31/10/2008
As cinco centrais sindicais envolvidas no debate do Piso Estadual de Salário se reúnem hoje para discutir estratégias para a implantação do projeto. O projeto foi apresentado em reunião na Casa da Agronômica ao governador Luiz Henrique, no dia 7 de outubro, e uma comissão de trabalho foi montado para debater as propostas com entidades de empresários. Uma nova data para reunir com o governador e as entidades patronais foi marcada naquela reunião com o governador. A primeira data marcada havia sido 3 de novembro, mas foi desmarcada pelo Governo do Estado para que, nesta data, o governador se reúna com os empresários. A segunda data seria 26 de novembro, mas foi novamente adiada pela Casa Civil para o dia 2 de dezembro. Enquanto isso, o movimento discutir estratégias de atuação e as repercussões do projeto entre parlamentares, no Executivo estadual, entre empresários e na sociedade. A reunião das centrais acontece às 10h, no dia 31, na sede da FECESC, na Av. Mauro Ramos, em Florianópolis. O quê: reunião entre as centrais sindicais Data: 31/10/08 Hora: 10h às 13h Local: FECESC (Av. Mauro Ramos, 1.624 – 3º andar – Centro – Florianópolis/SC). Assessoria de Imprensa da FECESC...O agravamento recente da crise financeira internacional
31/10/2008
Nos últimos dois meses a economia mundial vem passando por fortes e violentas turbulências nos mercados financeiros, que explicitam uma segunda etapa da crise econômica, onde uma crise de “solvência” (saúde financeira das empresas, capacidade de cumprirem com os seus compromissos financeiros) passa ao estágio de uma crise generalizada de confiança. Ao longo do ano de 2008, até setembro, a estimativa é de que os ativos (títulos, ações, contratos financeiros, etc.) existentes no mundo perderam valor em mais de US$ 14 trilhões. A estimativa de desvalorização em 12 meses é de cerca de US$ 27 trilhões, ou cerca de duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. No mesmo período, os bancos internacionais registram perdas contábeis de mais de US$ 500 bilhões. Sucessivas medidas tomadas para tentar frear os impactos das turbulências se mostraram insuficientes, inclusive o conjunto de medidas de injeção de cerca de US$ 850 bilhões no mercado financeiro dos EUA, aprovada pelo Congresso daquele país. Tentativas de coordenação de medidas pelos principais bancos centrais mundiais (EUA, Banco Central Europeu, Japão, Inglaterra, Suíça, Canadá, Austrália e outros) se mostraram bastante parciais, e também pouco eficazes para conter as turbulências nas bolsas, pelo menos até o momento. Bolsas internacionais registraram com frequência perdas diárias superiores a 5%, sendo que muitas vezes esses valores de perda operaram no intervalo entre 8% e 10%. No caso europeu, as limitações de um banco central não vinculado a um Estado Nacional (e, portanto, sem um orçamento público que lhe permitisse garantir o poder de sua moeda) se evidenciam. Além disso, os diversos Estados Nacionais europeus acabam privilegiando dar proteção às suas instituições financeiras, correntistas e investidores nacionais, nas medidas de resposta à crise. As perspectivas no momento são de uma crise bastante aguda, prolongada, e que deve se generalizar para a economia real com bastante rapidez, impactando especialmente as áreas vinculadas ao comércio internacional (fluxos comerciais, mercados de commodities1) e dependentes de crédito e financiamento. As expectativas são de redução significativa das taxas de crescimento nos vários países, sendo que em algumas áreas já há fortes indícios de recessão, especialmente nos EUA, Japão, e na área do euro. No caso da América Latina, é esperada forte redução do crescimento verificado no período anterior, embora ainda não haja previsões de recessão. Pela gravidade e intensidade da crise financeira internacional e pela sua capacidade de se espalhar pela economia mundial, não existe país que possa se considerar blindado em relação aos seus efeitos. Mas alguns aspectos da política econômica e comercial do Brasil fornecem ao país razoável capacidade de enfrentamento dos efeitos da crise ao nível internacional. 1 Commodities são produtos básicos, homogêneos e de amplo consumo, que podem ser produzidos e negociados...Os três passos políticos para enfrentar a crise, segundo a ONU
31/10/2008
