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Presidente da FECESC alerta para assédio eleitoral e defende participação dos trabalhadores nas eleições
02/09/2026
O presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina (FECESC), Francisco Alano, alertou, em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (1º), para a prática de assédio eleitoral no ambiente de trabalho e defendeu o envolvimento dos trabalhadores no processo político e eleitoral. A manifestação ocorreu após declarações do empresário Luciano Hang, durante a inauguração de uma nova loja em Goiás, em que voltou a se posicionar contra o fim da escala 6×1. Para Alano, manifestações desse tipo, quando utilizadas para pressionar ou constranger trabalhadores em suas escolhas políticas, são “totalmente condenáveis” e podem caracterizar assédio eleitoral. O dirigente orientou os trabalhadores a não se deixarem intimidar e ressaltou que cada cidadão tem o direito de escolher livremente seus candidatos. “O trabalhador não pode se deixar constranger. O trabalhador tem que se envolver com política”, afirmou. Segundo o presidente da FECESC, a participação política dos trabalhadores não deve se limitar à escolha do candidato à Presidência da República. Para ele, é fundamental também eleger representantes comprometidos com os interesses da classe trabalhadora no Congresso Nacional, onde são discutidas e aprovadas as leis que afetam diretamente a vida da população. “Não adianta eleger um presidente de esquerda e ter um Legislativo cheio de representantes da extrema direita. É através do Congresso, através da legislação, que conseguiremos nossas conquistas”, destacou. Alano também defendeu que os sindicatos participem ativamente do debate político, contribuindo para a formação e conscientização dos trabalhadores. “Política não é só para empresários. Sindicato tem que fazer o debate político, sim. Tudo passa pela política”, afirmou. Assédio eleitoral e consciência de classe Na avaliação do dirigente, o assédio praticado contra trabalhadores durante períodos eleitorais está relacionado também à resistência de setores empresariais à organização coletiva dos trabalhadores. Alano afirmou que, em Santa Catarina, não é possível generalizar e afirmar que os empresários sejam fascistas, mas criticou o que classificou como “práticas fascistas” presentes em determinados ambientes de trabalho, especialmente aquelas que buscam intimidar trabalhadores e enfraquecer a organização sindical. “Fascismo não admite a existência de sindicato organizado. Não admite a organização dos trabalhadores”, declarou. Para ele, o enfrentamento desse tipo de prática passa pelo fortalecimento da consciência de classe. “Se os trabalhadores não tiverem clareza suficiente para compreender sua situação, desenvolverem consciência de classe, fica complicado”, avaliou. Nesse sentido, Alano defendeu que os trabalhadores procurem conhecer as propostas e o histórico dos candidatos antes de votar. “Quais candidatos estão realmente comprometidos com a luta dos trabalhadores?”, questionou. Participação nas urnas também preocupa Durante a entrevista, o presidente da FECESC chamou atenção ainda para os índices de abstenção registrados nas últimas eleições. Segundo ele, mais de 30% dos trabalhadores não compareceram às urnas, o que representa um...
20 anos de luta e dedicação!
30/08/2026
FECESC homenageia o companheiro Nivaldo Rodrigues O Sindicato dos Empregados no Comércio de Laguna viveu, neste sábado (29 de agosto), um momento de renovação, mas também de reconhecimento e celebração de uma importante trajetória de luta. Após mais de 20 anos à frente da entidade, o companheiro Nivaldo Rodrigues encerra sua gestão deixando uma história marcada pela defesa dos trabalhadores, pelas conquistas da categoria e pela reconstrução e valorização da sede do sindicato. A FECESC agradece ao companheiro Nivaldo por todos esses anos de dedicação, compromisso e militância sindical, contribuindo para fortalecer a organização dos comerciários de Laguna e consolidar o sindicato como uma entidade respeitada e atuante em Santa Catarina. Nosso reconhecimento e nossa gratidão por toda essa caminhada! A cerimônia contou com a presença do presidente da FECESC, Francisco Alano, de Rogério Manoel Corrêa, representando a CUT Santa Catarina, além de representantes dos Sindicatos dos Comerciários de Imbituba e de Criciúma e de outras entidades sindicais da região. Ao novo presidente, Nivaldo Silveira, e à nova diretoria, desejamos uma gestão de muita luta, unidade e conquistas, dando continuidade a esse legado e fortalecendo cada vez mais o sindicato na defesa dos direitos da classe trabalhadora — inclusive na luta pelo fim da escala 6×1. Vida longa ao sindicalismo e à luta dos...
