08/12/2017
Em visita aos sindicatos dos comerciários da região Oeste e Meio Oeste, dirigentes da Executiva da federação conversaram com os sem terra expulsos pela polícia militar do acampamento Marcelino Chiarello Os diretores da Executiva da FECESC Francisco Alano e Rosemeri Miranda Prado estiveram em viagem pela região Oeste Meio Oeste do estado desde terça-feira, 05/12, cumprindo intensa agenda de visitas aos sindicatos filiados da região. “Discutimos os enfrentamentos da conjuntura e as negociações coletivas no setor do comércio e percebemos que a situação no Oeste de Santa Catarina não é diferente da de todo o estado e país: os patrões estão ávidos por explorar mais e mais seus trabalhadores e, particularmente na área do comércio, esse período de final de ano é quando os empresários querem que seus trabalhadores deixem de ter família, convívio, laser e até de respeitar feriados religiosos e que trabalhem como escravos. Mais do que nunca devemos nos contrapor a isso e defender um trabalho digno e humano para todos”, afirmou o presidente Francisco Alano. Entre os compromissos cumpridos, no dia 6, quarta-feira, também foi realizada visita aos acampados em Faxinal dos Guedes, que foram expulsos pela polícia militar do acampamento Marcelino Chiarello. De acordo com a diretora Rosemeri Miranda Prado, foi apresentada a eles a solidariedade da Federação e dos sindicatos filados à luta justa dos companheiros. “Também conversamos sobre as principais necessidades deles e quais os próximos passos do movimento”, lembrou Rosemeri. Na agenda dos diretores teve ainda a visita aos SECs de Curitibanos e de Joaçaba, reunião com a Executiva do SEC Xaxim e assinatura da escritura do imóvel destinado à sede do SEC Xanxerê. Depois foi realizada reunião com a diretoria Executiva para discutir a mudança para a nova sede, entre outros assuntos. Na quarta-feira, ainda, os diretores da Executiva da FECESC Francisco Alano e Neudi Antonio Giachini participaram da Roda de Conversa “Homens pelo fim da violência contra a mulher” realizada pelo Coletivo Janete Cassol, em Xanxerê, como parte da programação dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher. A atividade foi voltada aos homens, que durante o debate puderam dialogar sobre os diversos padrões culturais, sociais, econômicos, políticos e estruturais que sustentam a sociedade patriarcal e machista. Representação dos trabalhadores no Legislativo Os diretores da FECESC participaram da Sessão da Câmara de Vereadores de Xanxerê, presidida pelo vereador Adrianinho, representante dos trabalhadores no Legislativo municipal. Na oportunidade, o companheiro Adrianinho entregou ao presidente do SEC Xanxerê, Odir da Silva, placa em homenagem aos 25 anos do Sindicato. O comerciário Adriano De Martini, companheiro Adrianinho, do Sindicato, tem desempenhado de forma responsável seu papel na Câmara de Vereadores de Xanxerê e seu desempenho fez...05/12/2017
Nesta terça (5), com muita mobilização, a população vai dar um recado aos deputados: não aceitaremos o fim da aposentadoria A CUT vai fazer atos e paralisações contra o fim da aposentadoria em 25 estados nesta terça (5/12). A orientação da Central para os sindicatos, federações e confederações é fazer mais pressão nas bases dos parlamentares, nas ruas, nos aeroportos e nas redes sociais. “Deputado que aprovar a nova proposta da Previdência de Temer não vai se reeleger em 2018”, diz o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas. Segundo Vagner, o governo insiste em colocar a proposta em votação, apesar de já ter feito as contas e saber que não tem os 308 votos necessários para aprovar as mudanças. Mas, a maioria dos deputados não pretende aprovar a proposta porque está com medo de não ser reeleito. “A pressão que estamos fazendo em suas bases e nas redes sociais está surtindo efeito e precisa ser ampliada com a conscientização de toda a sociedade de que se a reforma for aprovada, milhões de brasileiros ficarão sem aposentadoria. E isso pode ser feito nos atos de amanhã”, conclui Vagner. Confira os locais nas capitais e cidades do país: ACRE Ato em Rio Branco contra a Reforma da Previdência Local: No colégio Acreano, centro Horário: A partir das 15h ALAGOAS Ato contra a Reforma da Previdência Local: Concentração na Praça Sinimbu Horário: a partir das 9h AMAPÁ Ato contra Reforma da Previdência Local: