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Khadafi promete “longa guerra”

21/03/2011
O presidente da Líbia, Muammar Khadafi, falou neste domingo (20) a uma rádio estatal local que haverá “uma longa guerra no país”. Antes do amanhecer, a capital líbia, Trípoli, foi alvo de ataques aéreos da coalizão formada por Estados Unidos, Grã Bretanha, França, Canadá e Itália. Em resposta, Khadafi prometeu a “derrota” dessas forças e ameaçou reagir. Apenas em Trípoli, há relatos de 64 mortos e 150 feridos, segundo informações do governo líbio. Em seu pronunciamento, Khadafi recomendou que as pessoas reajam aos eventuais ataques, pediu que o povo líbio porte armas e afirmou que ele vai “vencer”. "É necessário agora abrir os armazéns e armar toda a massa com todos os tipos de armas, para defender a independência, a unidade e a honra da Líbia", disse, para em seguida acrescentar: "Chamo os povos e os cidadãos dos países árabes, islâmicos, da América Latina, da Ásia e da África a apoiarem o heróico povo líbio na confrontação contra essa agressão, que só vai aumentar a força, firmeza e unidade do povo líbio." O governo do Catar se comprometeu a liderar os países árabes, que também estão prontos para participar da ação. A intervenção da coalizão internacional está se intensificando. A ordem para agir ocorreu depois de uma cúpula internacional em Paris, onde se reuniram os chanceleres dos países aliados, em meio à visita de Barack Obama ao Brasil. O presidente francês Nicolás Sarkozy justificou a ação aérea como forma de evitar que Khadafi reprima líderes contrários a seu governo em Benghazi, cidade importante economicamente. "Os envolvidos concordaram em utilizar todos os meios necessários, especialmente militares, para aplicar as decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidas." Na última semana, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução que autoriza o emprego da força tendo como explicação a necessidade de conter a repressão a civis que resistem ao atual governo, que já dura 42 anos. O Brasil se absteve da votação com o argumento de que temia que ações militares externas acabassem por vitimar a população local, o que as primeiras informações da batalha em campo líbio estão confirmando. Já no sábado a Líbia foi bombardeada por 110 mísseis Tomahawk, disparados a distância. Segundo relatos, os mísseis atingiram os sistemas de defesa aéreo e comunicação estratégica do governo líbio. O objetivo das autoridades dos países aliados é a destruir as armas das forças aliadas de Khadafi. A Espanha informou que o Exército do país será acionado para o envio de quatro caças F18, aviões de reabastecimento e para manter vigilância marítima, com o uso de uma fragata e um submarino. Em 1999, em nome da proteção do povo do Kosovo, os países que integram a Organização...

