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Lula dedica a José Alencar título ‘honoris causa’ da Universidade de Coimbra

30/03/2011
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou o título de "doutor honoris causa" pela Universidade de Coimbra ao ex-vice presidente José Alencar. Lula recebeu o título nesta quarta-feira (30). "Perdeu-se um grande homem, que estaria muito feliz por esta distinção, que será dedicada a ele", disse Lula durante a cerimônia. José Alencar, 79 anos, morreu às 14h41 desta terça (29) em razão de câncer e falência múltipla de órgãos, segundo informou o hospital. Lula afirmou que o êxito de seus dois mandatos "não teria sido possível" sem a colaboração de José Alencar. "Foi o meu parceiro de todas as horas, um dos homens mais íntegros que conheci, inequecível estadista que perdemos ontem para consternação de toda a sociedade brasileira". Cerimônia A cerimônia teve início com a entrada solene dos doutores da Universidade de Coimbra e das autoridades políticas presentes. Lula iniciou seu discurso elencando o prestígio mundial da Universidade de Coimbra. Ele comentou sobre as universidades brasileiras e a importância da união dessas com instituições internacionais. Lula ainda falou sobre o êxito econômico do Brasil, obtido durante seu governo, e sobre o investimento em educação feito por ele. "A educação foi o novo projeto da política de educação do Brasil. É com imensa honra que recebo o título de doutor ‘honoris causa’ da Universidade de Coimbra. A casa mais prestigiosa do saber de Portugal e da Europa. A Universidade de Coimbra foi referência para o meu país", disse. O ex-presidente disse que o título "honoris causa" recebido por ele significa um reconhecimentro às causas que o Brasil tem defendido no cenário internacional. No discurso, Lula disse considerar indispensável uma nova governança global, que passa por uma mudança no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Após os discursos, iniciou-se o ritual de doutoramento de Lula, que recebeu as insígnias do título. Lula percorreu a Sala dos Capelos cumprimentando todos os doutores da Universidade de Coimbra presentes na cerimônia. Depois, seguiu para a Sala do Senado, onde assinou o Livro das Atas, que registra todos os doutores honoris causa da Universidade de Coimbra. Participaram da cerimônia a presidente Dilma Rousseff; o presidente de Portugal, Cavaco Silva; o primeiro-ministro português, José Sócrates; e o presidente de Cabo Verde, Pedro Pires. Antes de de deixar a Universidade de Coimbra, Dilma disse que a cerimônia foi "muito bonita". Recepção Lula foi recebido por 18 estudantes brasileiros e três estudantes portugueses. Para a estudante brasileira Luciana Lopes, do curso de Letras, o momento foi único: "é uma oportunidade de participar de uma homenagem a uma pessoa que sempre investiu em educação, principalmente para as pessoas com vulnerabilidade econômica". Outro estudante presente no ato de recepção, onde as capas do traje universitário foram postas no...

Uganda oferece asilo político a Khadafi

30/03/2011
No poder há 25 anos, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, ofereceu hoje (30) asilo político ao líder líbio, Muammar Khadafi – que ocupa o comando do país há quase 42 anos. O secretário de imprensa da Presidência da República de Uganda, Tamale Mirundi, disse que Khadafi será bem-vindo, se quiser viver no país. O governo de Uganda é o primeiro a anunciar disposição de receber Khadafi. As informações são da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa. Na sua história política, Uganda já foi governada por Idi Amin – apontado como um dos governantes mais cruéis e sanguinolentos do mundo – que ocupou o poder por mais de dez anos. Em fevereiro, houve eleições e Museveni foi reeleito. Em Uganda, o multipartidarismo é proibido. Porém, segundo analistas políticos, Museveni é indicado como um governante que estabeleceu a ordem política, social e econômica no país. Ele condenou violações de direitos humanos e retomou relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Há mais de um mês, a Líbia vive em clima de confrontos armados. A crise se agravou há 11 dias, depois dos ataques promovidos pelas forças de coalizão – Estados Unidos, França e Grã-Bretanha – contra o país sob a alegação que é necessário impor uma zona de exclusão aérea na região. Paralelamente, a Líbia está sob sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país está submetido a embargo para a venda de armas e também para negociações comerciais. Os bens de Khadafi e seus parentes estão...

Velório do corpo de José Alencar é aberto ao público

30/03/2011
O velório do corpo do ex-vice-presidente da República José Alencar, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, está sendo aberto ao ao público. As filas começaram a se formar por volta das 9h. Mais de 300 pessoas devem passar por um detector de metais e, em seguida, subir a rampa do palácio. Logo após a chegada do corpo ao local, foi realizada uma cerimônia fechada para família e autoridades presentes. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara, celebrou uma missa. Um cadete que estava em pé ao lado do caixão de Alencar desmaiou. Ele saiu numa cadeira de rodas e recebe atendimento dos médicos do Palácio. O corpo de Alencar será velado até as 23 horas. À noite, haverá outra missa, que poderá contar com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles estão em Portugal e a previsão de chegada a Brasília é por volta das 19h....