Nota da Contracs denuncia cobertura parcial da grande mídia sobre a escala 6×1
02/07/2026
A Contracs/CUT publicou uma nota de repúdio criticando a cobertura da grande mídia sobre o debate em torno do fim da escala 6×1. No texto, a Confederação denuncia o tratamento considerado parcial dado ao tema, especialmente na reportagem exibida pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, por privilegiar a visão do empresariado e minimizar a voz da classe trabalhadora. A entidade reafirma que a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários é legítima, urgente e seguirá como uma das principais bandeiras do movimento sindical. Confira a íntegra da nota:   A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT, Contracs, vem a público manifestar seu mais veemente repúdio à cobertura parcial realizada pela Rede Globo, por meio do Jornal Nacional, na noite desta quarta-feira (1º), sobre o debate no Senado Federal a respeito da proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho sem redução de salários. Em uma pauta que atinge diretamente a vida de quase 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, a emissora optou por construir uma narrativa desequilibrada, tendenciosa e alinhada aos interesses patronais. Ao selecionar as falas exibidas na reportagem, a Globo deu amplo espaço a representantes do empresariado e do chamado setor produtivo, enquanto silenciou, esvaziou ou relegou a segundo plano a voz da classe trabalhadora, justamente a mais impactada pela escala 6×1. Não houve paridade. Não houve equilíbrio. Não houve compromisso real com a informação. Não houve responsabilidade social. A reportagem ouviu e destacou argumentos de entidades patronais que tentam transformar um direito básico, o descanso, a convivência familiar, o lazer, o estudo e a saúde, em ameaça à economia. Reproduziu, sem o devido contraponto, o discurso do medo, do aumento de custos, da informalidade e da perda de competitividade, como se a vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras pudesse continuar sendo tratada apenas como despesa na planilha dos patrões. A Contracs repudia essa escolha editorial. A televisão brasileira, especialmente uma emissora com o alcance da Rede Globo, tem responsabilidade pública. Informar não é selecionar apenas as vozes que interessam ao poder econômico. Informar não é apresentar a visão patronal como se fosse a verdade técnica e esconder a realidade de quem trabalha seis dias por semana, muitas vezes com salários baixos, jornadas exaustivas, adoecimento, pouco descanso e quase nenhum tempo para viver. A postura da Globo não é nova. Historicamente, a emissora tem usado sua força de comunicação para influenciar a opinião pública em momentos decisivos da vida nacional, quase sempre contra os interesses da classe trabalhadora. Mais uma vez, diante de uma pauta popular, justa e urgente, escolheu o lado dos que podem financiar – pagando bem – o discurso. Infelizmente,...
