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O sentido real da campanha contra o diploma

19/06/2009
Sob a alegação de que o jornalismo é uma atividade diferenciada e vinculada à liberdade de expressão e informação, garantida pela Carta Magna do país, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou por oito votos a um a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. A decisão de acabar com a obrigatoriedade – estabelecida por um decreto-lei de 1969 – teve como um de seus principais argumentos a tese de que ela foi instituída para controlar a imprensa e excluir da mídia os intelectuais e articulistas. A premissa é errada: é evidente que a lei de exigência do diploma não impedia ninguém de escrever nos jornais, publicar, ou de ser comentarista político, econômico, esportivo, do que quisesse. Mas o fim da obrigatoriedade e esse principal argumento invocado para a deliberação foram suficientes para a mídia comemorar festivamente e à exaustão. Os jornais hoje superdimensionam a importância do assunto, dão páginas e páginas e o Jornal da Globo na noite de ontem, fato raro em sua história, concedeu um segmento inteiro ao fato. A euforia do patronato – Nele era visível a euforia dos representantes, entre outros, da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) já que o patronato da mídia sempre foi contra a exigência do diploma e contra ele promoveu inúmeras campanhas nos 40 anos de vigência da lei. A comemoração pelo patronato é um indício de que veem no fim da exigência do diploma a fragilização da regulamentação da profissão, como o respeito ao piso salarial da categoria, à jornada de trabalho e às demais condições trabalhistas de exercício profissional. Trata-se de um falso condicionamento. Na maioria dos países que não exigem diploma de curso superior específico de Jornalismo para o exercício da profissão, há farta regulamentação da profissão, não só do ponto de vista das condições de trabalho e remuneração, mas da independência do trabalho intelectual como o direito de consciência. A mídia precisa se democratizar – Comemorar o fim da obrigatoriedade do diploma (nota acima), principalmente com esse enfoque de que sua extinção restabelece a liberdade de expressão e informação, é uma falsa questão. O importante a ressaltar (e peço a reflexão de todos neste sentido), e essa é a questão de fundo desse assunto, é que esse debate é muito mais amplo. Mas tenho de registrar que a decisão do STF democratiza o acesso à profissão, especialmente num mundo onde, com a internet, mais e mais pessoas estão se transformando em autores de seus próprios blogs e noticiários. Também garante a existência da imprensa comunitária que, em algumas cidades do país, vinha sendo cerceada pelo corporativismo das entidades de defesa dos jornalistas. Democratização...

Congresso aprova R$ 7 bi para projetos habitacionais e de infra-estrutura

19/06/2009
Em sessão do Congresso Nacional nesta quinta-feira (18), deputados e senadores aprovaram a liberação no Orçamento da União de cerca de R$ 7 bilhões em créditos suplementares para programas do governo e para realização de obras em portos e aeroportos. Lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março, o programa de habitações populares "Minha Casa, Minha Vida" responde por quase a totalidade dos recursos liberados pelos parlamentares. O Mistério das Cidades, gestor das ações, vai ficar com R$ 6 bilhões. Já o Ministério da Defesa, que tem projetos de compras de aeronaves e helicópteros, teve aprovado R$ 305 milhões. Para realizar obras de dragagem em 12 portos brasileiros, foram aprovados 492 milhões que serão investidos pela Secretaria Especial de Portos em empreendimentos nos portos do Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Recife (PE), Suape (PE), Natal (RN), Aratu (BA), Itaguaí (RJ) Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Vitória (ES), São Francisco do Sul (SC) e Itajaí (SC). Foram liberados para a Infraero cerca de 43 milhões. Os recursos vão custear obras em seis aeroportos. A recuperação das pistas e pátios de manobras do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, receberá a maior fatia das verbas: R$ 39,6 milhões. Os recursos já faziam parte do orçamento da Infraero e apenas foram remanejados. O Ministério de Ciência e Tecnologia recebeu reforço de R$ 191 milhões. Outros R$ 25 milhões foram destinados ao Ministério das Relações Exteriores para a concessão de apoio à reconstrução da Faixa de Gaza, na Palestina....

