Líderes pedem apuração de denúncias e indisponibilidade de bens de Serra e Paulo Preto
20/10/2010
Os líderes do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE), e do Governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), protocolaram nesta terça-feira (19) uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) solicitando a investigação de denúncias de desvio de recursos públicos para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. A representação pede investigação contra Serra e o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A), empresa que constrói e administra rodovias no estado de São Paulo. Na representação, os dois líderes pedem a indisponibilidade dos bens de Serra e do engenheiro, caso se confirme o enriquecimento ilícito de ambos. O pedido de investigação tem como base denúncias divulgadas pela imprensa sobre irregularidades em obras como a do Rodoanel, de responsabilidade da Dersa. "Por tudo que estamos acompanhando na imprensa sobre este episódio, concluímos que o engenheiro é um réu confesso, uma vez que fez declarações à imprensa afirmando que ninguém mais do que ele, no governo de São Paulo, havia dado mais condições para que as empresas apoiassem com mais recursos a campanha tucana". No entendimento de Vaccarezza, a declaração do engenheiro é uma verdadeira "confissão de que se utilizou das obras do Rodoanel e do Metrô de São Paulo, que ele dirigia, para fazer negócios e levar recursos para a campanha tucana". O total das obras administradas por Paulo Preto gira em torno de R$ 6 bilhões. Para o deputado Fernando Ferro, outra evidência de irregularidades em torno das denúncias se dá na mudança repentina de discurso do presidenciável José Serra. Num primeiro momento, Serra disse desconhecer o engenheiro, mas depois que este fez ameaças via imprensa , pedindo a proteção do PSDB, Serra mudou o discurso e saiu em defesa de Paulo Preto. "Assim que o engenheiro ameaçou publicamente o candidato Serra, dizendo que não se abandonava um líder desta forma, Serra adotou imediatamente uma postura de defesa do engenheiro. É evidente que há indícios graves de irregularidades neste episódio. Com as investigações, vamos saber se houve prática de corrupção e desvio de recursos públicos federais e estaduais", explicou Ferro. Ferro denunciou ainda indícios graves de enriquecimento ilícito por parte do engenheiro Paulo Preto. "Quando as denúncias surgiram, o tucano respondeu dizendo que tratava-se de factóides políticos. Mas as evidências são claras, inclusive de enriquecimento ilícito. Esperamos que o Ministério Público apure o mais breve possível essas denúncias". O parlamentar informou ainda que serão encaminhadas cópias da reapresentação para a Controladoria Geral da União e para a Polícia Federal, para que tomem as providências cabíveis. O vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) e o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) também estiveram presentes durante o pedido de investigação na PGR. Casa Civil Além...




