comerciais para implantar os programas, o exemplo disso é o apoio dado à África. Não há um vínculo comercial para a transferência da nossa tecnologia”, afirmou Paes de Sousa. “Ao fazer isso, o Brasil mostra que o problema das cooperações [muitas vezes] é a relação de venda de bens e serviços. Estimulamos os financiamentos e há lugar para as instituições multilaterais.” Pelos dados do MDS, de 2003 a 2008 aproximadamente 24,1 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza. Os programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, atendem a cerca de 12,9 milhões de famílias no Brasil. De 2003 a 2010, mais de 13 milhões de empregos formais foram criados. Agência...

Hipertensão atinge mais mulheres do que homens, diz governo

26/04/2011
Quase um em cada quatro brasileiros tem pressão alta (igual ou maior do que 14 por 9), mostra pesquisa anual divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde. O levantamento foi feito por telefone entre adultos das 27 capitais. A proporção de hipertensos sofreu algumas variações no últimos anos: era de 21,6% em 2006, de 24,4% em 2009 e passou para 23,3% em 2010. O ministro Alexandre Padilha (Saúde) considerou, no entanto, que essas oscilações são estatisticamente "irrelevantes" e que há estabilidade na presença da pressão alta entre os brasileiros. O problema está mais presente entre as mulheres (25,5%, contra 20,7% dos homens) e entre as pessoas com menor instrução. No grupo com até oito anos de escolaridade (ensino fundamental), 30% têm o problema. Entre os que têm 12 anos ou mais (ensino superior), 16,2%. No caso das mulheres, a diferença foi atribuída pelo ministro ao fato de elas procurarem mais os serviços de saúde, o que faz com que o número de diagnósticos seja maior. Em relação à população com menos escolaridade, ele afirma que o fato se deve a, entre outros fatores, uma menor prática de atividades físicas no tempo livre, constatação retirada da mesma pesquisa feita pelo ministério. Folha On...

Combate à pobreza extrema terá ações contra analfabetismo entre adultos

26/04/2011
O programa de erradicação da pobreza extrema, que será lançado pelo governo no próximo mês, terá como objetivo promover a autonomia de famílias que foram retiradas da miséria pelo Bolsa Família. De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, um dos pontos mais importantes do programa será o combate ao analfabetismo entre adultos, fenômeno que, atualmente, ainda representa entrave para a qualificação profissional. "Nós temos um problema grande de analfabetismo de adultos. Estamos pensando em relançar um programa de alfabetização. Essa questão é uma vergonha para o Brasil ainda", disse o ministro. Os números do analfabetismo são altos. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2010, a taxa de analfabetismo no Brasil entre pessoas com 15 anos ou mais caiu 0,3 ponto percentual entre 2008 e 2009. O índice saiu de 10%, há dois anos, para 9,7% em 2009. Isso representa 14,1 milhões de analfabetos. A maioria dos analfabetos (92,6%) está concentrada no grupo com mais de 25 anos de idade. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre a população com 50 anos ou mais chega a 40,1%. Além disso, um em cada cinco brasileiros (20,3%) é analfabeto funcional. Se forem levados em consideração apenas os números da região Nordeste, a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%. Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), analfabeto funcional é o indivíduo com menos de quatro anos de estudo completos. Ele, em geral, lê e escreve frases simples, mas não é capaz de interpretar textos e colocar ideias no papel. Carvalho avaliou que o novo programa de combate ao analfabetismo entre adultos terá um enfoque mais amplo que as demais ações já desenvolvidas com o mesmo objetivo. "O Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) tirava a pessoa do analfabetismo, mas não fazia a pessoa avançar mais do que isso. A ideia é fazer com que a pessoa possa avançar mais", disse. A data do lançamento do programa de erradicação da pobreza extrema, que está sendo pensado como prioridade pelo governo da presidenta Dilma Rousseff, ainda não foi divulgada. Antes do feriado da Semana Santa, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, se reuniu com Dilma, no Palácio do Planalto, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do tema. Nesta semana, outra reunião será agendada para tratar dos detalhes finais do plano. "São medidas tomadas todas na perspectiva de criar a autonomia das pessoas. Tivemos, até agora, o Bolsa Família como elemento essencial para a retirada das pessoas da miséria. O governo pensa em manter o Bolsa Família,...

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