Petrobras democratiza a comunicação

18/06/2009
Depois de décadas sofrendo ataques violentos vindo de grupos que nunca engoliram a sua existência, a Petrobras resolveu tomar uma atitude preventiva, de defesa. Daí a surpresa e a grandiosidade do ato de criação do blog Fatos e Dados, um marco na história da comunicação social. O blog Fatos e Dados colocado no ar pela Petrobras é um marco na história da comunicação social. A partir de agora a relação entre as fontes e os veículos de informação muda de patamar, tornando-se mais equilibrada. Até então a fonte, detentora da titularidade da informação, abria mão desse poder transferindo-o de forma integral para a mídia. E esta fazia do conteúdo informativo o que bem entendia. Daqui para frente isso não irá mais acontecer. Precavida, a fonte se antecipa ao veículo tornando públicas as informações prestadas. Estreita-se dessa forma a margem de manipulação. E quem ganha é o público, na medida em que as informações tornam-se mais confiáveis. Ou pelos menos "checáveis". Nesse sentido a ação comunicativa da Petrobras vai muito além dos seus resultados imediatos. Ela se insere no processo de construção de uma ordem informativa mais democrática e equilibrada que teve um dos seus pontos altos ao final dos anos 1970 quando a UNESCO deu por concluída a tarefa de propor a criação de uma nova ordem mundial da informação e da comunicação. O resultado desse trabalho, realizado por uma comissão presidida pelo irlandês Sean Mac Bride e que contou com a participação, entre outros, do colombiano Gabriel Garcia Marquez, está no livro "Um mundo e muitas vozes", publicado pela Fundação Getúlio Vargas. Propunha-se, naquele momento, a busca do equilíbrio dos fluxos informativos entre os hemisférios Norte e Sul e apontava-se para a necessidade de estimular a circulação de informações entre os países do sul. Era uma resposta às políticas impostas ao mundo pelas potências hegemônicas, segundo as quais deveria prevalecer o "livre fluxo das informações", ou seja regulado apenas pelo mercado. O debate entre as duas posições entrou pelos anos 1980 e chocou-se com a ascensão do neoliberalismo nos Estados Unidos de Ronald Reagan e no Reino Unido de Margareth Tatcher. O resultado é conhecido. Os dois países, retiraram-se da UNESCO, seguidos logo depois pelo Japão, esvaziando a organização e sepultando a generosa idéia de uma nova ordem informativa global. No Brasil, o primeiro movimento mais articulado visando a democratização da comunicação ocorreu 1983, numa iniciativa de um grupo de professores do curso de comunicação social da Universidade Federal de Santa Catarina. Eles lançaram a Frente Nacional de Lutas por Políticas Democráticas de Comunicação, incorporada posteriormente pela Abepec (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Comunicação) e pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). De prático esses movimentos pouco...

SESC Florianópolis promove arraial neste sábado

18/06/2009
A festa junina terá início às 10h no SESC Florianópolis – Prainha e contará com várias atividades recreativas. A entrada é franca. Confira as atrações: Gastronomia típica com a tradicional tainha assada (almoço R$10,00 – incluso uma tainha assada, pirão, salada e pão); Apresentações artísticas Correio do amor; Pau de sebo; Boca de palhaço; Casamento caipira; Quadrilha; Oficinas e muito mais… Evento: Arraial do SESC Florianópolis Data: 20 de junho (sábado) – das 10h às 17h Local:  SESC Florianópolis (Prainha) Entrada...