Taxa de desemprego fica estável e deverá cair ao longo do ano, mostra Dieese

30/03/2011
Levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Seade, divulgado nesta quarta-feira (30), mostrou que a taxa média de desemprego ficou praticamente estável em fevereiro. Os técnicos, por sua vez, afirmam que o desemprego cairá ao longo do ano, ainda que em ritmo mais lento, podendo ficar em um dígito. Em São Paulo, a taxa do mês passado foi a menor para fevereiro em 21 anos. O estudo aponta um comportamento semelhante do mercado de trabalho ao encontrado na pesquisa apresentada Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada na semana passada, apesar das metodologias diferentes. O economista Sérgio Mendonça, do Dieese, avalia que a ocupação continuará crescendo, levando à redução da taxa de desemprego, "em velocidade menor do que em 2010". Ele observa que isso é normal à medida que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá pelo menos três pontos percentuais menos em 2011 – a maior parte das estimativas varia de 4% a 4,5%, enquanto, em 2010, o PIB cresceu 7,5%. No mês passado, a taxa média das áreas pesquisadas (Distrito Federal e regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) atingiu 10,5%, ante 10,4% em janeiro. Comparada à de fevereiro de 2010 (12,7%), a taxa recuou mais de dois pontos percentuais. Os resultados sugerem perda de ritmo no mercado de trabalho. De janeiro para fevereiro, 96 mil pessoas deixaram a População Economicamente Ativa (PEA), estimada em 21,98 milhões. Foram eliminadas 123 mil vagas (-0,6%). Com isso, o número de desempregados aumentou em 27 mil (1,2%) e foi estimado em 2,318 milhões. Na comparação anual, os números são todos positivos, mas a PEA teve expansão de apenas 0,3%, com 73 mil pessoas a mais no mercado. Foram criadas 545 mil ocupações, crescimento de 2,9%. E o número de desempregados reduziu-se em 471 mil. O coordenador de análise do Seade, Alexandre Loloian, observou que o movimento de fevereiro foi normal para o período. Alguns fatores contribuem para que a taxa de desemprego não caia e a ocupação estacione nesta época. O país vive um período de incertezas, com governo novo, alta de juros e certa instabilidade internacional, o que contribuiu para que os empresários adotem um postura de cautela. O ritmo menor da economia se reflete o mercado de trabalho. Em São Paulo, por exemplo, a ocupação perdeu o ritmo desde o final do terceiro trimestre. Em setembro, o nível de ocupação em 12 meses cresceu 4,9% – desde então, só desacelerou, atingindo 2,8% em fevereiro. Isso aconteceu também com a indústria, que estava crescendo mais de 10% ao ano e agora está em 4%. "Estamos exportando muito emprego", disse Loloian. A taxa na região metropolitana de...
Morre em São Paulo o ex-vice-presidente José Alencar
29/03/2011
O ex-vice-presidente da República e empresário José Alencar morreu há pouco, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A morte do político, que faria 80 anos em outubro, foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital. Alencar foi internado às pressas ontem (28), no início da tarde, com um quadro de obstrução intestinal. Há mais de uma década, ele lutava contra um câncer no intestino. Trajetória Na oficialização da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva a presidente, em 2002, petistas na convenção que consagrou a chapa gritavam, durante o discurso de José Alencar: "Lula sim, PL não", em referência ao fisilógico partido para o qual o empresário tinha se transferido recentemente. Oito anos depois, o ex-presidente se tornou membro honorário do PT, ganhou o respeito dos nacionalistas em geral e a admiração até de adversários políticos, em meio a sua longa batalha contra o câncer. "O partido (PT) não me aceitava, porque eu era empresário", resumiu, em entrevista ao programa de televisão Roda Viva, em 2009. "Houve um momento, numa convenção em São Paulo, quando eu fui apresentado, o Lula foi quem me apresentou, estava lá a cúpula do partido e muita gente do partido, e eu fui vaiado. Eu tinha levado um discurso, que estava no bolso. Eu tirei o discurso e falei assim: eu trouxe um discurso escrito para falar para vocês, mas diante dessa forma que me receberam, eu percebo que vocês não me conhecem, então eu vou contar alguma coisa da minha vida para vocês. Daí a pouco eles estavam aplaudindo." A aceitação só aumentou depois dos oito anos ao lado de Lula no comando do governo. E também se deve às recorrentes reclamações sobre os juros altos, em especial no primeiro mandato – um dos raros temas que o colocaram no outro lado em relação ao agora ex-presidente. "Nosso discurso de campanha não assumiu o poder", disse Alencar sobre o assunto em 2005. "Precisávamos ter feito aquela política [de redução dos juros]. Mas há ainda tempo para isso, não tempo de praticar qualquer tipo de irresponsabilidade." Em dezembro de 2010, mesmo hospitalizado, ele repetiu parte do discurso ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Sobre a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), um projeto que se insinuou mas não avançou, Alencar também se posicionou defendendo as empresas brasileiras: "Nós precisamos acordar e defender nossos laranjais. Não somos contra a Alca, mas é preciso que seja de fato uma área de livre comércio, não um arremedo de liberdade comercial". Nos bastidores, atuou para que a iniciativa só fosse adiante se todos os interesses dos empresários nacionais fossem contemplados – o que era, na prática, impossível. No Ministério da Defesa, restaurou o respeito dos militares em...

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