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“É uma guerra de resistência; temos que segurar o manche e agüentar”

04/03/2009
A professora Maria da Conceição Tavares ainda nem tomou o café da manhã da segunda-feira, 2 de março. Mas já devorou os dados do noticiário sobre a crise e passa rapidamente deles para conversar com Carta Maior sobre os eixos da palestra que fará nesta quinta-feira, dia 5 de março, às 14h30min. Conceição abre nesse dia a primeira mesa de debates do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento que acontece em Brasília. Organizado pelo Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Secretaria de Assuntos Institucionais do Governo, o seminário tem tudo para ser um importante contraponto de densidade ao enfoque ora alarmista, ora epidérmico que contamina muitas análises da crise mundial e, sobretudo, de seu impacto no Brasil. Inagurado oficialmente pelo Presidente Lula às 9 hs da manhã, o seminário internacional tem a coordenação do ministro José Múcio que convocou duas dezenas de intelectuais, autoridades e lideranças – do Brasil e do exterior – para um balanço daquele que já é reconhecido como o maior colapso da história do capitalismo desde 1929. A TV Carta Maior transmitirá ao vivo os debates, com cobertura completa das mesas programadas para a quinta e sexta-feira. Por ser a reflexão de uma das economistas mais respeitadas do país, a fala da professora Maria da Conceição certamente esticará linhas que vão interligar o conjunto das discussões. Há precedentes que justificam essa expectativa. Veio da “implacável lucidez” da economista, para emprestar o elogio de um de seus muitos admiradores, Carlos Lessa, algumas das reflexões seminais que ajudaram a compreender a evolução da economia brasileira no século XX. Reunidas num livro lançado no início dos anos 70 ("Da substituição de importações ao capitalismo financeiro”) essas intervenções figuram ainda hoje como um ponto de passagem obrigatório para quem pretende entender a dinâmica do desenvolvimento capitalista no país. Pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. “Veja bem”, diz Conceição quando perguntada sobre qual seria agora o foco principal de sua análise na exposição da quinta-feira, ”estamos diante de uma tempestade global. Não é apenas a violência que assusta; é, principalmente, o fato de que a sua origem financeira torna tudo absolutamente opaco no horizonte da economia internacional. Mente quem disser que sabe o que virá e quanto vai durar. Minha percepção mais clara é de que será uma guerra de resistência; e que o Brasil tem condições de segurar o manche, e agüentar”. Conceição não é propriamente uma poliana acostumada a distribuir cálices de bondades nos salões da política brasileira. Tampouco ganhou o respeito ecumênico que desfruta em círculos intelectuais e acadêmicos por irradiar otimismo panglossiano. A adversária temida e respeitada do conservadorismo nativo...
Projeto do Piso Estadual agora será encaminhado por iniciativa popular
04/03/2009
A coleta de assinaturas para encaminhar o projeto do Piso como um Projeto de Lei de iniciativa popular é a principal estratégia para fazer avançar a iniciativa de Santa Catarina ter um salário mínimo. O estado é o único entre as regiões Sudeste e Sul que não possui esta ferramenta. Até o momento, a tentativa era de que o governador encaminhasse o projeto como de sua autoria conforme estabelece a legislação. O projeto não pode ser de autoria parlamentar. Mas até hoje, após dois anos de debates do projeto no movimento sindical e na sociedade, o governador teve apenas uma reunião, no final de 2008, com as cinco centrais sindicais, que encaminham conjuntamente esta ação. A segunda reunião, que seria feita também com a presença dos empresários, para debater o projeto já foi cancelada quatro vezes. Agora o movimento tomou a decisão de encaminhar o projeto como de iniciativa popular, coletando assinaturas. São necessárias 30 mil assinaturas, mas o movimento tem a meta inicial de 100 mil. Além de coletar as assinaturas, as centrais querem criar a oportunidade de debater o projeto com a sociedade. Já estão programadas atividades para a coleta de assinaturas em todo o estado. Florianópolis – Em reunião realizada no dia 2 de março, na Fecesc (Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina), mais de 30 lideranças sindicais que encabeçam o movimento definiram uma série de atividades com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a sociedade catarinense para a importância do projeto. Entre as iniciativas de maior relevância, o destaque é a realização do abaixo-assinado. A coleta das assinaturas será feita no período de 11 de março a 31 de maio. No dia 11 de março, às 9h30, acontece uma reunião do movimento sindical, que deve contar com mais de cem lideranças, para organizar o mutirão de coleta de assinaturas pelo estado todo. A reunião é aberta a todo o movimento sindical. Às 15h está prevista entrevista coletiva à imprensa, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, em Florianópolis. A intenção é coletar mais de 100 mil assinaturas, que serão encaminhadas para os deputados, caracterizando um verdadeiro apelo popular em favor do projeto de implantação do piso estadual de salário. O Projeto de Lei de iniciativa popular está baseado no Artigo 61 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei Federal nº 9.709/1998 e no Artigo 2º da Constituição Estadual, regulamentado pela Lei Complementar nº 220/2002. Para este mês de março ainda estão agendadas atividades nas principais cidades do Estado, começando por Florianópolis, no dia 11 de março, seguida por São Miguel do Oeste (16 de março), Chapecó (dia 17), Joaçaba (dia 18), Lages (dia 19) Joinville (dia 23), Blumenau (dia 24), Itajaí (dia 25), Criciúma...