Governo investirá R$ 4,5 bilhões até 2014 para rede de saúde das mulheres

21/03/2011
A mobilização do governo entorno da melhora da qualidade aos serviços de prevenção, de diagnósticos e de tratamento do câncer de mama e do câncer do colo do útero marcou a entrevista da presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (21), ao programa ‘Café com a Presidenta’, transmitido pela Rádio Nacional. A presidenta informou que amanhã (22), lançará em Manaus (AM) série de ações que permita o tratamento da doença. O país terá uma rede de saúde para as mulheres, com investimento de R$ 4,5 bilhões. “Eu não me canso de repetir: sei, por experiência própria, que o câncer tem maior chance de cura quando é tratado no início. E é para isso que o meu governo está trabalhando. Queremos que toda mulher tenha oportunidade de se cuidar, fazendo a prevenção bem feita. E se a doença, mesmo assim aparecer, queremos que toda mulher possa fazer o melhor tratamento possível, no tempo certo e com qualidade.” O apresentador do programa, Luciano Seixas, indagou sobre o que seria feito, na prática, por exemplo, para aumentar o controle do câncer do colo do útero. “Primeiro, nós vamos garantir exames preventivos e de boa qualidade para todas as mulheres entre 25 e 59 anos. São as mulheres dessa idade as que mais precisam. Uma das coisas que vamos fazer é incentivar os laboratórios a trabalharem dentro dos padrões internacionais de qualidade. Eles vão receber orientação e o dinheiro para isso. Um exame bem feito já é meio caminho andado. Outra coisa: vão ser implantados 20 novos centros especializados no diagnóstico e no tratamento da fase inicial do câncer do colo do útero nos estados do Norte e do Nordeste. Os hospitais vão ampliar e também vão instalar serviço para tratamento de câncer – radioterapia e quimioterapia, por exemplo. Dessa forma, as mulheres vão ter mais acesso ao tratamento e, Luciano, mais perto de casa.” A presidenta informou também que a mesma mobilização se dará para a questão do câncer de mama. A ideia é que “os hospitais ofereçam tratamento para todo tipo de câncer, mas o de mama é um dos principais porque, como eu disse, é o mais comum nas brasileiras, e daí o nosso esforço”. E seguiu: “olha, no controle do câncer de mama, a grande prioridade é a prevenção. Para isso, temos que resolver o problema dos equipamentos de mamografia.” “A situação hoje é a seguinte: o Brasil tem mais de quatro mil mamógrafos, metade deles na rede pública. É uma quantidade mais que suficiente para garantir que as mulheres entre 40 e 69 anos façam os seus exames no prazo certo. Tem um problema que eu tenho o compromisso de resolver: é que muitos desses equipamentos estão parados, com baixa...

Obama: “O dia do Brasil chegou. O futuro é hoje”

21/03/2011
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou Dilma Rousseff e Lula durante discurso na tarde de domingo (20) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual fez uma defesa entusiasmada da situação brasileira atual. Durante aproximadamente 30 minutos, Obama buscou associar as histórias e os destinos do Brasil e dos Estados Unidos, reafirmando o que já havia dito outras vezes, que busca um parceiro em pé de igualdade, e não mais uma relação desigual. “Esse é um país que não é mais do futuro. As pessoas do Brasil têm que saber que o futuro já chegou, é hoje, é o momento de colher os frutos.” Ele indicou o exemplo da presidenta Dilma para ressaltar a importância de que os povos lutem por democracia. “Ela sabe o que é viver sem o direito mais básico pelo qual estão lutando hoje (no Oriente Médio). Mas ela sabe também o que é vencer, o que é se superar”, afirmou, no ponto mais aplaudido de sua fala, feita aparentemente de improviso e recheada de expressões em português. Durante o ato, Obama não citou diretamente o ataque militar promovido por Estados Unidos, Grã Bretanha, França, Itália e Canadá ao território da Líbia, mas claramente aproveitou a oportunidade para justificar a ação, que já deixou dezenas de mortos e feridos em menos de 48 horas. “Sabemos que há certas aspirações compartilhadas por todos os seres humanos. Todos queremos ser livres, queremos poder escolher como seremos governados. Queremos criar nosso próprio destino. Não são direitos americanos ou ocidentais, são direitos universais e nós temos que garanti-los em toda parte.” Do lado de fora, manifestantes protestavam contra as ações militares dos Estados Unidos, como já haviam feito na sexta-feira e no sábado. Além disso, em faixas se exibiam mensagens contra os interesses do país do Norte no petróleo brasileiro. O chefe da Casa Branca lembrou ainda o ex-presidente Lula como exemplo de que hoje o Brasil realiza os sonhos de seus cidadãos, como no momento em que um retirante nordestino consegue se eleger para comandar a nação. “Pela primeira vez a esperança está voltando a lugares onde o medo costumava reinar. Vi isso hoje quando visitei a Cidade de Deus”, indicou Obama, que em vários instantes citou o momento extraordinário vivido pelo país e sua maior inserção no cenário internacional. “O Brasil hoje é uma democracia plena, um lugar onde as pessoas têm a liberdade de falar o que pensam e de escolher seus líderes.” Tom informal O discurso no Theatro Municipal teve tom muito mais informal que o realizado no sábado ao lado de Dilma Rousseff em Brasília. Sem gravata, Obama chegou a citar Paulo Coelho no encerramento do ato, lembrou o filme Orfeu...