A comunidade global deve reconhecer que num mundo interdependente, país algum pode agir isoladamente. Não é possível para todos os países gerarem mais superávit primário ou melhorar sua competitividade internacional ao valorizar sua moeda ou cortar custos. O avanço de uma nação é o recuo de uma outra. A cooperação global e a regulação são imperativas. A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) sugere três passos iniciais para isso. Unctad – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento Relatório político n° 4 da Unctad (Outubro/2008) Com os mercados do mundo absorvendo as primeiras ondas da continuidade da crise financeira, a atenção se volta para as maneiras de administrar coletivamente o desenrolar do desequilíbrio global e para prevenir a turbulência sistêmica. Isso é algo que a UNCTAD tem advogado mesmo durante a exuberância irracional gerada pela especulação ilimitada. Num mundo interconectado, nenhum país pode agir isoladamente – um princípio que tem estado no coração da mensagem de interdependência da UNCTAD, desde sua origem e que não pode ser mais apropriado, nestes dias. Este relatório político argumenta que a cooperação global e a regulação são imperativos tanto no comércio como na finança, e que a ONU é a organização internacional com mais crédito para liderar o projeto, a discussão e para reunir esses esforços. Grandes problemas nos mercados locais A crise financeira continua a se espalhar pelas regiões, países e setores de atividade, a despeito das medidas desesperadas tomadas pelos governos para conter o lixo tóxico e prevenir o contágio. Mas, parar o processo de desaceleração global revelou-se difícil, enquanto as posições especulativas de milhões de lares e companhias se desenrolam num número importante de mercados. O choque da proximidade de um derretimento no sistema financeiro norte-americano e noutros sacudiu profundamente a crença segundo a qual os negócios iriam rapidamente voltar aos mercados; e as expectativas de que a geração de capital pode ocorrer sem assumir riscos excessivos nos investimentos desapareceu. A desaceleração é claramente tão necessária como inevitável. Quando as posições especulativas tiverem se aclarado, os preços vão, na maioria dos casos, ser melhor alinhados com os fundamentos sustentados na oferta e na demanda. Contudo, os efeitos de curto prazo do giro de preços e no câmbio não deve ser subestimado. Em muitos casos as economias familiares e empresariais podem provavelmente ajustar com facilidade seus balancetes, reduzindo sua exposição a altos riscos e a obrigações de dívida – presumindo que têm tempo suficiente para fazê-lo. Se, por outro lado, o preço das ações ou a taxa de câmbio lhes for prejudicial, num curto intervalo de tempo essas mesmas economias podem ser jogadas na inadimplência. O fogo que os governos estão apagando atualmente implica,...Câmara aprova criação do Fundo Soberano para incentivar empresas que atuam no exterior
30/10/2008
Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite o projeto do governo que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), que será responsável pela aplicação de recursos públicos em ativos, como moedas estrangeiras e títulos (ações e debêntures) de empresas brasileiras que atuam no exterior. O texto aprovado é o substitutivo do deputado Pedro Eugênio (PT/PE) para o projeto de lei nº 3674/08 do Poder Executivo. As 12 emendas apresentadas pelos deputados foram rejeitadas e a nova redação, dada por Pedro Eugênio, foi aprovada por 291 votos contra 78 e quatro abstenções. Depois da votação, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), encerrou a sessão e convocou outra para esta quinta (30), às 10h, quando serão analisados os destaques para votação em...30/10/2008
A Fecesc está divulgando uma campanha em comemoração ao Dia do Comerciário. Foi produzido um marcador de livro com um abraço virtual que, no verso, anuncia que está no ar o novo site da federação. Além disso, foi produzido um anúncio com o mesmo tema para ser publicado em jornais e revistas, banner eletrônico e um impresso que vai ocupar a fachada do prédio da federação. As artes do marcador e do banner também podem ser utilizadas nos sites dos sindicatos. O anúncio diz: "São mais de 300.000 trabalhadores no comércio no estado de Santa Catarina. E, hoje, queremos dar nosso abraço em cada um de vocês"....