Seminário Internacional debate crise econômica e papel do estado

04/03/2009
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, promoverá, dias 5 e 6 de março, no Centro de Convenções do Brasília Alvorada Hotel (SHTN Trecho 1, Conj 1B, Bloco C), o Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, que deverá discutir, entre outras questões, o papel do Estado e os desafios diante da crise e a regulação do sistema financeiro. O Presidente da FECESC, Francisco Alano, participa do evento em Brasília.   O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fará a palestra de abertura do evento, às 9 horas do dia 5 de março. Em seguida, o Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que também é secretário-executivo do CDES, coordenará um painel sobre o novo padrão de desenvolvimento, que deverá contar as presenças da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; do Ministro da Fazenda, Guido Mantega; e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. No dia 5, à tarde, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, participará de uma mesa-redonda de discussão sobre o papel do Estado, com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; o economista Ignacy Sachs (diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo na França); o economista da Universidade do Texas, James Galbraith (professor da Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas. Investigador sobre o trabalho e a desigualdade, exerceu diversas funções no Governo dos EUA.); e o consultor Jan Kregel. O CDES é presidido pelo presidente Lula e foi criado há sete anos com o propósito de debater as principais questões nacionais e apresentar propostas para programas do governo. Tem como membros permanentes 13 ministros de Estado e 90 líderes da sociedade civil, entre dirigentes empresariais, sindicais e de organizações civis....
Seminário Internacional debate crise econômica e papel do estado
03/03/2009
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, promoverá, dias 5 e 6 de março, no Centro de Convenções do Brasília Alvorada Hotel (SHTN Trecho 1, Conj 1B, Bloco C), o Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, que deverá discutir, entre outras questões, o papel do Estado e os desafios diante da crise e a regulação do sistema financeiro. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fará a palestra de abertura do evento, às 9 horas do dia 5 de março. Em seguida, o Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que também é secretário-executivo do CDES, coordenará um painel sobre o novo padrão de desenvolvimento, que deverá contar as presenças da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; do Ministro da Fazenda, Guido Mantega; e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. No dia 5, à tarde, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, participará de uma mesa-redonda de discussão sobre o papel do Estado, com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; o economista Ignacy Sachs (diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo na França); o economista da Universidade do Texas, James Galbraith (professor da Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas. Investigador sobre o trabalho e a desigualdade, exerceu diversas funções no Governo dos EUA.); e o consultor Jan Kregel. O CDES é presidido pelo presidente Lula e foi criado há sete anos com o propósito de debater as principais questões nacionais e apresentar propostas para programas do governo. Tem como membros permanentes 13 ministros de Estado e 90 líderes da sociedade civil, entre dirigentes empresariais, sindicais e de organizações civis. As inscrições para o Seminário são gratuitas Acesse a programação completa do evento: Programação Pleno...