Praça da Bandeira Horário: a partir das 8h Carreata Local: a Praça Veiga Cabral Horário: A partir das 15h BAHIA Caminhada Contra a Reforma da Previdência e em Defesa dos Direitos Horário: 15h Local: Campo Grande até a Praça Castro Alves CEARÁ Ato contra Reforma da Previdência Horário: Concentração a partir das 8h Local: No cruzamento das avenidas da Universidade x 13 de Maio, no bairro Benfica, na capital Outras cidades confirmada no Ceará: Barbalha: às 8h, na Avenida Costa Cavalcante Brejo Santo: às 8h, na Praça Dionísio Rocha de Lucena Caucaia: às 8h, na Agência da Previdência Social Crateús: às 8h, na Agência da Previdência Social Crato: às 9h, na Praça São Vicente Ibaretama: às 9h, em frente à sede da Prefeitura Iguatu: às 7h30, na Praça da Caixa Econômica Quixadá: às 16h, debate sobre a reforma da previdência na sede do Sindicato dos Servidores Municipais (Rua Benjamin Constant, 1007) Redenção: às 8h, na Agência da Previdência Social Russas (Servidores de todo o Vale do Jaguaribe): às 8h, na Praça do Estudante DISTRITO FEDERAL Panfletagem e diálogo com a população a favor da aposentadoria Local: Rodoviária do Plano Piloto Horário: a partir das 16h ESPÍRITO SANTO Ato conjunto unificado contra o fim da aposentadoria Horário: a partir das...01/12/2017
[Boletim CONJUNTURA SEMANAL Nº 7 – Subseção do DIEESE da FECESC – 25 de novembro a 3 de dezembro de 2017] No apagar das luzes de 2017, o governo corrupto de Michel Temer tenta aprovar mais um ponto do seu amplo projeto de destruir a vida do povo brasileiro. Depois da destruição das leis trabalhistas, é a vez de tentar acabar com a previdência. Mentindo nas suas propagandas enganosas – que já acumulam gastos de R$ 171 milhões –, o governo tenta iludir o povo de que está combatendo “privilégios”. Grande mentira. O objetivo da reforma é justamente garantir os privilégios do 1% de bilionários da elite brasileira, que querem destruir a previdência para continuar assaltando o orçamento do Estado. Destruir a previdência para manter os privilégios da elite A reforma da previdência proposta pelo corrupto Temer não combate privilégios. Se fosse para combater privilégios, acabaria com a farra dos grandes empresários que vivem de lucros financeiros sustentados pelo Estado. A elite brasileira leva na mão grande, através da Desvinculação das Receitas da União (DRU), 30% da receita da seguridade social – que inclui previdência, saúde e assistência. Saqueia 47% do orçamento público com juros, amortizações e refinanciamentos da dívida pública. Por fim, relatório da CPI da previdência realizado no Senado mostrou que os empresários brasileiros devem estrondosos R$ 450 bilhões para a previdência. Se fosse para conter privilégios, é na elite capitalista que deveria ser mexido e não das aposentadorias dos trabalhadores do setor público e privado. As principais medidas que o governo está tentando empurrar goela abaixo do povo são: 1) rebaixar o valor pago a todos os trabalhadores, que tem uma redução de quase 16% no piso das aposentarias; 2) ampliar a idade mínima para que se consiga o benefício – 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; 3) aumentar o tempo mínimo de contribuição para servidores públicos, que passa a ser de 25 anos; e 4) expandir para 40 anos o tempo mínimo de contribuição para que seja possível se aposentar com o valor integral do benefício. Em resumo, a proposta não combate privilégios como fala a propagando governista. Inclusive, esta propaganda acaba de ser derrubada do ar pela justiça, já que mentia para o povo. A proposta visa reduzir o gasto do Estado com o povo, aumentando o roubo promovido pela elite do país. Radicalismo vitorioso contra a reforma da previdência Dificilmente Temer conseguirá aprovar a reforma da previdência. O desgaste de seu governo é enorme, sendo que ele não tem votos no congresso para realizar tal tarefa. A ausência de votos não ocorre em função de algum tipo de consciência responsável do congresso. Este não passa de um covil de...30/11/2017
