08/12/2024
Neste domingo, 8 de dezembro, candidatos e candidatas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025 realizaram o segundo e último dia de prova, com Ciências Sociais e Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia), Física, Química e a Redação. O tema da Redação abordou as condições de trabalho. Os candidatos do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2025 puderam escolher entre três propostas para escrever a redação neste segundo e último dia de provas, a partir da leitura de três textos apresentados no caderno de provas. O primeiro texto reuniu trechos de três romances indicados como leitura obrigatória para os candidatos: Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, Parque Industrial, escrito por Patrícia Galvão, e Solitária, da autora Eliana Alves Cruz.Um dos temas transversais destas obras é a exploração feita por patrões aos empregados, principalmente quando são negros e mulheres. O segundo texto apresentou os resultados de uma pesquisa inédita do IBGE sobre trabalhadores por aplicativo e o terceiro texto abordou o empreendedorismo como uma forma de escravidão contemporânea. Na primeira proposta de redação o candidato teria que escrever um manifesto, assinado como “Classe Trabalhadora” ou “Grupo de Empregadores” apresentando sua posição sobre as condições de trabalho. Na segunda proposta o candidato deveria produzir um “textão”, termo designado a textos longos em redes sociais, com o posicionamento dele sobre o tema “as condições de trabalho nos dias de hoje”. A proposta é que o “textão” seria publicado no perfil do candidato em uma rede social. E na última proposta, o candidato poderia optar por escrever uma resenha sobre as obras mencionadas no texto 1 da prova de redação, considerando as condições de trabalho abordadas nelas. A equipe avaliadora das redações poderá atribuir pontuação na escala de zero a 10 pontos. Os candidatos que fugirem do tema, cometerem plágio, escreverem em forma de versos ou que se identificarem, fizerem desenhos e símbolos na folha oficial de redação receberão nota zero. No sábado, o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, do IFSC, Mauricio Gariba Júnior, o presidente da Coperve e a Pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, visitaram locais de prova e conversaram com as equipes que trabalham no concurso. Para o reitor da UFSC, o vestibular é uma oportunidade para a universidade se renovar a cada ano. “Os novos alunos chegam e a UFSC segue sempre bem avaliada, fortalecendo suas políticas de permanência estudantil e a inclusão”, comentou Irineu. O Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC oferece 6.726 vagas distribuídas em 200 cursos de graduação, nas três instituições. Na UFSC são 4.525 vagas, no IFSC 1.268 vagas e no IFC 933 vagas. Fonte: Agecom/UFSC, 08 de dezembro de...03/12/2024
A primeira rodada de negociação do Piso Salarial Estadual terminou em clima de otimismo tanto para os trabalhadores quanto para os patrões. De acordo com o diretor sindical do Dieese/SC e coordenador das negociações na comissão dos trabalhadores, Ivo Castanheira, existem motivos para que se garanta aumento real ao piso nesta 15ª negociação pelo reajuste, em 2025: “Temos várias razões, que vão desde o aumento do salário-mínimo nacional, o pleno emprego no Estado, o crescimento do PIB, a falta de mão-de-obra, a economia de Santa Catarina, que está em franco crescimento…”, enumerou. “Acredito que, a exemplo dos anos anteriores, chegaremos ao final com um bom acordo”. A economista do Dieese, Crystiane Peres, deu início às conversações observando que há um consenso quanto às informações sobre o bom desempenho econômico do país neste ano. “Temos o crescimento do PIB, a expectativa de crescimento da economia em torno de 2,5% (e que provavelmente será maior, a estimativa é de 3,2%). Também temos o crescimento do agro e do mercado interno, com a volta do poder de consumo. Além disso, os investimentos no país, com um crescimento de 10%”, listou Peres. Ela também pontuou sobre questões ligadas ao mercado de trabalho. Em Santa Catarina, a taxa de desocupação está em 3,2% – ou seja, só está desempregado quem quer. O rendimento médio real em Santa Catarina aumentou mais de 5% no último ano, e a economia catarinense cresceu 4,5%. Outro ponto importante apontado pela economista diz respeito ao aumento considerável do número de desligamentos a pedido – ou seja, de pedidos de demissão: 49% das demissões em Santa Catarina foram a pedido, neste último ano. E as principais motivações são os baixos salários e as condições de trabalho de maneira geral. O movimento que pede o fim da escala 6×1 demonstra a insatisfação do trabalhador, que agora está unindo forças para lutar por mais