06/03/2009
As mulheres representam quase metade da mão-de-obra – entre 40 e 45% – do ramo econômico que mais cresce no país: comércio e serviços. São comerciárias; trabalhadoras domésticas; de asseio e conservação; assessoria, perícia e pesquisa; de telemarketing; hotelaria, bares e restaurantes, entre outras, cujo dia a dia muitas vezes supera a já conhecida tripla jornada. Enquanto de um lado a imprensa noticia o desempenho econômico cada vez maior do ramo de comércio e serviços – que em 2008 cresceu por volta de 10% – , do outro lado, trabalhadores e trabalhadoras experimentam uma sobrecarga cada vez maior, especialmente as mulheres. “Trabalhar é necessário e gratificante, mas viver somente em função do trabalho é desumano. A categoria comerciária e de serviços, muitas vezes, trabalha em condições desumanas. Além do local de trabalho não oferecer saúde e segurança, do assédio moral e sexual serem parte da rotina, ainda há o trabalho aos domingos e feriados”, salienta Lucilene Binsfeld, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT – Contracs. Lucilene denuncia: “Temos relatos de trabalhadoras que entram em pânico aos sábados e vésperas de feriados, quando a empresa em que trabalham anuncia o funcionamento aos domingos e feriados. Contracs e CUT têm uma luta histórica para acabar com essa situação, sem falar na luta geral pela redução da jornada, sem redução de salários que vai pôr fim às jornadas desumanas e ainda gerar empregos”. “F.”, ex-trabalhadora de uma grande rede comercial com lojas em todo o Brasil, cita a dificuldade de ficar longe da família aos domingos e feriados como pior momento de sua carreira. Enquanto trabalhou no comércio, “F.” quase não encontrava as filhas, que tinham 10 e 8 anos: “quando eu saía, pela manhã bem cedo, elas estavam dormindo e quando eu voltava lá pelas dez da noite, elas já estavam dormindo de novo”. Histórias como essa estão mais para regra do que para exceção: “o que mais encontramos são trabalhadoras no comércio e serviços sobrecarregadas com uma jornada incompatível com qualquer pessoa. Além disso, o assédio moral e as lesões por esforços repetitivos (LER) são causadores de danos irreparáveis aos trabalhadores/as e nós precisamos mudar isso”, destaca Maria Isabel Caetano dos Reis, Secretária de Organização do Setor de Serviços e presidenta do Sindiserviços do DF. Jornada excessiva, desigualdade, distanciamento da família, problemas de saúde causados por condições de trabalho inadequadas e relações humanas perversas no trabalho que geram assédio moral e sexual perseguem as trabalhadoras do ramo de comércio e serviços. Depois de uma semana exaustiva de trabalho, que chega a beirar 56 horas semanais nos grandes centros urbanos, com muita hora-extra – muitas vezes não pagas – e fadiga física e emocional, as...06/03/2009
No dia 08 de março será realizado, em Santana do Livramento (Rio Grande do Sul/Rivera), um ato do Dia Internacional da Mulher no Parque da Independência em defesa da luta pela igualdade. O ato está previsto para 13 h e o retorno às 16h. A CUT/SC está financiando 30% referente ao valor de cada ônibus, com ônibus confirmados de três regionais: Meio Oeste, Sul e Florianópolis. Os roteiros são: · Meio Oeste: Fraiburgo – Rodoviária (17h) a Curitibanos – Rodoviária (19h30) à Campos Novos – Igreja Matriz (21h30) a Chapecó – Igreja Matriz (00h30); · Sul: Criciúma · Florianópolis – Terminal Cidades Plataforma E (20h) a Imbituba – Trevo do Bairro Nova Brasília (21h45); Os ônibus das Regionais de Florianópolis e Meio Oeste estão com algumas vagas. Para que o sindicato possa confirmar sua presença é necessário que entre em contato com Greice na CUT/SC para passar os nomes com seus devidos RGs até dia 06/03/2009 às 12:00 horas. A conta para rateio é: Banco do Brasil CUT/SC – Micro Regiões Agência: 3174 7 C/C: 8729 7 R$ 130,00 por pessoa Conforme correspondência anterior, as regionais ficaram responsáveis por imprimir o material em preto e branco com a pauta de reivindicações que será debatida no ato. Este folder está disponível no seguinte endereço: www.cut-sc.org.br/orc/folder_mulheres.pdf Observação Importante: Despesas com os ônibus: Será feita uma campanha com todas as entidades filiadas para subsidiar o Ato, dando continuidade à contribuição solidária, a exemplo dos atos anteriores. Portanto, ainda que sua entidade não tenha público para enviar a Santana do Livramento, deverá contribuir com os demais participantes; · Outras despesas (alimentação/eventuais gastos) são de responsabilidade de cada...“É uma guerra de resistência; temos que segurar o manche e agüentar”
04/03/2009
