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Trabalhador do comércio foi o que mais teve aumento de salários acima da inflação

18/03/2011
Os trabalhadores do comércio foram os que mais conseguiram aumentos reais de salários no ano passado. Uma pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quinta-feira (17), mostrou que 96,4% de todas as negociações de categorias trabalhistas e de sindicatos terminou com reajustes iguais ou acima da inflação.   O número considera a inflação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice fechou 2010 em 6,47%. Isso significa dizer que quase todos os trabalhadores do setor ganharam aumentos idênticos ou maiores do que esse percentual.   Na conta do Dieese, aumentos maiores do que a inflação podem ser qualquer número entre 0,01% e 5% ou mais. Isso significa que os aumentos podem ter variado de 6,48% até mais de 11%.   Em uma conta simples, quem ganhava R$ 1.000 de salário no ano passado repôs a inflação ao elevar os salários para R$ 1.064,70. Se tivesse aumento de 0,01%, o salário passaria dos mesmos R$ 1.000 para R$ 1.064,80. Se fosse de 5%, o salário iria para R$ 1.114,70.   Em 2008 e 2009, anos em que o comércio sentiu os efeitos da crise financeira, o total de salários que superaram o aumento do custo de vida no país foi de 87%.   Na indústria, 96,4% dos acordos terminaram com acordos que repuseram somente as perdas da inflação ou deram aumentos reais. Em 2009, 83% deles tiveram aumentos maiores do que o INPC.   Na área dos serviços, 92,8% cobriram pelo menos a inflação. Em 2009, esse número havia chegado a mais de 89%.   Em 2010, todos os setores realizaram 700 acordos salariais. Desses, ao menos 670 conseguiram anular ou superar o aumento do custo de vida e da inflação – o melhor resultado desde 1996, quando começou essa pesquisa  ...
Fé na moçada: tem muita gente querendo melhorar o mundo
18/03/2011
A Revista do Brasil deste mês traz a matéria especial "A despeito da despolitização de significativa parcela da juventude brasileira, tem muita gente com uma ânsia louca de melhorar o mundo".  Rebeldes, revoltados, esquerdinhas. Tem todo tipo de qualificação para gente assim. Jovens que não se conformam com a realidade do mundo em que vivem. Que acreditam em valores como a solidariedade e têm convicção de que é possível fazer algo para mudar. E fazem. “Muita coisa está em desacordo na nossa sociedade. Mal saio de casa e já deparo com moradores de rua. Você vai ao posto de saúde e não vê atendimento digno.” Estudante de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Mayara Longo Vivian, de 21 anos, acredita que só se transforma a sociedade com organização e ação. Moradora do centro de São Paulo, para ela a militância é parte do cotidiano tanto quanto estudar e trabalhar. Clique aqui e leia à integra da...

Dilma: Crescimento é ajuda no combate à inflação, não empecilho

18/03/2011
O crescimento da economia em 2011 ajudará no combate que o governo trava contra a inflação, afirmou ontem (17), em discurso, a presidenta Dilma Rousseff. O discurso foi proferido em Uberaba (MG), durante evento de assinaturas relativas a um gasoduto. Dilma rebate o argumento de alguns analistas que consideram incompatível atingir a meta de inflação de 4,5% neste ano e manter crescimento superior a 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB). Ela se declara em guerra contra a inflação, não negociando com ela. Mas vê várias formas de executar esse combate. “Tem muita gente que acha que você só controla a inflação derrubando o crescimento econômico, governador”, afirmou Dilma, dirigindo-se ao chefe do Executivo mineiro, Antonio Anastasia. “Mas controla-se a inflação também fazendo o país crescer, aumentando a oferta de bens e serviços, garantindo que o país possa ter oferta de bens e serviços que gerem uma coisa preciosa, que é o emprego. E aí, que gerem o emprego, ou que gerem oportunidades para os brasileiros”, argumentou a Presidenta. Nessa equação, a consolidação do mercado interno é considerada fundamental pela presidenta. “O que nós conquistamos nos últimos anos com a política do presidente Lula foi a percepção de que este país tinha uma riqueza que são os seus 190 milhões de brasileiros. Nós tiramos, desses 190 milhões uma parte muito importante, da pobreza, até o final de 2010.” Dilma observou que o esforço do Brasil para acabar com o que ainda resta de pobreza é uma exigência social e ética, mas é também uma exigência econômica. “Um país é medido pelo seu mercado consumidor. Por isso que nós somos dos BRICs. Nós não somos dos BRICs porque somos uma economia emergente. O que caracteriza os BRICs é o fato de que tem milhões de pessoas marginalizadas do crescimento econômico”, disse a presidenta referindo-se ao acrônimo BRIC, que reúne Brasil, Rússia, Índia e China. Segundo a presidenta, “quando essas pessoas marginalizadas do crescimento econômico começam a consumir, elas se transformam em grandes indutores de mais crescimento, elas fazem a roda da economia girar. Daí porque nosso lema é ‘Brasil, país rico é pais sem pobreza’”. Por essa razão, segundo Dilma, serão mantidos os programas sociais. Leia aqui a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff proferido em Uberaba (MG). Blog do...