Palestra do autor ocorrerá no dia 8 de dezembro, a partir das 14h, no auditório da FECESC O economista e professor de pós-graduação da PUC-SP Ladislau Dowbor, autor de 40 livros, estará em Florianópolis no dia 8 de dezembro, sexta-feira, para palestra e lançamento do livro “A Era do Capital Improdutivo – A nova arquitetura do poder: dominação financeira, sequestro da democracia e destruição do planeta”. A participação será aberta e gratuita, no auditório da FECESC (Av. Mauro Ramos, 1624, Centro), a partir das 14h. A realização é do DIEESE/SC, FECESC, Sindicato dos Jornalistas/SC, Sinjusc, Sindprevas-SC, FETEC, Frente Brasil Popular, Frente Parlamentar Catarinense em Defesa dos Serviços e das Empresas Públicas. Interessados em adquirir a obra, estará disponível no local por R$ 40,00. Sobre o livro Como os bancos registram lucros bilionários em plena recessão e desemprego? Neste livro, Ladislau Dowbor investiga como a riqueza do mundo – minérios, petróleo, trabalho, alimentos – , produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros. Com uma vasta pesquisa, Ladislau revela os mecanismos usados pelas corporações financeiras, com estruturas que muito se assemelham a governos, para exercer o poder político diretamente e influenciar as principais decisões dos poderes públicos. O resultado não poderia ser diferente: esterilizam a riqueza produzida pela sociedade para multiplicá-la somente em seu próprio benefício, por meio de investimentos financeiros que não criam novas tecnologias nem geram novos empregos. Ladislau demonstra por que o mercado considera positiva qualquer atividade que gere lucro – ainda que trave a economia e produza prejuízos sociais e ambientais – para enviar seus recursos, a salvo de impostos, a paraísos fiscais. O livro destrincha como a financeirização dilacera as economias no Brasil e mundo afora ao forçar os governos eleitos a cumprir agendas refutadas pelas urnas. Sobretudo quando desviam grande parte do orçamento público para o pagamento de juros da dívida, engordando ainda mais as forças do capital financeiro em detrimento de políticas públicas de saúde, educação,...28/11/2017
Primeira rodada de negociação foi realizada nesta segunda-feira, 27 de novembro, e a segunda está marcada para o dia 19 de dezembro Reunidos na FIESC para a primeira rodada de negociação com os representantes patronais, representantes do DIEESE, Centrais Sindicais e Federações não receberam nenhuma contraproposta para o reajuste dos pisos estaduais em 2018. A proposta apresentada pelos trabalhadores para o reajuste do Piso Salarial é a de equiparação com os valores que já são praticados atualmente no Paraná. No estado vizinho, as faixas do Piso Salarial são: 1ª faixa: R$ 1.223,20; 2ª faixa: R$ 1.269,40; 3ª faixa: R$ 1.315,60; 4ª faixa: R$ 1.414,60. “Santa Catarina, nos mais diversos setores, apresenta números melhores que os do Paraná: temos mais exportações, mais importações, números maiores na produção… não há motivos para o Piso Estadual em Santa Catarina ser menor”, lembrou o coordenador sindical do DIEESE Ivo Castanheira, que também é diretor da FECESC. O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, falou na abertura, ressaltando a importância do processo de negociação, mas o negociador Carlos Kurtz, diretor jurídico da FIESC, apontou dificuldades na negociação: “Estamos vivendo em um cenário que exige muita cautela, com alguns sinais de melhora; e consideramos a pauta de reinvindicações como um pontapé inicial para a negociação, mas ela está muito fora do patamar que nós estamos estudando propor”, afirmou. Na mesa de negociação, o economista do DIEESE Maurício Mulinari cobrou dos empresários catarinenses uma postura coerente, que esteja em acordo com a imagem que a própria FIESC costuma divulgar da economia catarinense, promovendo uma real valorização do Piso. A próxima rodada de negociação ficou marcada para o dia 19 de dezembro, às 14h, na FIESC. O Piso Salarial Estadual em Santa Catarina foi instituído no final de 2009 e entrou em vigor em 2010. Desde 2011, são realizadas negociações no final de cada ano para estabelecer o reajuste do ano seguinte, conforme prevê a Lei Complementar Nº 459 de 30.09.2009 no seu Art. 2º, Parágrafo único: “A atualização dos pisos salariais fixados nesta Lei Complementar será objeto de negociação entre as entidades sindicais dos trabalhadores e empregadores, com a participação do Governo do Estado de Santa...27/11/2017