A professora Maria da Conceição Tavares ainda nem tomou o café da manhã da segunda-feira, 2 de março. Mas já devorou os dados do noticiário sobre a crise e passa rapidamente deles para conversar com Carta Maior sobre os eixos da palestra que fará nesta quinta-feira, dia 5 de março, às 14h30min. Conceição abre nesse dia a primeira mesa de debates do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento que acontece em Brasília. Organizado pelo Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Secretaria de Assuntos Institucionais do Governo, o seminário tem tudo para ser um importante contraponto de densidade ao enfoque ora alarmista, ora epidérmico que contamina muitas análises da crise mundial e, sobretudo, de seu impacto no Brasil. Inagurado oficialmente pelo Presidente Lula às 9 hs da manhã, o seminário internacional tem a coordenação do ministro José Múcio que convocou duas dezenas de intelectuais, autoridades e lideranças – do Brasil e do exterior – para um balanço daquele que já é reconhecido como o maior colapso da história do capitalismo desde 1929. A TV Carta Maior transmitirá ao vivo os debates, com cobertura completa das mesas programadas para a quinta e sexta-feira. Por ser a reflexão de uma das economistas mais respeitadas do país, a fala da professora Maria da Conceição certamente esticará linhas que vão interligar o conjunto das discussões. Há precedentes que justificam essa expectativa. Veio da “implacável lucidez” da economista, para emprestar o elogio de um de seus muitos admiradores, Carlos Lessa, algumas das reflexões seminais que ajudaram a compreender a evolução da economia brasileira no século XX. Reunidas num livro lançado no início dos anos 70 ("Da substituição de importações ao capitalismo financeiro”) essas intervenções figuram ainda hoje como um ponto de passagem obrigatório para quem pretende entender a dinâmica do desenvolvimento capitalista no país. Pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. “Veja bem”, diz Conceição quando perguntada sobre qual seria agora o foco principal de sua análise na exposição da quinta-feira, ”estamos diante de uma tempestade global. Não é apenas a violência que assusta; é, principalmente, o fato de que a sua origem financeira torna tudo absolutamente opaco no horizonte da economia internacional. Mente quem disser que sabe o que virá e quanto vai durar. Minha percepção mais clara é de que será uma guerra de resistência; e que o Brasil tem condições de segurar o manche, e agüentar”. Conceição não é propriamente uma poliana acostumada a distribuir cálices de bondades nos salões da política brasileira. Tampouco ganhou o respeito ecumênico que desfruta em círculos intelectuais e acadêmicos por irradiar otimismo panglossiano. A adversária temida e respeitada do conservadorismo nativo...04/03/2009
A coleta de assinaturas para encaminhar o projeto do Piso como um Projeto de Lei de iniciativa popular é a principal estratégia para fazer avançar a iniciativa de Santa Catarina ter um salário mínimo. O estado é o único entre as regiões Sudeste e Sul que não possui esta ferramenta. Até o momento, a tentativa era de que o governador encaminhasse o projeto como de sua autoria conforme estabelece a legislação. O projeto não pode ser de autoria parlamentar. Mas até hoje, após dois anos de debates do projeto no movimento sindical e na sociedade, o governador teve apenas uma reunião, no final de 2008, com as cinco centrais sindicais, que encaminham conjuntamente esta ação. A segunda reunião, que seria feita também com a presença dos empresários, para debater o projeto já foi cancelada quatro vezes. Agora o movimento tomou a decisão de encaminhar o projeto como de iniciativa popular, coletando assinaturas. São necessárias 30 mil assinaturas, mas o movimento tem a meta inicial de 100 mil. Além de coletar as assinaturas, as centrais querem criar a oportunidade de debater o projeto com a sociedade. Já estão programadas atividades para a coleta de assinaturas em todo o estado. Florianópolis – Em reunião realizada no dia 2 de março, na Fecesc (Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina), mais de 30 lideranças sindicais que encabeçam o movimento definiram uma série de atividades com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a sociedade catarinense para a importância do projeto. Entre as iniciativas de maior relevância, o destaque é a realização do abaixo-assinado. A coleta das assinaturas será feita no período de 11 de março a 31 de maio. No dia 11 de março, às 9h30, acontece uma reunião do movimento sindical, que deve contar com mais de cem lideranças, para organizar o mutirão de coleta de assinaturas pelo estado todo. A reunião é aberta a todo o movimento sindical. Às 15h está prevista entrevista coletiva à imprensa, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, em Florianópolis. A intenção é coletar mais de 100 mil assinaturas, que serão encaminhadas para os deputados, caracterizando um verdadeiro apelo popular em favor do projeto de implantação do piso estadual de salário. O Projeto de Lei de iniciativa popular está baseado no Artigo 61 da Constituição Federal, regulamentado pela Lei Federal nº 9.709/1998 e no Artigo 2º da Constituição Estadual, regulamentado pela Lei Complementar nº 220/2002. Para este mês de março ainda estão agendadas atividades nas principais cidades do Estado, começando por Florianópolis, no dia 11 de março, seguida por São Miguel do Oeste (16 de março), Chapecó (dia 17), Joaçaba (dia 18), Lages (dia 19) Joinville (dia 23), Blumenau (dia 24), Itajaí (dia 25), Criciúma...Seminário Internacional debate crise econômica e papel do estado