Negociação de salário tem melhor resultado desde 96

18/03/2011
Mais de 9 em cada 10 trabalhadores conseguiram aumentos de salários que superaram a inflação em 2010. Dos 700 acordos salariais feitos pelas categorias trabalhistas e por sindicatos no ano passado, ao menos 670 conseguiram anular ou superar o aumento do custo de vida e da inflação, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). O resultado foi o melhor desde 1996, quando começou essa pesquisa.   Em 2009, das 700 negociações coletivas de salários, 640 (ou 91,5%) conseguiram repor as perdas salariais ou dar aumento real nos vencimentos dos trabalhadores. No ano passado, essa porcentagem foi de 95%.   O indicador de inflação usado na pesquisa do Dieese, divulgada nesta quinta-feira (17), é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice fechou 2010 em 6,47%.   Em uma conta simples, equivale a dizer que os trabalhadores que ganhavam R$ 1.000 de salário no ano passado, se só repusessem a inflação, teriam conseguido elevar os salários para R$ 1.064,70.   Dos acordos fechados em 2010, 30 deles (ou 4,3% do total) terminaram em aumentos que não superaram a inflação. O número é quase o mesmo dos que conseguiram grandes aumentos: 37 negociações deram mais de 4% de aumento real (acima da inflação), ou algo superior a 10,47%. Metade delas ganharam reajustes de 1% a 4%.   No ano anterior, os que não atingiram o INPC foram 8,6% do total. Os que tiveram fortes aumentos somaram 2,5%. Em 2008, as porcentagens foram ainda piores: 11% não cobriram a inflação e só 1% deu reajuste salarial acima de 4%. Quando considerados os últimos três anos, só 1 em cada 10 classes trabalhistas não conseguiram repor os ganhos de seus profissionais.     Para este ano, o Dieese diz que o cenário “virtuoso” deve ser mantido, com ganhos reais de salário para quase todos os trabalhadores brasileiros. Mas isso só ocorrerá se a economia continuar crescendo. – Espera-se que a economia continue crescendo, ainda que em taxas menores, como indicam as projeções feitas por diversas instituições, e há de se considerar a expectativa de que as taxas de desemprego continuem declinantes. Espera-se, portanto, em 2011 a manutenção desse cenário virtuoso. Cabe aos trabalhadores e entidades representativas continuarem lutando por melhores salários e uma justa distribuição de renda. Do R7, com Agência...

Governo quer criar condições para que 85% dos municípios tenham rádios comunitárias

17/03/2011
O governo federal pretende criar condições para que 85% dos municípios de todas as regiões do país tenham rádios comunitárias. Para isso pretende, entre outras ações, facilitar o processo de outorga a entidades interessadas nesse tipo de serviço. Com esse objetivo, foi lançado hoje (17) o Plano Nacional de Outorgas para Radiodifusão Comunitária. A previsão é que, em 2011, 431 municípios sejam beneficiados com a publicação de 11 editais. O primeiro deles sairá na primeira quinzena de abril e o último, em novembro. O Ministério das Comunicações estima que haja cerca de 1,5 mil rádios comunitárias aguardando outorga para operar em 1.268 cidades. Há, ainda, 13 cidades que nunca foram contempladas com esse tipo de emissora. Atualmente existem mais de 4,2 mil rádios comunitárias em todo o país. “Não há emissoras de rádio comunitária em mais de 2 mil cidades, após 13 anos de vigência da lei para o setor”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a coletiva de imprensa destinada a anunciar o lançamento do plano. Segundo ele, a presidenta Dilma Rousseff em diversos momentos manifestou que as outorgas para rádios comunitárias estão entre as prioridades do Ministérios das Comunicações. “Se bem-sucedido, esse plano permitirá que 85% dos municípios sejam contemplados”, disse o ministro. O governo pretende divulgar com antecedência um calendário com as datas dos avisos de habilitação e as localidades que serão contempladas. Dessa forma, os interessados em operar o serviço poderão se planejar, evitando atrasos e a necessidade de prorrogação dos prazos dos avisos. “Como não havia periodicidade definida, recebíamos muitas reclamações sobre a falta de divulgação. Com o anúncio antecipado, vamos evitar a prorrogação dos prazos, o que atrasaria ainda mais todo o processo”, justificou Paulo Bernardo. Alguns critérios foram estabelecidos pelo governo para a escolha das cidades que serão beneficiadas pelos 11 editais previstos para 2011. A universalização dessas rádios atenderá de forma concomitante todas as macrorregiões do país, priorizando as cidades onde entidades já manifestaram interesse em explorar o serviço e as que já estão incluídas no Plano Básico de Frequências. O governo pretende contemplar antes as cidades mais populosas. Paulo Bernardo enfatizou que a fiscalização de todas as rádios continuará sendo feita na forma prevista na legislação, mas que mudanças poderão ocorrer por meio de marco regulatório ou por projeto de lei. “Começamos um processo de revisão da norma que trata dos critérios para outorga a fim de identificar necessidades de modificação, a partir da avaliação que estamos fazendo das sugestões apresentadas por representantes das comunidades”, disse o ministro. “Na Região Norte, por exemplo, reclamam que a potência máxima prevista pela lei é baixa para atender pequenas populações situadas em localidades distantes”, completou. A potência máxima padrão permitida para...

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