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Trípoli é alvo de ataques pela terceira noite seguida

22/03/2011
O céu da capital da Líbia, Trípoli, foi iluminado hoje (22) de madrugada por disparos de artilharia das forças da coalizão internacional. A cidade foi alvo, pela terceira noite consecutiva, de ataques aéreos e com mísseis promovidos pela coalizão, que tenta impor uma zona de exclusão aérea no país. Segundo o governo líbio, os ataques deixaram vários civis mortos. As informações não puderam ser confirmadas de maneira independente. A zona de exclusão aérea foi estabelecida na semana passada por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O objetivo dessa decisão é, segundo a comunidade internacional, proteger civis de ataques das forças leais ao presidente líbio, Muammar Khadafi. Explosões e disparos de artilharia foram ouvidos perto do complexo onde vive Khadafi em Trípoli, no bairro de Bab Al Aziziya. Ontem (21) o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota em que apela por um cessar-fogo imediato na Líbia. O pedido ocorreu no mesmo dia que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deixou o Brasil rumo ao Chile. O governo norte-americano é um dos líderes da intervenção na Líbia. Na noite de ontem, um míssil destruiu um edifício de quatro andares dentro do complexo que seria usado, segundo a coalizão internacional, como centro de comando pelas forças de Khadafi. Os confrontos entre as forças leais a Khadafi e a oposição também continuaram na madrugada de hoje, apesar do anúncio de cessar-fogo pelo governo. No Leste da Líbia, o Exército conseguiu conter um avanço da oposição sobre a cidade de Ajdabiya. Em Misrata, a terceira maior cidade do país, opositores foram alvos de ataques das forças de Khadafi ontem (21). No poder há quase 42 anos, Muammar Khadafi resiste em deixar o governo, apesar de um levante contra ele ter começado há mais de um mês em meio à onda de manifestações em países muçulmanos. Os protestos já provocaram as renúncias dos presidentes da Tunísia e do...
Hoje é o dia mundial da Água
22/03/2011
Desde os primórdios da humanidade, sabemos que o homem sempre se estabeleceu em locais próximos aos rios e mares, para garantir seu sustento através da agricultura. A história do Egito faz uma excelente demonstração desse fato, quando os homens, às margens do rio Nilo, fizeram os primeiros aglomerados humanos e construíram as primeiras cidades do mundo. Ali já se registrava o quanto o homem era dependente da água. Porém, com o passar dos anos, com a evolução da humanidade, a água passou a ser tratada com desrespeito, sendo poluída e desperdiçada. Por esses motivos, a ONU – Organização das Nações Unidas criou o Dia Mundial da Água, em vinte e dois de março de 1992, para promover discussões acerca da consciência do homem em relação a ela. Em dez de dezembro de 2002, o senado brasileiro aprovou o dia nacional da água através de um projeto de lei. O texto destaca que esse deverá “oferecer à sociedade brasileira a oportunidade e o estímulo para o debate dos problemas e a busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.” A preocupação surgiu através dos grandes índices de poluição ambiental do planeta, envolvendo a qualidade da água que consumimos. A ONU elaborou um documento com medidas cautelosas a favor desse bem natural, trazendo também informações para garantir a cultura de preservação ambiental, a consciência ecológica em relação à água. Na Declaração Universal dos Direitos da Água, criada pela ONU, dentre as principais abordagens estão: – Que devemos ser responsáveis com a economia de água, pois essa é condição essencial de vida; – Que ela é um patrimônio mundial e que todos nós somos responsáveis pela sua conservação; – Que a água potável deve ser utilizada com economia, pois os recursos de tratamento são ainda lentos e escassos; – Que o equilíbrio do planeta depende da conservação dos rios, mares e oceanos, bem como dos ciclos naturais da água; – Que devemos ser responsáveis com as gerações futuras; – Que precisamos utilizá-la tendo consciência de que não devemos poluí-la ou envenená-la; – Que o homem deve ser solidário, evitando o seu desperdício e lutando pelo seu equilíbrio na natureza. Com esse documento, a Organização das Nações Unidas tornou obrigatório que todos as pessoas sejam responsáveis pela qualidade da água, bem como pela sua manutenção, tendo assim, formas de garantir a melhoria de vida no planeta. Por Jussara de Barros / Pedagoga e membro da Equipe Brasil...