Inflação recua na maioria das capitais pesquisadas pela FGV

03/03/2009
Seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registraram desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na última prévia de fevereiro. Segundo levantamento divulgado hoje (3), Recife manteve o índice de 0,86% e foi a única capital que não registrou variação. A pesquisa aponta que em Belo Horizonte registrou alta de 0,04%, ante 0,12%. Em Brasília, o indicador passou de 0,15% para 0,07%. São Paulo teve desaceleração de 0,29% para 0,16%. Em Salvador, a taxa de inflação, que chegou a 0,45% na terceira apuração de fevereiro, caiu para 0,03% no final do mês. No do Rio de Janeiro, o índice ficou em 0,16%, ante 0,42% registrado no levantamento anterior. Segundo o estudo, o IPC-S de 28 de fevereiro de 2009 teve variação de 0,21%, 0,18 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na última apuração. Agência...

Sintrasem denuncia violência contra lideranças do movimento sindical

02/03/2009
A diretoria do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) se reuniu na última quinta-feira, 26/02, para discutir e tomar as providências em relação às agressões e ameaças sofridas pelo ex-diretor do Sindicato e militante dos servidores municipais, Douglas Vieira, por parte de policiais durante o Carnaval. Segundo o Boletim de Ocorrência (nº 00104-2009-030031), registrado na 1ª DP da Capital, Douglas relatou que estava na Praça Tancredo Neves, no dia 23/02, quando foi abordado por policiais da GRT que “o levaram na presença do soldado Norton onde o mesmo ameaçava dizendo: se não fosse um lugar público ia quebrar o teu pescoço e te jogar numa vala- eu vou te pegar sozinho e te quebrar no meio, tu não é ninguém". Após as ameaças o teriam conduzido até o Tenente Coronel Newton Ramlow desferindo-lhe pontapés e golpes. Segundo o relato, o Tenente Coronel disse que só ia “ficar satisfeito quando pegar o Charles Pires”. Logo após, os policiais mandaram que Douglas fosse embora, seguindo-o de longe. Segundo o Boletim de Ocorrência, o fato foi presenciado por quatro testemunhas. A diretoria do Sintrasem acredita que a atitude dos policiais tem caráter de perseguição política, devido à atuação de Charles Pires, diretor de Comunicação do Sintrasem, e de Douglas Vieira, nos movimentos reivindicatórios dos servidores da Prefeitura de Florianópolis. Charles Pires, como uma das principais lideranças da categoria, já sofreu várias ameaças por parte de Newton Ramlow. Por isso, a diretoria do Sintrasem decidiu ir até a Corregedoria da PM para denunciar as ameaças e pedir apuração dos fatos. Também já se reuniu com outros representantes do movimento sindical e social que lutam contra a criminalização dos movimentos sociais. Com informações do...
Trabalhadores da indústria têxtil ganham reajuste de 7% em Joinville
27/02/2009
O Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Joinville definiu ontem o aumento de 7% nos salários da categoria. O reajuste representou 0,57% de ganho real, além de 6,43% de reposição da inflação nos últimos 12 meses. O aumento maior foi para o piso de efetivação, que passou de R$ 521,40 para R$ 569,80: um reajuste de 9,28%. A proposta foi aprovada no sábado, em assembleia que reuniu cerca de 350 trabalhadores. Os trabalhadores da indústria têxtil (5 mil na região) são os primeiros a ter reajuste salarial em Joinville. O aumento real deste ano foi menor do que os 0,8% conquistados em 2008. A inflação durante o ano passado e a crise devem ser os inimigos dos trabalhadores nas discussões salarias de...