Popularidade Dilma se iguala à marca recorde de Lula em 2007

21/03/2011
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (20) mostra que a popularidade da presidenta Dilma Rousseff supera todos os antecessores de Lula e iguala-se à marca recorde obtida pelo presidente petista em 2007. Na primeira pesquisa de avaliação no novo mandato, 47% dos brasileiros aprovam a presidenta, patamar tecnicamente igual ao obtido por Lula em março de 2007 e quatro pontos acima do registrado pelo ex-presidente em seu primeiro mandato, em 2003. Na mesma época, Fernando Henrique Cardoso contava com avaliação positiva de 39% no primeiro mandato e apenas 21% no segundo, contra 34% de Itamar Franco e 36% de Fernando Collor de Mello. Em relação a Dilma, outros 34% consideram seu governo regular, 7% têm visão ruim ou péssima da atual gestão e 12% não souberam opinar – este último índice é significativamente alto, comparando-se apenas a Itamar. Os dados divulgados permitem aferir que a presidenta venceu as resistências junto ao eleitorado tucano que poderiam ter resistido ao fim do processo eleitoral. Apenas 15% dos que votaram em José Serra consideram que o desempenho de Dilma é ruim ou péssimo e 31% a classificam como boa ou ótima, com 41% de regular. Além disso, desapareceram as disparidades regionais. Dilma goza de 50% de aprovação no Nordeste, 47% no Sudeste e 44% no Sul, no Norte e no Centro-Oeste. As mulheres, que resistiram a migrar para a base de apoio à presidenta durante as eleições, agora dão 51% de aprovação, contra 43% entre os homens. O primeiro pronunciamento de Dilma em rede nacional de TV e rádio teve como tema a educação, o que influencia a avaliação sobre áreas nas quais o atual governo tem melhor desempenho. O campo educacional é visto como o foco do atual governo por 10% da população – em 2003, 38% indicavam combate à fome e à miséria como ponto positivo do governo Lula. Saúde (19%) e segurança (9%) aparecem como áreas mais fracas. Rede Brasil...

Autoridades japonesas confirmam que temperatura aumenta em usina

18/03/2011
As autoridades do Japão confirmaram hoje (18) à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) que houve aumento da temperatura nos tanques de combustível na Usina de Fukushima Daiichi. Segundo os peritos, a elevação de temperatura foi registrada nas unidades 5 e 6. A elevação de temperatura gera ameaças de radiação para toda a região em torno da usina, segundo especialistas. A preocupação das autoridades japonesas é que as fontes de energia usadas para o resfriamento na Usina de Fukushima Daiichi tenham sido comprometidas. A suspeita está sendo investigada por peritos japoneses e estrangeiros. As informações são da Aiea. . A Agência de Segurança Industrial do Japão informou que está preocupado com as condições de armazenamento de combustível irradiado. Desde os vazamentos e explosões ocorridos no país, as autoridades japonesas passaram a usar a água do mar para resfriar as unidades de armazenamento. Helicópteros e caminhões foram acionados. Os últimos dados mostram que as temperaturas nas unidades 4, 5 e 6 da Usina de Fukushima Daiichi variaram de 62 graus a 84 graus Celsius. O combustível retirado dos reatores nucleares é considerado pelos especialistas “altamente radioativo e gera calor intenso”. Os operadores das usinas nucleares armazenam o material radioativo em piscinas de água fria que, segundo peritos, atuam como escudos. De acordo com os especialistas da Aiea, a temperatura dessas piscinas deve ser mantida abaixo de 25 graus Celsius. Se as temperaturas não forem controladas, o risco de radiação...

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