04/03/2009
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, promoverá, dias 5 e 6 de março, no Centro de Convenções do Brasília Alvorada Hotel (SHTN Trecho 1, Conj 1B, Bloco C), o Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, que deverá discutir, entre outras questões, o papel do Estado e os desafios diante da crise e a regulação do sistema financeiro. O Presidente da FECESC, Francisco Alano, participa do evento em Brasília. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fará a palestra de abertura do evento, às 9 horas do dia 5 de março. Em seguida, o Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que também é secretário-executivo do CDES, coordenará um painel sobre o novo padrão de desenvolvimento, que deverá contar as presenças da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; do Ministro da Fazenda, Guido Mantega; e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. No dia 5, à tarde, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, participará de uma mesa-redonda de discussão sobre o papel do Estado, com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; o economista Ignacy Sachs (diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo na França); o economista da Universidade do Texas, James Galbraith (professor da Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas. Investigador sobre o trabalho e a desigualdade, exerceu diversas funções no Governo dos EUA.); e o consultor Jan Kregel. O CDES é presidido pelo presidente Lula e foi criado há sete anos com o propósito de debater as principais questões nacionais e apresentar propostas para programas do governo. Tem como membros permanentes 13 ministros de Estado e 90 líderes da sociedade civil, entre dirigentes empresariais, sindicais e de organizações civis....03/03/2009
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, promoverá, dias 5 e 6 de março, no Centro de Convenções do Brasília Alvorada Hotel (SHTN Trecho 1, Conj 1B, Bloco C), o Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, que deverá discutir, entre outras questões, o papel do Estado e os desafios diante da crise e a regulação do sistema financeiro. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fará a palestra de abertura do evento, às 9 horas do dia 5 de março. Em seguida, o Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que também é secretário-executivo do CDES, coordenará um painel sobre o novo padrão de desenvolvimento, que deverá contar as presenças da Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; do Ministro da Fazenda, Guido Mantega; e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. No dia 5, à tarde, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, participará de uma mesa-redonda de discussão sobre o papel do Estado, com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; o economista Ignacy Sachs (diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo na França); o economista da Universidade do Texas, James Galbraith (professor da Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas. Investigador sobre o trabalho e a desigualdade, exerceu diversas funções no Governo dos EUA.); e o consultor Jan Kregel. O CDES é presidido pelo presidente Lula e foi criado há sete anos com o propósito de debater as principais questões nacionais e apresentar propostas para programas do governo. Tem como membros permanentes 13 ministros de Estado e 90 líderes da sociedade civil, entre dirigentes empresariais, sindicais e de organizações civis. As inscrições para o Seminário são gratuitas Acesse a programação completa do evento: Programação Pleno...Inflação recua na maioria das capitais pesquisadas pela FGV
03/03/2009
Seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registraram desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na última prévia de fevereiro. Segundo levantamento divulgado hoje (3), Recife manteve o índice de 0,86% e foi a única capital que não registrou variação. A pesquisa aponta que em Belo Horizonte registrou alta de 0,04%, ante 0,12%. Em Brasília, o indicador passou de 0,15% para 0,07%. São Paulo teve desaceleração de 0,29% para 0,16%. Em Salvador, a taxa de inflação, que chegou a 0,45% na terceira apuração de fevereiro, caiu para 0,03% no final do mês. No do Rio de Janeiro, o índice ficou em 0,16%, ante 0,42% registrado no levantamento anterior. Segundo o estudo, o IPC-S de 28 de fevereiro de 2009 teve variação de 0,21%, 0,18 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na última apuração. Agência...Sintrasem denuncia violência contra lideranças do movimento sindical
02/03/2009