Democracia e futuro do trabalho marcam a 85ª Plenária Estadual da FECESC
19/06/2026
A 85ª Plenária Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Comércio e Serviços de Santa Catarina reuniu dirigentes sindicais de todo o estado nos dias 17 e 18 de junho, no Sesc Cacupé, em Florianópolis. Com o tema “Democracia é Vida. Democracia é Liberdade”, o encontro promoveu importantes debates sobre a conjuntura política e econômica, os desafios do mundo do trabalho e o cenário eleitoral que se desenha para os próximos anos. A abertura contou com a presença da deputada federal Ana Paula Lima, da presidenta da CUT-SC, Anna Júlia Rodrigues, do deputado estadual Neodi Saretta e dos pré-candidatos Paulo Eccel e Bia Vargas. De forma virtual, também participaram o diretor da CUT Nacional, Valeir Ertle, e o presidente da CONTRACS-CUT, Julimar Roberto, reforçando a unidade e o compromisso do movimento sindical com a defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora. Na sequência, o economista e assessor sindical da FECESC, Maurício Mulinari, apresentou uma análise da conjuntura nacional e internacional, destacando os desafios econômicos e políticos que impactam diretamente os trabalhadores e trabalhadoras. O pedagogo e sociólogo Luiz Azevedo abordou os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho e seus reflexos nas eleições de 2026. No segundo dia de atividades, o ex-ministro do Trabalho Ricardo Berzoini trouxe uma reflexão sobre a importância das eleições para a democracia, a economia e a garantia dos direitos da classe trabalhadora. Já Fabiano Bittencourt, membro da Comissão de Prestação de Contas Eleitorais do CRCSC, analisou o cenário político catarinense e as perspectivas para a ampliação das representações legislativas. A supervisora técnica do DIEESE em Santa Catarina, Crystiane Peres, apresentou estudos sobre os benefícios da redução da jornada de trabalho e do avanço da escala 5×2, tema que segue no centro das reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras. Durante a plenária, também foi realizada a apreciação e aprovação do Balanço Financeiro da FECESC referente ao exercício de 2025. Marcada pela expressiva participação dos dirigentes sindicais, a 85ª Plenária consolidou-se como um espaço de formação, debate e fortalecimento da organização da categoria. Foram dois dias de troca de experiências, construção coletiva e reafirmação do compromisso da FECESC com a democracia, a valorização do trabalho e a luta permanente por mais direitos e melhores condições de vida para a classe trabalhadora. Confira aqui alguns dos momentos deste importante evento...
Artigo: A urgência da campanha “Vida além do Trabalho”
28/05/2026
por Francisco Alano, presidente da FECESC Além do Capital: Como a precariedade, a informalidade e a exaustão impulsionam a urgência da campanha por uma vida com mais dignidade, descanso e lazer 1. Antes de adentrar no debate e considerações sobre as lutas atuais por salário justo e jornada mais humana de trabalho, vamos fazer um resgate bíblico, histórico e legal da jornada de trabalho de 8 horas diárias, do limite legal de 24 horas por dia e da divisão das 24 horas diárias em 3 períodos de 8 horas. Segundo relatos bíblicos constantes do Antigo testamento, Deus criou o mundo, o homem e a mulher num período de sete dias, sendo seis dias de trabalho e o sétimo de descanso. Assim se estabeleceu pelos relatos bíblicos, a criação da jornada semanal de trabalho de 7 dias. Ainda segundo a Bíblia, por um deslize comportamental de Adão e Eva, Deus os expulsou do paraíso e determinou que passassem a ganhar o seu sustento através do esforço de cada dia. Estava desta forma estabelecido a existência do trabalho humano. Verdade ou não, mito ou lenda, o certo é que bilhões de pessoas de inúmeras religiões no mundo todo, acreditam na teoria do criacionismo e portanto, que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. A discussão do ciclo diário de 24 horas, começou com os egípcios há cerca de 2.400 anos antes de Cristo, observando o movimento das sombras pela projeção do sol e pelo movimento das estrelas. Fracionaram o período de luz e o período de trevas em 12 espaços cada, com uma 1 hora por cada um destes espaços. A humanidade cresceu, seja pelo evolucionismo ou pelo criacionismo e passou a ocupar inúmeras regiões no mundo, criando pelas mais diversas formas, condições para sobreviver e acumular riquezas. A mais conhecida forma de enriquecimento da humanidade foi o da exploração do homem pelo homem. Milhões foram escravizados, outros milhões passaram, na condição de servos, a ser explorados pelos senhores feudais. Com o início da revolução industrial, o capitalismo passou a exercer outras formas degradante de exploração, exigindo trabalho de até 16 horas diárias de homens, mulheres e até de crianças de 8 anos de idade. Inevitavelmente, os trabalhadores tiveram que se organizar para buscar direitos para sobreviverem minimamente com um pouco de dignidade. Para minorar o sofrimento das longas jornadas de trabalho, os trabalhadores passaram a construir propostas de períodos de trabalho, períodos de descanso e períodos de lazer. Este debate passou a evoluir, quando o industrial reformista Robert Owen, do país de Galês, criou o Slogan “oito horas de trabalho, oito horas de lazer, oito horas de descanso”. A Organização Internacional do Trabalho oficializou esse limite, padronizando para...

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