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BC: Inflação baixa, estável e previsível é condição para crescimento sustentável

07/01/2011
A estabilidade do poder de compra do brasileiro é uma conquista da sociedade brasileira e uma inflação baixa, estável e previsível é “condição necessária” para um crescimento sustentável, afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em sua primeira entrevista coletiva à imprensa realizada nesta quinta-feira (6), em Brasília (DF). Tombini discutiu com os jornalistas três temas básicos: meta de inflação, cenário econômico internacional e inclusão financeira dos brasileiros. Tombini afirmou que as metas de inflação para 2011 e 2012 já estão definidas – 4,5% de inflação medida pelo Índice Naciolnal de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE – e que o País tem que ter a ambição de perseguir, no futuro, uma meta de inflação que seja convergente com os níveis das principais economias emergentes. “Temos que criar as condições para isso”, diz o presidente do BC, incluindo entre elas a consolidação do atual patamar de 4,5%. Sobre o ambiente internacional, Tombini disse que há alguns indícios de melhora, mas que o quadro externo continuará volátil. “A recuperação das principais economias mundiais tem sido mais lenta do que se imaginava inicialmente e isso tem seus impactos sobre a economia global”, afirmou, lembrando que o Brasil não tem sido passivo nessa questão, atuando ativamente com os instrumentos disponvíveis, para se proteger dessa instabilidade. A presidenta Dilma Rousseff, afirmou, determinou que o Brasil continue participando ativamente desse debate em nível internacional, com protagonismo e defendendo suas teses. Alexandre Tombini também aproveitou a coletiva para falar um pouco sobre a importância do papel do Banco Central na inclusão financeira da população, para criar e ampliar o leque de oportunidades econômicas e financeiras para o cidadão brasileiro – tanto em relação à disponibilização de crédito como na facilitação do acesso das pessoas ao sistema financeiro. E essa inclusão financeira também tem que se dar de forma sustentável, com uma expansão segura, e o Banco Central tem atuado nesse sentido, disse ele, destacando que o crescimento de crédito disponível à população saiu de 1/4 do PIB para 50%. “Quanto mais acesso nós tivermos, quanto mais incluída a população estiver, tanto mais não só as oportunidades são criadas mas também do ponto de vista do nosso trabalho de condução da política monetária fica facilitado nesse processo.” Clique aqui e leia o Relatório de Inclusão Financeira preparado pelo BC. Blog do...
Situação financeira melhorou para quase 80% das famílias, indica Ipea
07/01/2011
Estudo divulgado na quinta-feira (6) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que 77% das famílias brasileiras afirmaram, em dezembro, que estavam melhor financeiramente do que um ano antes, enquanto 19,8% sentiam-se em situação pior. O estudo foi realizado em 3.810 domicílios, em 214 municípios de todas as unidades federativas. As regiões Centro-Oeste e Norte registraram a maior proporção de famílias que acreditam ter melhorado a sua condição financeira (82,1% e 80,3%, respectivamente), seguidas pelo Nordeste (79,4%). No Sul e Sudeste, a proporção de famílias otimistas é levemente inferior (70,6% e 76%, respectivamente). A pesquisa revela ainda que 81% das famílias brasileiras acreditam que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto 8,2% projetam estar em situação pior. As expectativas otimistas das famílias pesquisadas são mais pronunciadas por aquelas com rendimento entre cinco e dez salários mínimos e com ensino médio (completo ou incompleto). O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Sandro Carvalho, lembrou que as decisões de investimentos no país se baseiam no nível de confiança do consumidor e que o monitoramento feito pelo órgão tem como objetivo produzir sinalizadores sobre a decisão de gastos das famílias. “Houve uma melhora. Pela primeira vez, mais da metade das famílias declarou não ter nenhuma dívida e a proporção de endividados diminuiu", destacou ele. Otimismo Ainda de acordo com o Ipea, os brasileiros permanecem otimistas em relação à situação socioeconômica do país. O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) de dezembro caiu apenas um ponto em relação ao do mês anterior, passando de 65,6 para 64,6. A pesquisa foi realizada em 3.810 domicílios, em 214 municípios de todos as unidades federativas. Taxas até 20 pontos indicam grande pessimismo; de 20 a 40 , pessimismo; de 40 a 60, moderação; de 60 a 80, otimismo; e de 80 a 100, grande otimismo. De acordo com o Ipea, a ligeira queda do índice foi registrada em todas as regiões, exceto no Sudeste. O Centro-Oeste voltou a apresentar a maior pontuação em dezembro (70,49) e o Sul permaneceu logo em seguida, alcançando 68,53 pontos. O Sudeste manteve o otimismo em ascensão, atingindo 64,97 pontos. Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste apresentaram quedas significativas no otimismo. No Nordeste, a taxa caiu de 64,67 para 61,82 pontos, e no Norte, de 64,25 para 60,54. Para o chefe da assessoria da presidência do Ipea, Milko Matijascic, a leve queda na média nacional pode ser reflexo do momento de transição no governo federal e nos governos estaduais. “Há uma natural incerteza sobre os rumos, mas o nível de segurança é bastante elevado. Podemos dizer que são notícias boas, muito boas”, afirmou. Sobre a situação econômica do país no curto prazo, a pesquisa...