qualidade de vida e bem-estar – o que aumenta a produtividade. O economista Daniel Monte Cardoso, do Dieese, complementou a conversa observando que a situação da indústria de Santa Catarina é favorável, com vários segmentos em franco crescimento e mais facilidade em acesso a crédito. Para o diretor da Fiesc, Carlos José Kurtz, a expectativa é boa para que todos tenhamos um acordo interessante para ambas as partes. A segunda rodada de negociação foi agendada para o dia 30 de janeiro. Inflação + aumento real – A pauta dos trabalhadores baseia-se na reposição integral da inflação registrada em 2024 (ainda em aberto) além de aumento real, totalizando 10% de reajuste para as quatro faixas do Piso Salarial. Assim, a primeira faixa seria elevada dos atuais R$ 1.612,26 para R$ 1.773,49; a segunda, de R$ 1.670,56 para R$...14/11/2024
Nesta quarta-feira, dia 13 de novembro, foi realizado o Encontro Regional de Santa Catarina da Semana Nacional da Promoção da Negociação Coletiva, nas dependências da Assembleia Legislativa do estado. Participaram do evento sindicatos empresariais e de trabalhadores de todo o estado para o debate acerca da importância da negociação coletiva e de avanços possíveis para a modernização das relações de trabalho. O presidente da FECESC, Francisco Alano, e o diretor Ivo Castanheira, que também representa o DIEESE, estiveram presentes neste importante encontro promovido pelo governo federal....13/11/2024
Na manhã de hoje representantes de centrais sindicais, federações de trabalhadores e do DIEESE realizaram a entrega da primeira proposta de reajuste do Piso Salarial Estadual 2025 aos representantes das instituições patronais, na Fiesc. Além do diretor sindical do Dieese e coordenador da comissão dos trabalhadores, Ivo Castanheira, também representam os trabalhadores Anésio Schneider, da Federação dos Hoteleiros de Santa Catarina, e Moacir José Effting, da Federação dos Trabalhadores Gráficos de Santa Catarina. O documento foi entregue e a data para a primeira rodada de negociação do Piso Salarial foi agendada para o próximo dia 03 de...10/11/2024
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê algumas formas para dividir as 44 horas da jornada semanal de trabalho. Dentre elas, há a escala 6×1, em que o empregado tem seis dias consecutivos de trabalho e, depois, um dia de descanso. Nessa escala, a empresa pode definir quais são os dias trabalhados e qual o dia da folga. Além disso, um dia de trabalho nessa escala gira em torno de 7 horas e 30 minutos. A escala de trabalho 6×1 é uma das jornadas mais adotadas no Brasil e contempla, principalmente, operações de trabalho contínuas. Assim, a empresa pode organizar os dias trabalhados e folgas dos trabalhadores sem interromper a operação do negócio. Ou seja, se a pessoa começa trabalhar na segunda-feira, sua folga será no domingo. Porém, se ela começa trabalhar na terça-feira, a folga será na segunda e assim por diante. Contudo, a cada quatro ou sete semanas, o trabalhador precisa que sua folga ocorra no domingo. Além disso, o expediente gira em torno de 7 horas e 30 minutos. Porém, também é possível ter uma jornada de 8 horas de segunda à sexta-feira e, no sábado, uma jornada de 4 horas. A única coisa que o empregador não pode fazer é definir uma jornada de mais de 8 horas diárias. Os setores em que escala 6×1 é mais frequente Considerando a característica de operações ininterruptas, os setores que mais adotam a escala 6×1 são, por exemplo: Indústria; Serviços essenciais: como farmácia, mercados, restaurantes, hotéis; e, Manutenção e limpeza. Movimento pelo fim da escala 6×1 O movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado pelo vereador pelo PSOL/RJ, Rick Azevedo, tem como principal pauta o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de folga (6×1), luta para a qual já conseguiu reunir mais de 1,3 milhão de assinaturas em uma petição pública. A luta alcançou o Congresso Nacional, com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), pela redução da jornada de trabalho. De acordo com Azevedo, “ninguém pode viver tendo só apenas um dia de folga. A escala 6 por 1 é um modelo ainda de escravidão que continuou. Por isso que falo isso e reafirmo sem medo algum: não tem como a gente falar de vida além do trabalho só tendo apenas um dia de folga”. Erika Hilton propôs Requerimento de Audiência Pública (REQ) para discutir o fim da escala 6×1 em abril deste ano e a proposta foi aprovada no mesmo mês. Desde então, a discussão sobre o fim da escala 6×1 vem crescendo na sociedade civil. A alta do tema também está atrelada à tentativa de transformar a discussão em um Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Para...Siga-nos
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