É hora de ampliar, com determinação, o investimento público no País

26/02/2009
Entre os emergentes o Brasil é um dos países que ainda está se saindo bem no quadro internacional. Entre o chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a Rússia é o país mais afetado pela crise. A produção industrial do país recuou 20% em janeiro e as estimativas oficiais para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 foram recentemente revistas para -2,2%. O país já queimou US$ 200 bilhões das suas reservas tentando deter a queda do rublo e setores do governo pressionam por um controle de câmbio para estancar a fuga de capitais. Os países emergentes asiáticos também sofrem duramente a crise. A Coréia do Sul teve queda do PIB em 5,6% no último trimestre de 2008. Após a maior queda das exportações de sua história em janeiro, de 17,5%, a estimativa é que a China cresça 7,4% em 2009. A Índia sofrerá também, mas a previsão oficial é ainda de um crescimento de 5,6% para 2009, ótimo desempenho considerando o crescimento da economia mundial no ano. Em termos comparativos, o comportamento da economia brasileira até o momento é razoável. Conforme tem sido destacado por vários analistas, alguns fundamentos da economia brasileira tem sido determinantes na capacidade de o país enfrentar a crise sem quebrar, após o seu agravamento, a partir de setembro de 2008. São eles: a) menor dependência do mercado consumidor dos Estados Unidos, centro da crise; b) nível das reservas cambiais existentes no país, em torno de US$ 200 bilhões; c) o dinamismo do mercado interno, que tem sido o motor do crescimento da economia brasileira nos últimos trimestres; d) desempenho do mercado de trabalho, com queda da taxa de desemprego nas Regiões Metropolitanas e crescimento da renda (até novembro); e)situação da dívida pública, que vem caindo nos últimos anos em relação ao PIB, e que hoje está em 36% do PIB; f) nível de depósitos compulsórios, um dos instrumentos que o Banco Central usa para controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia; g) as obras do PAC, que contribuíram para acelerar o crescimento em 2008, vêm sendo executadas, e tem papel fundamental nas áreas de investimentos em infra-estrutura, estímulo ao crédito e ao financiamento, melhora do ambiente de investimento, desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário e medidas fiscais de longo prazo. Passado seis meses do processo de agravamento da crise internacional, já com os países desenvolvidos em recessão, a constatação é que a maioria dos itens relacionados acima tem ajudado o Brasil a enfrentar a crise (com exceção do mercado de trabalho, que se deteriorou bastante a partir de dezembro). Alguns sintomas reforçam essa constatação. O risco Brasil, por exemplo, caiu de 473 pontos na média de novembro para 430 pontos em...