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional e a Frente em Defesa da Eletrosul foram lançadas em Santa Catarina na manhã desta segunda-feira (27), no Auditório Antonieta de Barros da Assembleia Legislativa. O ato contou com a presença de deputados estaduais, deputados federais e do senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da frente, além de lideranças políticas, sindicais e trabalhadores do setor elétrico. O presidente da FECESC Francisco Alano compôs a mesa juntamente com a presidenta da CUT-SC Anna Júlia Rodrigues, representando o moviomento sindical. O principal objetivo da frente, de acordo com Requião, é combater a recidiva do capital financeiro e defender a atuação estatal em áreas estratégicas, como é o caso da energia elétrica. O presidente da frente classificou a privatização do sistema elétrico brasileiro como loucura porque as usinas brasileiras devem ser vendidas para estatais de outros países, “que não aumentarão a produção de energia e jogarão o custo desse investimento na fatura de energia”. Na avaliação de Requião, essas usinas já foram amortizadas. “Pagaremos duas vezes por essas usinas. E esse dinheiro vai para onde? Vai para comprar deputado, para evitar investigação do Temer e dos seus ministros, para viabilizar algumas emendas que garantam o poder que está destruindo o estado social brasileiro”, alertou. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional tem apoio de 18 senadores e 201 deputados. Três deputados federais – Pedro Uczai (PT-SC), Décio Lima (PT-SC) e Celso Pansera (PMDB-RJ) participaram do lançamento em Santa Catarina. Os deputados estaduais Ana Paula Lima e Dirceu Dresch, ambos do PT, aderiram ao movimento. “A reação da sociedade organizada, dos parlamentares, das lideranças e dos movimentos é extremamente importante. Precisamos reagir a essa entrega do nosso petróleo, praticamente de graça, das nossas terras, da nossa energia, da água, dos minérios, da Amazônia”, disse Dirceu Dresch. Frente da Eletrosul A criação da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul é uma espécie de segmentação da Frente em Defesa da Soberania Nacional, conforme explicou o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia de Florianópolis (Sinergia), Eduardo Clasen Back. “Precisamos segmentar a luta para mobilizar as categorias, mas apontando para a luta nacional, a luta unificadora, que é a defesa da soberania”, disse. A pauta da frente inclui a defesa da Eletrosul 100% pública e como instrumento fundamental de desenvolvimento dos três estados do Sul; a defesa da modicidade tarifária, que é a energia sempre pelo menor custo, para garantir o acesso da população e a viabilidade da indústria nacional; o controle estatal da geração e distribuição da energia elétrica em todo o território nacional e o conhecimento intelectual. “O Brasil é referência mundial em tecnologia de geração, transmissão e distribuição de energia...23/11/2017
ACOMPANHE AGORA: https://www.youtube.com/user/iobsocial/live O Instituto Observatório Social (IOS) realiza hoje, 23 de novembro, o seminário “Pesquisa e Ação Sindical: O Futuro do Trabalho e do Trabalhador”. O evento ocorre na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na capital paulista. O presidente da Fecesc Francisco Alano participa do evento, que conta com o apoio da Federação. A atividade faz parte da série de eventos realizados em celebração aos 20 anos do IOS e recebe pesquisadores de sete países que compõe a Rede Latino-Americana de Pesquisas em Empresas Multinacionais (RedLat): Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, México e Uruguai. O seminário conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac-CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Unisoli e Fecesc. O evento é transmitido ao vivo pelo site, redes sociais e pelo link: https://www.youtube.com/user/iobsocial/live PROGRAMAÇÃO 09h00 – Abertura institucional A Rede Latino-Americana de Pesquisas em Empresas Multinacionais (RedLat) e o Trabalho Decente na América Latina Giovanna Larco (Plades – Peru) Juliana Sousa (IOS – Brasil) Carmen Tangarife (ENS – Colômbia) Mariano Barrera (Cifra/Cefs – Argentina) Militza Meneses (Cenda – Chile) Luis Rangel (Cilas – México) Bruno Giometti (ICD – Uruguai) Patricio Sambonino (SASK) 12h30 – Intervalo para almoço 14h00 – Mesa 2: O Futuro do Trabalho: Industria 4.0, E-Commerce, Uberização do Trabalho e a Ação Sindical Lucas da Silva Tasquetto – professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Ludmila Costhek Abílio – pesquisadora do CESIT/UNICAMP Ari Aloraldo do Nascimento – Secretário de Organização da CUT Nacional 18h00 – Homenagem aos 20 anos de Instituto Observatório Social e lançamento da revista...22/11/2017