Vicentinho dá parecer favorável à PEC que reduz jornada de trabalho

17/06/2009
O deputado federal Vicentinho (PT-SP), ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da CUT, apresentou e leu nesta terça-feira (16) seu parecer favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC 231/95), que reduz a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário. A proposta também prevê aumento no valor da hora extra de trabalho dos atuais 50 % para 75 %. O parecer foi apresentado na comissão especial que analisa o mérito da PEC. Como houve pedido de vista coletivo, a votação final da matéria ficou para o dia 30 deste mês, a partir das 14h, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Se o parecer for aprovado pela comissão especial, será levado à discussão e votação no plenário da Câmara, em dois turnos. Para aprovação da proposta serão necessários no mínimo de 308 votos favoráveis, nos dois turnos de votação. Aprovada pela Câmara, a PEC será encaminhada à discussão e votação, também em dois turnos, pelo Senado Federal. Impacto reduzido – No texto apresentado hoje, Vicentinho destacou que a redução da jornada terá pouco impacto nas empresas, pois a média da duração do trabalho no País já é inferior às 44 horas previstas na Constituição – no setor automotivo é de 40 horas, valor fixado em convenção coletiva. "O novo patamar é razoável e pode ser rapidamente absorvido pelo mercado", disse. Segundo ele, os ganhos de produtividade da economia é que vão permitir a diluição do impacto da redução da jornada para as empresas. O deputado citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostram que a carga de 40 horas semanais, seguida da manutenção do patamar salarial, vai significar um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção. Mais saúde – Do lado do trabalhador, porém, a mudança, segundo o relator, vai significar melhor qualidade de vida e redução dos acidentes de trabalho. Vicentinho disse que o avanço da tecnologia e as mudanças no processo produtivo precisam ser revertidos em redução da carga de trabalho. A PEC determina também que o pagamento das horas extras deve ter um acréscimo de 75% sobre o valor da hora normal. O objetivo dessa medida, como explicou o relator, é incentivar as empresas a trocar a hora extra por mais contratações. "A elevação do custo da hora extraordinária desestimula o seu uso habitual por parte das empresas", afirmou. Outros países – Até a Constituição de 1988, a jornada de trabalho no Brasil era de 48 horas, valor fixado ainda nos anos 30. Com o ressurgimento do movimento sindical nos anos 70, houve uma mobilização para a redução desse valor. Em 1985, por exemplo, o Sindicato dos Metalúrgicos de São...

Comissão realizará oficina regional em Florianópolis nesta sexta-feira

17/06/2009
Como forma de incentivar os municípios do interior de Santa Catarina para a mobilização, a Comissão pró-conferência realizará oficinas de capacitação para grupos e entidades em todas as regiões do estado. A idéia é esclarecer o que é a Conferência, qual a importância da democratização da comunicação, como participar e se mobilizar, entre outros temas. O primeiro encontro será na grande Florianópolis na próxima sexta-feira (19) às 08h45 na FECESC (Av. Mauro Ramos, 1624, Centro, Florianópolis). Além de Florianópolis, as demais cidades sedes das oficinas regionais serão: Extremo-sul: Araranguá, Região Sul: Criciúma, Vale do Itajaí: Blumenau, Região Norte: Joinville, Planalto Serrano: Lages, Meio-Oeste: Joaçaba e Região Oeste: Chapecó. Proposta de programação da oficina da grande Florianópolis Painel e debate: "Democratização da Comunicação – os desafios da Conferência" Convidado: Carlos Locatelli – Jornalista, Professor do Departamento de Jornalismo da UFSC, ministrou de 2001 e 2008 a disciplina de Políticas de Comunicação. Mestre pelo Programa de Pós-Gradução em Economia Industrial da UFSC (2001) com a dissertação Livre e sob controle: o desafio de regular a mídia no Brasil. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008), com o projeto Comunicação e esfera pública em projetos de grande impacto socioambiental: o caso das barragens. Encaminhamentos : – Datas das atividades regionais                                       – Tarefas concretas                                       – Distribuição dos responsáveis por cada oficina regional                                       – Roteiro a seguir – ABC da Conferência                                       – Sistematização   GT Responsável: Temática...