A diretoria do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) se reuniu na última quinta-feira, 26/02, para discutir e tomar as providências em relação às agressões e ameaças sofridas pelo ex-diretor do Sindicato e militante dos servidores municipais, Douglas Vieira, por parte de policiais durante o Carnaval. Segundo o Boletim de Ocorrência (nº 00104-2009-030031), registrado na 1ª DP da Capital, Douglas relatou que estava na Praça Tancredo Neves, no dia 23/02, quando foi abordado por policiais da GRT que “o levaram na presença do soldado Norton onde o mesmo ameaçava dizendo: se não fosse um lugar público ia quebrar o teu pescoço e te jogar numa vala- eu vou te pegar sozinho e te quebrar no meio, tu não é ninguém". Após as ameaças o teriam conduzido até o Tenente Coronel Newton Ramlow desferindo-lhe pontapés e golpes. Segundo o relato, o Tenente Coronel disse que só ia “ficar satisfeito quando pegar o Charles Pires”. Logo após, os policiais mandaram que Douglas fosse embora, seguindo-o de longe. Segundo o Boletim de Ocorrência, o fato foi presenciado por quatro testemunhas. A diretoria do Sintrasem acredita que a atitude dos policiais tem caráter de perseguição política, devido à atuação de Charles Pires, diretor de Comunicação do Sintrasem, e de Douglas Vieira, nos movimentos reivindicatórios dos servidores da Prefeitura de Florianópolis. Charles Pires, como uma das principais lideranças da categoria, já sofreu várias ameaças por parte de Newton Ramlow. Por isso, a diretoria do Sintrasem decidiu ir até a Corregedoria da PM para denunciar as ameaças e pedir apuração dos fatos. Também já se reuniu com outros representantes do movimento sindical e social que lutam contra a criminalização dos movimentos sociais. Com informações do...27/02/2009
O Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Joinville definiu ontem o aumento de 7% nos salários da categoria. O reajuste representou 0,57% de ganho real, além de 6,43% de reposição da inflação nos últimos 12 meses. O aumento maior foi para o piso de efetivação, que passou de R$ 521,40 para R$ 569,80: um reajuste de 9,28%. A proposta foi aprovada no sábado, em assembleia que reuniu cerca de 350 trabalhadores. Os trabalhadores da indústria têxtil (5 mil na região) são os primeiros a ter reajuste salarial em Joinville. O aumento real deste ano foi menor do que os 0,8% conquistados em 2008. A inflação durante o ano passado e a crise devem ser os inimigos dos trabalhadores nas discussões salarias de...É hora de ampliar, com determinação, o investimento público no País
26/02/2009
Entre os emergentes o Brasil é um dos países que ainda está se saindo bem no quadro internacional. Entre o chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a Rússia é o país mais afetado pela crise. A produção industrial do país recuou 20% em janeiro e as estimativas oficiais para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 foram recentemente revistas para -2,2%. O país já queimou US$ 200 bilhões das suas reservas tentando deter a queda do rublo e setores do governo pressionam por um controle de câmbio para estancar a fuga de capitais. Os países emergentes asiáticos também sofrem duramente a crise. A Coréia do Sul teve queda do PIB em 5,6% no último trimestre de 2008. Após a maior queda das exportações de sua história em janeiro, de 17,5%, a estimativa é que a China cresça 7,4% em 2009. A Índia sofrerá também, mas a previsão oficial é ainda de um crescimento de 5,6% para 2009, ótimo desempenho considerando o crescimento da economia mundial no ano. Em termos comparativos, o comportamento da economia brasileira até o momento é razoável. Conforme tem sido destacado por vários analistas, alguns fundamentos da economia brasileira tem sido determinantes na capacidade de o país enfrentar a crise sem quebrar, após o seu agravamento, a partir de setembro de 2008. São eles: a) menor dependência do mercado consumidor dos Estados Unidos, centro da crise; b) nível das reservas cambiais existentes no país, em torno de US$ 200 bilhões; c) o dinamismo do mercado interno, que tem sido o motor do crescimento da economia brasileira nos últimos trimestres; d) desempenho do mercado de trabalho, com queda da taxa de desemprego nas Regiões Metropolitanas e crescimento da renda (até novembro); e)situação da dívida pública, que vem caindo nos últimos anos em relação ao PIB, e que hoje está em 36% do PIB; f) nível de depósitos compulsórios, um dos instrumentos que o Banco Central usa para controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia; g) as obras do PAC, que contribuíram para acelerar o crescimento em 2008, vêm sendo executadas, e tem papel fundamental nas áreas de investimentos em infra-estrutura, estímulo ao crédito e ao financiamento, melhora do ambiente de investimento, desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário e medidas fiscais de longo prazo. Passado seis meses do processo de agravamento da crise internacional, já com os países desenvolvidos em recessão, a constatação é que a maioria dos itens relacionados acima tem ajudado o Brasil a enfrentar a crise (com exceção do mercado de trabalho, que se deteriorou bastante a partir de dezembro). Alguns sintomas reforçam essa constatação. O risco Brasil, por exemplo, caiu de 473 pontos na média de novembro para 430 pontos em...Siga-nos
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