Em greve desde o dia 6 de novembro, os trabalhadores do Supermercado Munidal, uma das maiores redes de supermercados do Rio de Janeiro, estão fazendo história. Trata-se da primeira greve no setor depois de aprovada a contrarreforma trabalhista, que entrou em vigor no dia 13/11 e determinou o fim de vários direitos trabalhistas. A FECESC – Federação dos Empregados no Comércio no Estado de Santa Catarina, enviou para o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro nota oficial de apoio dos comerciários de Santa Catarina, lembrando que “Certamente a greve na Rede Mundial servirá de exemplo aos trabalhadores de supermercados do restante do Brasil”. Leia a íntegra da nota de apoio direcionada aos comerciários do Rio de Janeiro: Nota de apoio à greve dos trabalhadores de supermercado do Rio de Janeiro A Federação dos Trabalhadores do Comércio de Santa Catarina – FECESC declara total apoio aos 9 mil trabalhadores da rede de supermercados Mundial que estão em luta há algumas semanas contra a exploração a que estão submetidos. Parte destes trabalhadores cruzaram os braços nos últimos dias, revoltados com a perda de direitos que já começa a ocorrer em função da destruição dos direitos trabalhistas promovida pelo governo corrupto de Michel Temer. Somada à destruição da legislação trabalhista, o decreto nº 9127, promulgado por Temer autorizando o trabalho em domingos e feriados sem pagamento do adicional de 100% nas horas trabalhadas, foi o estopim que gerou a paralização espontânea dos trabalhadores da Rede Mundial. Além disso, vários outros direitos dos trabalhadores estão sendo desrespeitados, fazendo com que os trabalhadores e o sindicato dos comerciários do Rio de Janeiro pudessem articular a ampliação da mobilização para as demais unidades da rede. Nós, comerciários de Santa Catarina, reforçamos a legitimidade e apoio aos trabalhadores que lutam por seus direitos no Rio de Janeiro. Certamente a greve na Rede Mundial servirá de exemplo aos trabalhadores de supermercados do restante do Brasil. Sabemos que as condições de trabalho nestes locais são deploráveis, destacando-se as jornadas abusivas e o trabalho desgastante em domingos e feriados. Certamente, na esteira da profunda piora das condições de vida dos trabalhadores brasileiros, o movimento grevista em breve chegará a Santa Catarina e aos demais trabalhadores de outras categorias. É com atitudes como essa que os trabalhadores começarão a reverter o quadro de ataques que estão sofrendo. Demonstram o poder da classe trabalhadora, a empáfia dos patrões e a fraude que constitui a propriedade privada capitalista. Florianópolis, 20 de novembro de 2017 Francisco Alano Presidente da...18/11/2017
Primeira greve em supermercado depois da Reforma Trabalhista protesta pelo fim das horas extars nos domingos e feriados trabalhados Veja aqui vídeo da paralisação no Supermercado Mundial. Pouco mais de um mês depois da sanção da Reforma Trabalhista, o presidente Michel Temer fez mais uma de suas maldades sem chamar muita atenção. Um decreto assinado no dia 16 de agosto tornou a atividade dos supermercados essencial. Na prática, isso abriu caminho para que funcionários sejam ainda mais explorados: desde então, as empresas não são mais obrigadas a pagar 100% de hora extra por domingos e feriados trabalhados. Agora, os efeitos começam a ser sentidos na prática. O que fez com que trabalhadores de uma das maiores redes de mercados do Rio, o Mundial, tivessem cortes de até R$700 no pagamento. Com isso, os funcionários cruzaram os braços: “A gente está fazendo História, primeiro supermercado a parar”, afirmam. Quando assinou o decreto, Temer afirmou que a legislação estava sendo atualizada “em favor dos empresários e do povo brasileiro que quer ir ao mercado no feriado e fim de semana”. Os trabalhadores foram esquecidos. O movimento dos funcionários da rede, que emprega mais de 9 mil pessoas, nasceu de forma espontânea. Na segunda-feira (6), houve a primeira paralisação na Ilha do Governador, mas o supermercado não chegou a fechar. A notícia se espalhou em grupos de Whatsapp e chegou até a unidade da Praça da Bandeira, onde os colaboradores ocuparam a frente da loja, que acabou suspendendo o atendimento ao público. No dia seguinte, a onda de insatisfação chegou às