Crédito para pequeno empresário, cooperação Brasil-China e desemprego
12/04/2011
Na coluna “Conversa com a Presidenta”, publicada nesta terça-feira (12/4) em jornais no Brasil e no exterior, a presidenta Dilma Rousseff foi abordada sobre temas como estímulo para pequenos empresários, como por exemplo linha de crédito mais acessível; a cooperação sino-brasileira e também a questão da oferta de mão de obra no país. De Campinas, o empresário Cleriston Alan Santos indagou sobre “quando o governo federal irá estimular de fato os pequenos empresários, cobrando menos impostos e investindo em crédito acessível?” “Nós temos plena consciência da importância das micro e pequenas empresas, que empregam, sozinhas, quase a metade da mão de obra no Brasil. Tanto que decidimos criar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que terá status de ministério e será vinculada diretamente à Presidência. O órgão vai facilitar em muito a formulação de políticas de apoio – que, aliás, já existem. Em 2006, com a aprovação da lei que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o setor foi fortemente beneficiado.” E prosseguiu: “a lei estabeleceu estímulos para acesso ao crédito, ao mercado, à tecnologia e criou o Simples Nacional, que unifica oito tributos. A lei garante também que as compras do setor público, de até R$ 80 mil, devem ser feitas exclusivamente das micro e pequenas empresas. Resultado: considerando as vendas apenas para o governo federal, o faturamento do setor subiu de R$ 3,8 bilhões, em 2005, para R$ 15,9 bilhões, em 2010. O crescimento foi de 318%. Destaco também que o aumento real da renda no país foi um estímulo para toda a economia, incluindo o setor das micro e pequenas empresas. E mais: na semana passada, nós comemoramos a marca de 1 milhão de trabalhadores que aderiram ao programa Empreendedor Individual e passaram ter inscrição no CNPJ, a emitir nota fiscal, e a contar com toda a proteção da Previdência Social.” Leia aqui a íntegra da coluna “Conversa com a Presidenta”. A presidenta Dilma, que está na China em missão oficial, foi questionada pelo economista Felipe Castro B. dos Santos, 24 anos, que reside em Pequim há dois anos, sobre os planos para aperfeiçoar a representação brasileira na China, bem como as medidas que serão tomadas para ampliar a cooperação bilateral sino-brasileira. “Felipe, nossa embaixada em Pequim já é uma das maiores do Brasil. E, nos últimos anos, inauguramos um consulado em Cantão e renovamos o consulado de Xangai. Neste momento, estou visitando o país, em uma das primeiras viagens que faço ao exterior como presidenta. A China já é, desde 2009, o nosso maior parceiro comercial. Queremos reciprocidade, isto é, aumentar o acesso a produtos brasileiros no mercado chinês, exportar produtos com maior valor agregado”, respondeu a presidenta....