Lâmpadas incandescentes devem ser retiradas do mercado até 2016

07/01/2011
As lâmpadas incandescentes comuns serão retiradas do mercado paulatinamente até 2016. Portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio regulamentando a retirada foi publicada no Diário Oficial da União. A finalidade é que elas sejam substituídas por versões mais econômicas. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida é fruto de um longo processo de negociação com setores da sociedade, por meio de consulta pública via internet e de audiência pública. Técnicos do ministério estimam que a medida, publicada ontem (6), aliada a outra portaria que trata do Programa de Metas das Lâmpadas Fluorescentes Compactas, trará ao país uma economia escalonada até 2030 de cerca de 10 terawatts-hora (TWh/ano). Equivale a mais do que o dobro conseguido com o Selo Procel, utilizado atualmente. Conforme detalhado na portaria, fazem parte da regulamentação as lâmpadas incandescentes de uso geral, exceto as incandescentes com potência igual ou inferior a 40 Watts (W); incandescentes específicas para estufas – de secagem e de pintura – equipamentos hospitalares e outros; incandescentes refletoras/defletoras ou espelhadas, entre outras. De 30 de junho de 2012 até 30 de junho de 2016 – a não ser que surja uma nova tecnologia que permita às lâmpadas incandescentes se tornarem mais eficientes – esse tipo de produto será banido do mercado, segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia. No mercado brasileiro existem 147 modelos de lâmpadas incandescentes etiquetadas, de quatro fabricantes diferentes. Estima-se que a lâmpada incandescente seja responsável por aproximadamente 80% da iluminação residencial no Brasil. O mercado brasileiro consome atualmente cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes e 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas. De acordo com o ministério de Minas e Energia, as tecnologias que envolvem os sistemas de iluminação se desenvolveram rapidamente, nos últimos anos, disponibilizando equipamentos com mais eficiência e durabilidade. Paradoxalmente, aumentou também a preocupação com a escassez de energia e a busca de soluções que contemplem a boa iluminação conjugada a equipamentos mais eficientes e formas inteligentes de utilização. Diante disso, a tecnologia utilizada nas lâmpadas incandescentes se tornou obsoleta. Tecnologias já consolidadas, como as lâmpadas fluorescentes compactas, podem fornecer quantidade maior de luz com um custo energético muito inferior à tecnologia incandescente. Agência...