Palestina: uma questão de justiça

26/02/2009
Uma maré de solidariedade ao povo palestino percorre o mundo nos últimos dois meses. Como em outros tempos o repúdio à intervenção dos EUA no Vietnã ou a campanha pelo fim do apartheid na África do Sul, a condenação dos crimes contra a humanidade cometidos por Israel em Gaza se tornou uma dessas causas capazes de unir, no mesmo sentimento, as pessoas que compartilham uma noção essencial de justiça, acima das fronteiras étnicas e religiosas. É inaceitável a indiferença ou a conivência com o massacre de civis, a destruição de suas casas, a opressão cotidiana em Gaza e Cisjordânia, a intransigência de Israel em perpetuar a ocupação ilegal que se prolonga desde 1967. O PT, fiel à sua tradição internacionalista e aos seus valores humanistas, manifestou-se nesse episódio do lado certo, somando sua voz aos que defendem o fim imediato da ocupação e a criação de um Estado palestino soberano, viável e em bases dignas. Em artigo divulgado no espaço virtual petista (www.pt.org.br), o economista Paul Singer, um veterano lutador do povo brasileiro, também defende o fim dos ataques em Gaza, mas critica os termos em que tem se expressado o repúdio geral à conduta de Israel. Na sua opinião, é necessário condenar em igual medida a violência praticada por israelenses e por palestinos. Suas ponderações, embora expressem uma aspiração sincera pela paz, têm como fio condutor um raciocínio equivocado, muito presente na cobertura da mídia: o de abordar o conflito a partir de uma suposta simetria entre palestinos e israelenses. Trata-se de uma ideia simples e elegante – por isso mesmo, tentadora. Diante de dois povos em luta pelo mesmo território, cada qual com seus argumentos, a atitude mais sensata seria a equidistância. Assim, o PT é criticado por tomar partido, em lugar de simplesmente se ater a uma defesa (abstrata) da paz, do diálogo, da compreensão mútua. Um mínimo de reflexão sobre o conflito israelense-palestino e suas raízes históricas já é suficiente para demonstrar o quanto é falaciosa a crença de que os motivos dos dois lados se equivalem. O Estado de Israel foi criado com base no confisco das terras dos palestinos e na negação dos seus direitos. A violência está embutida no projeto sionista desde a sua concepção, no final do século XIX, quando Theodor Herzl formulou a palavra-de-ordem de “uma terra sem povo” (a Palestina) “para um povo sem terra” (os judeus). Estava lançada ali a semente da “limpeza étnica” que acompanhou a fundação do Estado de Israel, em 1948, quando 700 mil árabes, moradores da região desde tempos imemoriais, foram obrigados a abandonar seus lares, conforme o relato incontestado de historiadores israelenses como Benny Morris e Tom Segev. Hoje os refugiados que vivem...
Desemprego em janeiro é o menor dos últimos 10 anos, aponta pesquisa Dieese
26/02/2009
A taxa de desemprego medida pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos) em seis das principais regiões metropolitanas do país registrou em janeiro o menor índice para o mês desde 1998, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26). De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego total (aberto mais oculto) em janeiro foi de 13,1% da população economicamente ativa nestas regiões, recuo de mais de um ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2008. Na comparação com desemprego do ano passado, houve aumento de 0,4 ponto percentual, resultado que, para o Dieese, é comum nesse período. Na análise por região, o desemprego recuou em quase todas na comparação anual, com exceção de Recife (aumento de 0,5%). Nas demais o recuo foi de 20% em Belo Horizonte; 10% em Porto Alegre; 8,1% em São Paulo; 7,1% no Distrito Federal; e 2% em Salvador. O nível de ocupação no conjunto das regiões pesquisadas aumentou 2,6%. Nos últimos doze meses, foram geradas 440 mil novas ocupações, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho (261 mil), o que reduziu o contingente de desempregados em 180 mil pessoas. Na mesma base de comparação, a ocupação cresceu em praticamente todas as regiões pesquisadas: 4,7% no Distrito Federal; 3,9% em Porto Alegre e Recife; 2,8% em São Paulo; e 1,8% em Belo Horizonte. Apenas em Salvador o nível diminuiu (1,5%). O número de postos de trabalho no conjunto das regiões pesquisadas aumentou em quase todos os setores de atividade analisados: 295 mil nos Serviços (3,3%); 78 mil no Comércio (2,8%); 43 mil na Indústria (1,6%); e 37 mil na Construção Civil (3,8%). Somente no agregado Outros Setores houve redução de 16 mil postos (0,9%). Entre dezembro de 2007 e de 2008, o rendimento médio real dos ocupados no conjunto das regiões pesquisadas cresceu 2,9%. Essa variação refletiu aumentos verificados em Belo Horizonte (10,2%), Distrito Federal (7,9%), Salvador (5,7%) e Recife (4,5%). Em São Paulo e em Porto Alegre esse indicador apresentou ligeiras variações (0,4% e – 0,3%, respectivamente). A massa de rendimentos reais dos ocupados cresceu 6,9%, resultado de aumentos do nível de ocupação e do rendimento médio. A massa salarial elevou-se em 8,5%, principalmente pela expansão do nível de emprego, uma vez que foi bem menor a contribuição do salário médio real. Agência...

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