unidades de Copacabana, Tijuca, Freguesia e Botafogo. “Começou com duas meninas no caixa e quando o gerente anotou o nome de uma delas, as outras apoiaram e também pararam. Então, começou a vir o pessoal da peixaria, laticínio, mercearia. Veio todo mundo para a frente de loja porque doeu no bolso de todos. De início, a gente só queria 15 minutos de atenção para eles verem que a gente não estava dormindo. Não imaginávamos que teríamos toda essa repercussão. Vídeos começaram a circular no whatsapp e encorajaram colegas de outras unidades”, contam funcionárias que pediram para ter a identidade preservada. O corte dos benefícios foi o estopim para o movimento, porém o descontentamento dos trabalhadores com a empresa não é novo. Além da denúncia de acúmulo e desvio de função e da retenção do espelho de ponto, que impossibilitaria o funcionário de conferir as horas registradas, funcionários de frente de loja (operadoras de caixa, empacotadoras e fiscais) relataram não ter direito à pausa para lanche – nem mesmo as grávidas. Algumas pessoas conseguem a autorização para comer após apresentarem atestado médico. As caixas dizem também ter que esperar até uma...18/11/2017
Jornada Continental pela Democracia contra Neoliberalismo, realizada em Montevidéu, reúne mais de 3 mil militantes “A vida humana não pode se resumir a trabalhar, pagar contas e fazer dívidas, como propõe o capitalismo. Defender o tempo livre e a liberdade é uma questão de princípios”. A declaração do ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica foi feita nesta quinta-feira (16) durante a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo. O mandatário, que participou do painel “Seguimos em luta: desafios frente à onda conservadora e os ataques à democracia”, defendeu a construção de estratégias de luta baseada na solidariedade entre os povos e na sustentabilidade da vida, em contraposição ao modelo proposto pelo capitalismo. O evento, que termina neste sábado (18), reúne cerca de 3 mil pessoas ligadas a movimentos populares das Américas na cidade de Montevidéu, capital uruguaia. Também presente no painel, Karin Nansen, presidenta da organização Amigos da Terra, comentou a onda conservadora no continente, ao relembrar os golpes de Estado em Brasil, Paraguai, Honduras e Haiti, além dos ataques sofridos pelo governo do presidente Nicolás Maduro, na Venezuela. Ela ressaltou o papel exercido pelas transnacionais nesses processos. “Essas empresas são participantes ativas dos golpes de Estado nos nossos continentes, pelo interesse na extração de recursos e é fundamental que formulemos estratégias conjuntas para resistir às transnacionais”, diz Nansen. Ela também ressaltou o papel desempenhado pela imprensa latino-americana na consolidação desse cenário, ao destacar que “os grandes meios de comunicação, como ferramentas da direita internacional, buscam manipular nossos povos para alcançar seus interesses antipopulares. Somos testemunhas desses processos antidemocráticos impulsionados pela direita, que promove ataques constantes aos trabalhadores, aos camponeses, à população indígena e às mulheres”. Mobilização e paralisação Nessa quinta-feira (16), participantes do evento se uniram a trabalhadores uruguaios que realizaram uma paralisação parcial em apoio à Jornada. Durante a manifestação, os movimentos denunciaram o retrocesso dos direitos trabalhistas no Brasil, com a reforma trabalhista do presidente golpista, Michel Temer (PMDB), e na Argentina, com as reformas anunciadas pelo presidente Maurício Macri, do Partido Propuesta Republicana (PRO). Histórico A realização da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo é parte do processo de articulação iniciado em Cuba, em 2015, por ocasião dos dez anos da derrota do projeto de instauração da ALCA (Área do Livre-Comércio das Américas) no continente. A jornada busca construir alternativas e estratégias para combater o neoliberalismo defender a democracia nos países latino-americanos e caribenhos. Fazem parte da articulação diversos movimentos sindicais, organizações camponesas, indígenas, feministas, ambientalistas e anti-imperialistas. Fonte: Brasil de Fato – Com informações da Jornada Continental por la Democracia y contra el Neoliberalismo e Prensa Latina. Edição: Vanessa Martina Silva | Tradução: Luiza...Siga-nos
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