Livro “Abc da crise” lançado pela Editora da FPA chega às livrarias

17/06/2009
Lançado pela Editora da Fundação Perseu Abramo, chega às livrarias o livro O abc da crise.Com o objetivo de criar um debate em torno da crise econômica financeira que se abateu sobre o mercado em setembro de 2008, o jornalista e artista plástico Sérgio Sister reuniu artigos de grandes economistas críticos do neoliberalismo. São 16 artigos e duas entrevistas com diagnósticos, críticas e propostas. Entre os autores destacam-se o ministro da Fazenda Guido Mantega, que concedeu entrevista exclusiva para o autor, o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugmann e o presidente do PT Ricardo Berzoini. A obra pode ser adquirida em livrarias e na Loja Virtual da EFPA (www.fpabramo.org.br).   A obra – Mais uma vez, a Editora Fundação Perseu Abramo enriquece o mercado editorial com um lançamento que ajuda os leitores a compreenderem um acontecimento econômico e social que está afetando o sistema financeiro do mundo inteiro. O Abc da crise faz uma crítica ao neoliberalismo, endossada pelo argumento de analistas do Brasil e do mundo. São 16 artigos e duas entrevistas com diagnósticos, críticas e propostas, organizados pelo jornalista Sergio Sister, intelectuais e pensadores comprometidos com o projeto alternativo e democrático de sociedade. Entre os colaboradores, o ministro da Fazenda Guido Mantega em entrevista exclusiva concebida ao livro, o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugmann, e o presidente do PT Ricardo Berzoini. Importante contribuição, também, de Carlos Eduardo Carvalho, Cézar Manoel de Medeiros, Francisco de Oliveira, Jefferson José da Conceição, Luiz Gonzaga Belluzo, Marcio Pochmann, Maria da Conceição Tavares e Paul Singer. Desde setembro de 2008, a crise gerada pelo modo desorganizado com que os bancos e outras instituições norte-americanas, européias e asiáticas lidam com o crédito, tem demonstrado a vulnerabilidade do sistema capitalista. Além de críticas, também são abordadas possíveis soluções e propostas para a situação atual. E é justamente nesse ponto que está o diferencial dessa obra. Até agora, infelizmente, a mídia conservadora, mostrou apenas diagnósticos feitos por aqueles que, de uma maneira ou outra, foram coniventes com o sistema que gerou a crise. O abc da crise também mostra o que o governo deu continuidade aos seus programas de auxílio social, contrariando o que vem sido veiculado pela grande imprensa. É leitura indispensável para iniciados e iniciantes, considerando que os artigos vêm acompanhados de notas explicativas....