Para líderes e ministros, Dilma não terá dificuldade em ‘engrenar’

07/01/2011
A nova presidente da República, Dilma Rousseff, não terá dificuldades em fazer a agenda de interesse do governo caminhar em um bom ritmo. Apesar de nunca ter ocupado um cargo de chefia do Executivo, Dilma conta com uma série de fatores positivos que devem fazer com que não perca tempo nos primeiros meses de governo. Quadros partidários e ministros do novo mandato avaliam que a agenda de continuidade, o grande conhecimento acumulado pela presidente em mais de sete anos no comando de ministérios e o aumento da bancada governista no Congresso devem facilitar a introdução de temas de interesse da nova gestão. Como lembrou o presidente do Senado, José Sarney, em seu discurso durante a cerimônia de posse deste sábado (1º), Dilma foi “a segunda alma do governo Lula.” A avaliação de Sarney e de outros líderes políticos, inclusive Lula, é de que a presidente estará mais atenta à necessidade de aperfeiçoar as conquistas obtidas nos últimos oito anos. “Uma mulher que chega ao poder incorporando toda sensibilidade ao sofrimento e à dor, tenho certeza de que vai fazer a diferença. Vai fazer a diferença não apenas para a população mais sofrida, mas especialmente para as mulheres”, defende a senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP). Na agenda econômica, as mudanças começaram a ser feitas já na reta final do governo Lula. O Banco Central anunciou medidas para enxugar o crédito oferecido no mercado, desta vez em sintonia com o Ministério da Fazenda. O ministro Guido Mantega, mantido no cargo, explica que a ideia é sempre oferecer medidas anticíclicas, ou seja, no sentido contrário ao caminho da economia. "Quando o mundo se retraía, na crise financeira de 2008-09, o Estado oferecia incentivos para reduzir os danos." Agora, Mantega avalia que é chegado o momento de frear os investimentos públicos e deixar que o setor privado se encarregue de promover o crescimento econômico. “A presidente Dilma já estava envolvida em todas as questões centrais da área econômica, sempre conversamos muito, estamos muito afinados. E, portanto, ela já sabe perfeitamente o que tem que fazer”, avalia o ministro. Congresso Além de conhecer muito bem o andamento do atual governo e de ter assegurado a permanência de vários ministros, Dilma contará com um Congresso, a princípio, mais amigável que aquele que teve Lula ao longo de oito anos. O bom desempenho dos partidos da base aliada, em parte alavancado pelo prestígio do ex-presidente, levou à formação de uma margem mais confortável no Legislativo. Na Câmara, a base aliada ocupará 366 das 512 cadeiras. Entre os senadores, serão 52 em 81. Novo líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira considera que há condições para aprovar a reforma política. Para ele, a mudança na...

Governo quer “PAC” para a erradicação da pobreza

07/01/2011
Na reunião que teve com oito ministros na quinta-feira (6), a presidente Dilma Rousseff articulou o início de um programa para erradicar a pobreza, nos moldes do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, com metas de gestão e monitoramento. De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, a ideia é contruir um programa de investimentos, associando inclusão produtiva e ampliação da rede de benefícios de transferência de renda. Todas as etapas serão definidas pelo grupo criado a partir de todos os ministérios envolvidos e que terá e reuniões periódicas. “Vamos organizar, no próximo período, essas metas e trabalhar em reuniões bilaterais. No comitê gestor, vamos organizar o desenho do programa e apresentá-lo à sociedade e aos parceiros estratégicos, entre eles os governos estaduais e municipais”, afirmou Tereza. De acordo com o blog do Planalto, este "PAC’ atuará de fora independente de outros programas existentes, como o Bolsa Família. “Estamos trabalhando no sentido de universalizar a rede de serviços. Essa é uma expectativa do governo. Não vamos atacar a agenda da pobreza apenas com políticas de transferência de renda. Nossa agenda é de inclusão social e produtiva, de ampliação da rede de serviços públicos, de saneamento, oferta de água, saúde, educação e qualificação profissional”, disse a secretária. Apesar de não ter um nome definido para o programa, o governo decidiu que ele terá como secretária executiva Ana Fonseca, umas das organizadoras do Bolsa Família. Participaram da reunião com a presidente Dilma, além de Tereza Campello, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Antonio Palocci (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento, Orçamento e Gestão), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Fernando Haddad (Edução) e Mário Negromonte (Cidades). Com informações do Blog do Planalto e Agência...

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