Mais da metade dos municípios podem ficar sem água em 2015

22/03/2011
Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil corre o risco de chegar a 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. O diagnóstico está no Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, lançado hoje (22) pela Agência Nacional de Águas (ANA). O levantamento mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez. Considerando a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, os dados revelam que em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico. “A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, aponta o relatório. O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, disse que o atlas foi elaborado para orientar o planejamento da gestão de águas no país. Segundo ele, como atualmente mais de 90% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de abastecimento de água, a escassez parece uma ameaça distante, como se não fosse possível haver problemas no futuro. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, avalia. De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste são as que têm, relativamente, os maiores problemas nos sistemas produtores de água. Apesar de a Amazônia concentrar 81% do potencial hídrico do país, na Região Norte menos de 14% da população urbana é atendida por sistemas de abastecimento satisfatórios. No Nordeste, esse percentual é de 18% e a região também concentra os maiores problemas com disponibilidade de mananciais, por conta da escassez de chuvas. O documento da ANA calcula em R$ 22,2 bilhões o investimento necessário para evitar que o desabastecimento atinja mais da metade das cidades brasileiras. O dinheiro deverá financiar um conjunto de obras para o aproveitamento de novos mananciais e para adequações no sistema de produção de água. A maior parcelas dos investimentos deverá ser direcionada para capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro,...

Brasil lança campanha de conscientização para a igualdade racial

22/03/2011
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, lançou ontem (21) uma campanha de conscientização para a igualdade racial. O evento fez parte das comemorações do aniversário de oito anos da Seppir e do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A campanha Igualdade Racial é para valer também faz parte das ações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes. De acordo com a ministra, será uma convocação para a sociedade brasileira repensar a questão do respeito às diferenças. “O objetivo é promover a igualdade. Isso não é uma ação exclusiva do movimento negro e não é uma responsabilidade apenas do Estado brasileiro. É uma preocupação coletiva”. Segundo Luiza Bairros, também é importante reduzir os altos índices de homicídio contra a população negra, principalmente os jovens. “Todo o nosso esforço será tendo em vista a redução desses índices. Essas mortes violentas que acontecem na população negra, em especial na juventude, não são questões de âmbito exclusivo da segurança pública, mas de cunho social”. Além do lançamento da campanha, houve a entrega do Selo Educação para a Igualdade Racial a escolas, secretarias municipais e estaduais de educação. O objetivo é contemplar iniciativas exitosas na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. A Seppir foi criada em 2003 como forma de reconhecimento das lutas históricas do movimento negro brasileiro. A missão da secretaria é estabelecer iniciativas contra as desigualdades raciais no país. A data é emblemática, pois em todo o mundo celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Agência...
O medo nuclear assombra o mundo
21/03/2011
Uma segunda Hiroshima poderia acontecer com o acidente nuclear no reator de Fukushima. Onde será a próxima Nagasaki? Nos EUA, com os seus 23 envelhecidos reatores de desenho idêntico aos de Fukushima? Na França, o país mais dependente de energia nuclear do mundo?Provavelmente não na Alemanha ou na Venezuela, que estão cortando os seus programas nucleares; nem no Reino Unido, o líder mundial de conversão de energia eólica captada no mar. Nem mesmo na China, um modelo em energia solar que está revendo seus planos para novas usinas nucleares. O artigo é de Yoichi Shimatsu. Global Research Uma segunda Hiroshima poderia acontecer com o acidente nuclear parcial no reator nuclear de Fukushima 1. Nós só podemos esperar agora que o eventual custo em vidas não chegue perto daquele da primeira catástrofe atômica mundial. A comunidade internacional está agora perguntando: onde será a próxima Nagasaki? Nos EUA, com os seus 23 envelhecidos reatores de desenho idêntico aos Mark 1 de Fukushima, da GE, junto com uma dúzia mais de outros levemente modificados? Na França, o país mais dependente de energia nuclear do mundo? Provavelmente não na Alemanha ou na Venezuela, que estão cortando os seus programas nucleares; nem no Reino Unido, o líder mundial de conversão de energia eólica captada no mar. Nem mesmo na China, um modelo em energia solar que agora está revendo seus planos para novas usinas nucleares. Muitas pessoas também estão imaginando: como pode que a única nação a experimentar um bombardeio atômico possa ter se tornado tão confiante em energia nuclear? A resposta é ao mesmo tempo simples e complicada. Nas economias modernas, a energia que faz funcionar máquinas está interligada com a segurança nacional, a política externa e a guerra. Progresso à base de urânio A Segunda Guerra Mundial foi também uma disputa por combustíveis fósseis. Um Japão sedento de energia invadiu a China por seu carvão e a Indonésia por suas reservas de petróleo. Blitzkriegs da Alemanha nazista miraram campos de petróleo na Romênia, na Líbia e na região do mar Cáspio. Os EUA e o Reino Unido lutaram contra o Eixo para recuperar o controle que eles tinham sobre os combustíveis fósseis mundiais, e eles seguem fazendo o mesmo em conflitos com a nações da OPEC e para controlar a Ásia Central e a plataforma continental do oeste da Ásia. Para evitar uma nova guerra no Pacífico, Washington tentou afastar o Japão pós-guerra de sua dependência de carvão e petróleo. Conforme a indústria japonesa renascia por volta das Olimpíadas de Tóquio, em 1964, os EUA empurraram ao Japão a adoção de uma energia do futuro, “segura e limpa” – a energia nuclear. À General Electric e à Westinghouse logo foi dada a...

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