Os Bric atingem sua maioridade

17/06/2009
Em Ecaterimburgo, selaremos um compromisso que objetiva trazer novas respostas a velhos problemas e oferecer uma liderança corajosa para enfrentarmos a inércia e a indecisão. Afinal, o mundo enfrenta hoje desafios de grande complexidade, mas que exigem respostas urgentes. Estamos diante de ameaças que nos afetam a todos – para as quais alguns muito contribuíram, enquanto outros se veem na posição de vítimas inocentes de suas consequências. Mas vivemos entre paradigmas superados e instituições multilaterais desacreditadas. A atual crise econômica apenas aumenta um sentimento crescente de perplexidade e impotência diante da mudança do clima e do risco de escassez mundial de alimentos e energia. Claramente, a sociedade moderna precisa repensar um sistema que, de forma acintosa, fomenta o desperdício dos recursos naturais e finitos da Terra, ao mesmo tempo que condena bilhões de pessoas à pobreza e ao desespero.   Essa é a razão pela qual, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2008, eu afirmei que "é a hora da política". Chegou a hora de fazermos escolhas difíceis e de enfrentarmos responsabilidades coletivas.   Estarão os países ricos dispostos a aceitar supervisão supranacional e o controle do sistema financeiro internacional, de maneira a evitar o risco de outra crise econômica? Estarão dispostos a ceder seu controle sobre as tomadas de decisão no Banco Mundial e no Fundo Monetário Internacional (FMI)? Concordarão em cobrir os custos da adaptação tecnológica para que as pessoas nos países em desenvolvimento possam se beneficiar dos progressos científicos sem ameaçar o meio ambiente global? Eliminarão os subsídios protecionistas que tornam inviável a agricultura moderna em muitos países em desenvolvimento, ao deixar agricultores pobres à mercê de especuladores e doadores generosos? Essas são as questões que os Bric querem ver respondidas. É por isso que cobramos, durante a recente reunião do G-20, em Londres, que os países desenvolvidos comprometam-se com a reforma do sistema de votação e de cotas das instituições do sistema de Bretton Woods. Apenas assim a voz dos países em desenvolvimento será ouvida. Obtivemos também um compromisso de que será estabelecido um fundo que proverá apoio financeiro eficiente e rápido – livre de dogmas neoliberais – a países afetados por uma repentina queda em suas exportações ou pelo encolhimento do crédito. Esse é apenas o primeiro passo de uma revisão nos fundamentos das políticas que gostaríamos de ver avançar na próxima reunião do G-20. Faremos todos os esforços para levar a Rodada de Desenvolvimento de Doha a uma conclusão rápida e equilibrada. É igualmente urgente renovar as Nações Unidas, se queremos que as instituições multilaterais recuperem relevância. Postergar reformas, especialmente a do Conselho de Segurança, apenas servirá para erodir ainda mais a autoridade das instituições internacionais. Em 2004, patrocinei o Plano de...
Sindicalistas podem ajudar a encontrar saídas para a crise, afirma Lula
16/06/2009
Genebra (Suíça) – Ao participar de encontro de líderes na 98ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o momento atual de crise financeira é “delicado”, mas também “muito precioso”. Lula disse que o mundo precisa de novas alternativas para reduzir os reflexos da instabilidade econômica. “É preciso aprender em vez de chorar e refletir em vez de xingar.” O presidente falou que os representantes dos trabalhadores podem contribuir na busca de saídas para a crise financeira internacional. “Temos que aproveitar o momento. Não é esquecer a crise, mas, a partir dela, descobrir o que podemos fazer de novo. A presença de vocês dá força para produzir temas”, disse. Lula reafirmou que a crise pode ser uma oportunidade para que muitos países melhorem seu desempenho e acrescentou que é “mais seguro fazer as coisas quando mais gente está de acordo”. “Quando um trabalhador está bem, ele acha que não precisa se sindicalizar, mas é exatamente neste momento que temos que pressionar os governos.” Lula criticou a atuação de bancos internacionais que, segundo ele, eram “especialistas” em medir os riscos de países pobres no período que antecedeu a crise. “Eles não pararam para medir seu próprio risco e quebraram. Durante o encontro, o presidente cobrou de empresários, governos e trabalhadores “atitude mais dura" para conter os reflexos negativos da crise. Por: Paula Laboissière...
Brasil vai comprar bônus do FMI no valor de US$ 10 bilhões
15/06/2009
Brasília – O Brasil emprestará US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). É a primeira vez que isso ocorre, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O financiamento será feito através da aquisição do bônus do FMI. Os títulos estão sendo preparados e serão expressos em Direito Especial de Saque (DES), uma espécie de moeda do Fundo. “Assim que o fundo terminar de produzir esses bônus, estaremos fazendo esse aporte de US$ 10 bilhões. Na verdade, é uma aplicação que o Brasil está fazendo de suas reservas e dando uma disponibilidade financeira para o FMI”, disse Guido Mantega, ao fazer o anúncio da operação. O governo brasileiro tem atualmente US$ 204 bilhões nas reservas internacionais do país. O ministro disse ainda que os recursos poderão ajudar os países emergentes, principalmente, aqueles em desenvolvimento que hoje têm escassez de capital por causa da crise financeira mundial. Ele enfatizou que, diante de uma crise de grande “envergadura”, o Brasil está em condições mais sólidas para emprestar recursos ao Fundo Monetário. “No passado, era ao contrário: o Fundo emprestava ao Brasil, que nos socorria quando o país era menos sólido. Hoje, o Brasil alcançou essa solidez e acumulou as reservas suficientes para poder ajudar a comunidade internacional, principalmente os países os que estão em dificuldade.”, afirmou. Segundo ele, as condições que permitiram ao país emprestar recursos ao Fundo são o fluxo positivo recursos internacionais para o Brasil e o aumento das reservas internacionais brasileiras. O ministro esclareceu ainda que os recursos permanecerão nas reservas, mesmo com a compra dos títulos do Fundo. Na operação, o Brasil adquire os US$ 10 bilhões em títulos e se quiser poderá utilizá-los em operações com o próprio Fundo. “É um segundo passo importante que o Brasil tem dado no sentido de tornar o Brasil credor do Fundo e não devedor como no passado”, afirmou. Em abril deste ano, o FMI convidou o Brasil a fazer parte dos países credores da organização multilateral, tendo o governo brasileiro aceito a proposta. Segundo Mantega durante reunião do G-20, em Londres, ficou combinado que os países mais fortes, os que possuem recursos disponíveis dessem aporte de forma que o Fundo Monetário obtivesse mais US$ 500 bilhões para poder ajudar os países em dificuldade. “Esses aportes são importantes porque ajudam a encurtar a crise financeira internacional. Ajudem os países que têm hoje dificuldade a voltar para o comércio internacional e as transações internacionais, pois os países, com a crise, deixaram de importar e de participar do comércio internacional e dos investimentos por falta de recurso."     Daniel Lima Repórter da Agência Brasil...

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